Crescendo na graça e no conhecimento
Mostrando postagens com marcador Lição 3.o Trimestre/2011. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lição 3.o Trimestre/2011. Mostrar todas as postagens

17 de maio de 2012

CARTA Á IGREJA DE FILADÉLFIA


Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre:

Jesus Cristo  à Igreja de Filadélfia se identifica como o Santo.

A santidade de Deus foi manifesta aos homens através de Cristo. Como  homem  viveu de maneira santa, isento de qualquer acusação, como um cordeiro imaculado e incontaminado (I Pedro 1.19), para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo. (Hebreus 9:26).
Jesus se identifica também como aquele que é verdadeiro. Ele é a verdade.
Em meio ao relativismo moderno a verdade absoluta está sendo substituída por versões particulares, parciais e no fundo mentirosas. Os boatos são uma mazela que tenta contaminar a igreja do Senhor, semeando contenda entre os irmãos, algo abominável para Deus.
Por sua vez, os veículos de comunicação, formadores de opinião, movidos por interesses os mais diversos muitas vezes publicam versões de fatos sob uma ótica divergente da realidade  ou incompleta.
Quando em nosso país  impera de há muito uma onda de denuncismo, necessário se faz rever o processo de construção das notícias a fim de se apurar e comprovar suspeitas antes de se fazer juízo de valor contra quem quer que seja. Às vezes a vida privada é estampada sem o mínimo de critério.
Com o advento da internet, o  jornalismo instantâneo e a consequente demanda de informação pelo público consumidor, uma enxurrada de notícias são produzidas sem o menor cuidado em sua apuração. Não há tempo?
Muitos fatos envolvendo pessoas a priori isentas de suspeita caem  na vala comum da acusação intransigente, parcial e canibalesca, causando prejuízos irreparáveis, principalmente quando estas notícias não passam de boatos sem fundamentos.
Muitas vezes, na busca desenfreada pelo furo de reportagem,  poucos veículos de comunicação dão oportunidade ao jornalismo investigativo, perdendo  a oportunidade de ajudar na construção de uma sociedade ética e justa. O outro lado da notícia existe e necessariamente precisa ser analisado. Ouvi-lo faz parte dos princípios básicos da prática do bom jornalismo. 

Aquele que tem a chave de Davi

Como herdeiro natural do trono de Davi, o Senhor Jesus Cristo recebeu todo poder e autoridade de Rei. A mensagem profética do anúncio do nascimento do  menino Jesus apontava para o herdeiro do reino davídico: “Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai”. Lucas 1:32.

O próprio Cristo deu testemunho de si mesmo ao confrontar os fariseus:

E, estando reunidos os fariseus, interrogou-os Jesus, Dizendo: Que pensais vós do Cristo? De quem é filho? Eles disseram-lhe: De Davi. Disse-lhes ele: Como é então que Davi, em espírito, lhe chama Senhor, dizendo: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, Até que eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés? Se Davi, pois, lhe chama Senhor, como é seu filho?  E ninguém podia responder-lhe uma palavra; nem desde aquele dia ousou mais alguém interrogá-lo. Mateus  22:41-46

Conheço as tuas obras

Esta Igreja recebe o reconhecimento de fidelidade ao Senhor por suas obras feitas em Deus. (João 3:21), com a motivação do Reino: “Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou.” João 6.27.

A dúvida maior dos discípulos era: Que faremos para executarmos as obras de Deus?
Jesus respondeu, e disse-lhes: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou.
João 6:28-29.

Eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar;

Jesus colocou diante de nós uma porta aberta. A porta está aberta. Ele próprio é a porta. Porque Em Cristo vivemos, e nos movemos, e existimos. Atos 17.28. Jesus nos concede o livre arbítrio para escolher entrar por esta porta, a porta estreita, em detrimento da opção pela por larga que conduz à perdição. Mateus 7.13. A Igreja escolheu entrar pelo caminho de Cristo. A porta que conduz ao céu está aberta e disponível para todos, mas poucos há que por ela adentram. Mateus 7.13. A Igreja de Filadélfia escolheu seguir fielmente à Cristo.

Tendo pouca força, guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome. Eis que eu farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem judeus, e não são, mas mentem: eis que eu farei que venham, e adorem prostrados a teus pés, e saibam que eu te amo.

A igreja de Filadélfia era fraca no sentido de que suas forças não estavam em seu poder político, religioso, financeiro ou organizacional. Não se ufanava nem pensava de si mesmo além do que convém (Romanos 12.3). Sabia de suas limitações recorrendo ao Senhor para permanecer fiel ao chamado divino. Ser fraco não era dar lugar á carne, ao pecado. Ser fraco é reconhecer estas limitações e buscar a força do Senhor para vencer o adversário. Acima de tudo guardando a Palavra de Deus, digna de toda a aceitação, sem negar o Seu nome diante dos ardis de satanás.
O cristão é desafia a permanecer fiel em meio ao modo de vida contemporâneo: a dependência do desenvolvimento tecnológico, o secularismo, o mundanismo, o relativismo moral, o reducionismo, o surgimento de milhares de seitas, a globalização, o crescimento urbano, ateísmo, consumismo, avanço das drogas e da violência, licenciosidade. Fatores que muitas vezes levam o homem a esquecer, sublimar ou mesmo desconhecer a existência de DEUS.

Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra.

“No mundo tereis aflições”, assim alertou o Senhor Jesus, “mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16.33). Ao fiel é reservada a vitória em meio à luta iminente. O Senhor traça caminhos em meio à tempestade a fim de dar vitória ao Seu povo que permanecer fiel em meio a esta geração corrompida e perversa (Filipenses 2.15).

Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.

O alvo real da Igreja e dos cristãos é deixar esta vida e habitar com o Senhor para sempre. II Coríntios 5:8 e I Tessalonicenses 4:17. E o que há de vir virá e não tardará. Habacuque 2:3 e Hebreus 10:37.

Jesus consolou os seus apóstolos dizendo que ia para o céu nos preparar um lugar e depois voltaria para nos buscar para estar sempre com Ele. Esta é a razão de nosso viver e nossa eterna esperança, morar com o Senhor. Um dia Cristo virá buscar a sua Igreja. Num piscar de olhos a Igreja do Senhor será arrebatada da terra para estar para sempre com DEUS!

- Eis que venho sem demora, prometeu  Jesus (Apocalipse 3.11). Ele não está atrasado, faz apenas dois dias que Ele subiu aos céus, pois um dia para o Senhor é como mil anos. Jesus ainda não voltou porque Ele ainda tem muita gente nesta Terra para salvar. Ele vai voltar. Os sinais que antecedem a sua vinda estão se cumprindo à cada dia. O bom é falar e ter a esperança de que Jesus breve vem! Então, prepara-te! Nossa oração a partir daí vai mudar o foco e pode até deixar de ser: Senhor, dá-me isso ou aquilo, faz isso ou aquilo. E será sempre: Maranata! Ora vem, Senhor Jesus!
Vem, que a Igreja Vitoriosa espera tua vinda gloriosa.

A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome.

Os vencedores, os crentes fiéis, firmes como colunas de Deus, irão receber um novo nome, nome de vencedor, nome dado por Deus, o nome de cidadão da Nova Jerusalém, para todo o sempre. Assim,  as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada. Romanos 8:18.Maranata! Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.

24 de setembro de 2011

O Reino de Deus, o Alvo da Igreja



Uma das provas esportivas mais difíceis de serem concluídas é o rali de regularidade. Os competidores buscam sem dúvida a vitória, porém, o simples fato de concluir a prova já se constitui na maior vitória.
São dias e noites na estrada passando por várias etapas em quilômetros de prova, enfrentando as mais diferentes circunstâncias e fatores adversos: poeira, sol, calor, estradas irregulares, rios lamacentos, subidas e descidas, além dos adversários.
            Para resistir até o final da jornada existe uma condição fundamental a ser atendida: o preparo. Conhecer a rota da partida até a chegada, quais as dificuldades de cada trecho, o que levar para a jornada, e principalmente, reconhecer as limitações humanas e do equipamento para que se possa avaliar as condições de resistir até o final.
            A carreira espiritual que nos está proposta também é semelhante, embora muito mais sublime.  Precisamos corrê-la de um modo particular, com perseverança, até chegar ao ponto final. (Hebreus 12:1). Paulo compara esta jornada à corrida dos atletas nos jogos esportivos da sua época:

Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós, porém, uma incorruptível. Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar. Antes, subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado. (I Coríntios 9. 24-27)

Os carros do rali precisam de combustível suficiente no tanque. Nós também precisamos da reserva espiritual. Lembra-se da parábola das virgens que aguardavam a vinda do noivo? Pois bem. Cinco delas foram consideradas prudentes, pois tinham consigo azeite de reserva para as lamparinas caso faltasse o combustível. Cinco outras, porém, foram consideradas insensatas, pois tinham azeite apenas para um determinado período. E o noivo tardou. As lamparinas das desprevenidas começaram a fumegar. Desesperadas, passaram a clamar às outras: - Dá-nos do teu azeite. A resposta delas? - Não seja o caso de faltar a nós e a vós. Vão ao mercado e comprem o azeite necessário. Mateus 25.1-9.
Uma pergunta: será que tem posto de gasolina no deserto ou em uma trilha do sertão? O cristão depende da reserva de combustível espiritual suficiente para atravessar o deserto da  vida e chegar ao  destino final:

Cingido esteja o vosso corpo, e acesas, as vossas candeias. Sede vós semelhantes a homens que esperam pelo seu senhor, ao voltar ele das festas de casamento; para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram. Lucas 12:35 e 36.

Na jornada cristã também imprescindível se faz conhecer a rota, visando identificar o caminho certo a percorrer para se chegar ao destino final, outro fator fundamental para garantir o êxito na caminhada. 
Paulo bem sabia aonde queria chegar: “pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar.” (1 Coríntios 9:26)
Ele almejava alcançar o objetivo fim da fé, a salvação da alma. 1 Pedro 1:9. Os heróis da fé citados em Hebreus morreram sem terem recebido as promessas, mas, “vendo-as de longe, e crendo nelas, e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra”. Buscando uma pátria melhor, a pátria que está nos céus (Filipenses 3:20), preparada por DEUS para quem completar a jornada. Hebreus 11:13-16.
            Não podemos trocar de alvo por conta de uma alegria passageira do pecado que tão pertinho nos rodeia. Moisés recusou a aspiração de um dia ser herdeiro do Reino de faraó preferindo ser sofrer junto com o povo de DEUS a gozar dos prazeres transitórios do pecado; porquanto Moisés considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão invisível (Hebreus 11.24-27).
 - Louco, esta noite te pedirão a tua alma, alertou Jesus; e o que tens preparado, para quem será? Lucas 12:20.
DEUS se importa com o destino final da nossa alma. Jó 27:8 Porque, qual será a esperança do ímpio, quando morrer? Jó 27:8
            O mundo pós-moderno com seus conceitos e valores, tão relativista, secularista, materialista, consumista, valoriza o ter, o aqui e agora, a satisfação do homem como centro do universo. Querendo, desta forma, tirar-nos o alvo de pensar nas coisas lá do alto, para colocar o coração nas que são aqui da terra (Colossenses 3:2);
Vale referenciar aqui o conteúdo das pregações de hoje que em sua maioria falam de um Senhor que parece ter mudado de posição passando à condição de servo a cumprir as determinações e decretos humanos; a mensagem da cruz foi deliberadamente omitida para dar lugar a um triunfalismo humanista terrível.
No entanto, se a nossa esperança em Cristo se limitar apenas a esta vida, seremos os mais infelizes de todos os homens. 1 Coríntios 15:19.
A neoteologia do pare de sofrer, venha para cá e seus problemas vão se acabar tem origem no anseio individual que ás vezes entra em conflito com a vontade de Deus e seus desígnios para cada um. Como aconteceu no ato da crucificação de Cristo.
Em sua sentença final, Pilatos condenou Jesus Cristo à pena de morte na cruz, sendo crucificado entre dois ladrões. Mateus 27:38.
            Um deles tentou à todo custo buscar um atalho para se livrar daquela condenação, apelando aos poderes sobrenaturais de Cristo e assim escapar da morte. Ele via Jesus apenas como alguém que poderia socorrê-lo em sua necessidade humana.
            Muitos se lembram de DEUS na hora da dor, do desespero, da necessidade humana, material. Identificam Jesus como uma fonte para solução dos seus problemas. Buscam uma cura, de um emprego, libertação de um vício, tentando às vezes adaptar Jesus às suas vontades e conveniências. Graças Deus que por Sua infinita graça e misericórdia atende à quem o busca com sinceridade nos momentos de aflição.
Mas alguns têm objetivos apenas interesseiros ainda que em meio às práticas religiosas.
            O outro ladrão tinha uma preocupação diferente quanto ao futuro. Ele reconheceu em Jesus o Salvador que pregava o Reino de DEUS. A sua alma tinha um anseio diverso do companheiro que pensava apenas como salvar a si mesmo. “- Lembra-te de mim quando entrares no teu Reino”.
Ele tinha uma esperança de vida espiritual, sentia sede de salvação ao passo que o outro estava com a visão limitada aos interesses pessoais egoístas. Ele não pedia para escapar com vida, mas sim, escapar para a vida, a vida eterna, a vida com DEUS.
            DEUS continua a abençoar e atender aos pedidos e orações de seu povo que a Ele clama. Aleluia! Mas antes deseja ver nos corações o almejar viver a vida eterna, superando os interesses pessoais efêmeros. Buscando primeiro o Reino de DEUS e, de quebra, as demais coisas serão acrescentadas. Mateus 6:33.
- Ainda hoje estarás comigo no paraíso. Lucas 23:43. Na resposta de Jesus para o ladrão arrependido há a garantia da vida eterna, o alvo final da Igreja Vencedora.
As ricas bênçãos do Senhor estão à nossa disposição, mas a maior e melhor delas é viver com DEUS, eternamente!
Na verdade as pregações de hoje, em sua maioria, pouco falam das mansões celestiais, da Jerusalém celestial, da volta de Cristo, do alvo real da Igreja e dos cristãos que é deixar esta vida e habitar com o Senhor para sempre. II Coríntios 5:8 e I Tessalonicenses 4:17. Mas o que há de vir virá e não tardará. Habacuque 2:3 e Hebreus 10:37.
Já é chegada a hora de nós, que já conhecemos e seguimos a Cristo há um bom tempo, despertarmos do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos. Romanos 13:11.
            Não há lugar para o comodismo, como Paulo alertou aos Filipenses:

Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma               coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de DEUS em Cristo Jesus. Filipenses 3.13 e 14
           
Assim no final da jornada poderemos proclamar como o combatente atleta Paulo:

                Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a               coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará               naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos        amam a sua vinda. 2 Timóteo 4.7 e 8.

            Corroborando com a palavra do anônimo escritor aos Hebreus:

Corramos, portanto, com perseverança, a carreira espiritual que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da nossa fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de DEUS. Hebreus 12:2

            Conservando-nos no amor de DEUS, chegaremos ao alvo, pois esta é a promessa que ele mesmo nos fez, a vida eterna. 1 João 2:25, cruzando assim a linha de chegada na carreira da fé, na confiança de que o Senhor Jesus Cristo já nos preparou um lugar na casa do Pai onde há muitas moradas. João 14.1 a 3.
            Temos um longo caminho a percorrer enquanto peregrinos e forasteiros na terra.
Quando da queda primeiro homem, Adão, DEUS colocou querubins ao oriente do jardim do Éden para guardar o seu acesso ao caminho da árvore da vida. (Gênesis 3:24)
DEUS, porém, não desistiu de amar a humanidade. E traçou um novo caminho para levar-nos aos céus. Através do novo Adão, Jesus Cristo, tratou de mostrar este caminho. - E vós sabeis o caminho para onde eu vou, disse Jesus a Tomé. Este, em dúvida, questionou: “- Senhor, não sabemos para onde vais; como saber o caminho?” Respondeu-lhe Jesus: “- Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” João 14.4-6.
Este é o novo e vivo caminho para se chegar ao Santo dos santos, o santíssimo lugar que Ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne. Hebreus 10:20. Para chegar lá urge saber o caminho.
            Na prova do rali de regularidade um dos personagens fundamentais é a figura do navegador. A ele cabe interpretar o roteiro que é proposto e, a partir dele, orientar o piloto no caminho em que trilhar.
            Em nossa caminhada temos o Espírito Santo como nosso guia neste Caminho. Porque todos os que são guiados pelo Espírito de DEUS, esses são filhos de DEUS. Romanos 8:14
            Jesus ensinou o caminho de DEUS segundo a verdade (Lucas 20:21), apresentando como caminho estreito que conduz à vida, e poucos há que o encontrem. Mateus 7.14, em contraste com o caminho espaçoso que conduz à perdição. Trilhas largas e fáceis nem sempre conduzem ao lugar certo. Nosso caminho é apertado, mas é o caminho da justiça, da salvação, da verdade; deixando-nos Cristo o exemplo, para seguirmos as suas pisadas (1 Pedro 2:21).
Tão valiosa é a jornada que os cristãos foram considerados nos primórdios da Igreja como aqueles que praticavam a religião do Caminho, em uma referência clara ao andar após e em busca de Cristo. Atos 9:2; 19:9,23;  22:4;  24:14,22.
            A outro fato a ser considerado é o modo de conduzir o veículo nas trilhas, enfrentar os obstáculos naturais que surgem de maneira a garantir o alcance do final de cada etapa e da prova. Então, como estou vivendo a vida cristã, combatendo o bom combate, como estou vivendo o compromisso com Deus?
            Quem quer seguir a Cristo, precisa negar-se a si mesmo, e tomar a sua cruz, e, a partir daí, segui-Lo. Marcos 8:34. Alguns ainda não reúnem as condições para chega no destino proposto, porém, vão sendo renovados, até chegar lá. Certa ocasião Jesus confortou a Pedro, dizendo-lhe: - Quando te converteres, confirma teus irmãos. Lucas 22:32.
Muitas vezes a auto-suficiência pode nos levar a crer que podemos andar e ir aonde der na veneta. Assim foi o exemplo de Pedro: - Em verdade, em verdade te digo que, quando eras mais moço, disse Jesus a Pedro, - tu te cingias a ti mesmo e andavas por onde querias. João 21:18. 
Porém, quando se alcança a maturidade na jornada, a história muda. Os corredores de provas de longa distância, maratonas, por exemplo, sabem dosar as suas energias para aplicar mais velocidade ou menos de acordo com as condições do caminho; os pilotos durante a prova de rali aceleram ou reduzem a velocidade de acordo com a trilha no momento.
Profetizando a respeito do tipo de morte com que Pedro havia de glorificar a DEUS, porém, Jesus disse-lhe: - quando fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres. João 21:18. 
Depois de assim falar, acrescentou-lhe: - Segue-me.  O caminho já foi aberto, então, basta atender ao convite: Segue-me. Quanto aos outros, não importa o traçado que estejam desenvolvendo na prova da vida: simplesmente, segue-me.
As consequências? O mesmo Pedro já havia consultado a Jesus a este respeito: - Eis que nós tudo deixamos e te seguimos; que será, pois, de nós? Jesus lhes respondeu:

- Em verdade vos digo que vós, os que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do Homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel. E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe ou mulher, ou filhos, ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna. Mateus 19:27-29.

Corramos, portanto, com perseverança a carreira que nos está proposta, juntos, em uma só fé, em um só espírito, seguindo às mesmas pisadas (Hebreus 12:1; Efésios 4:4 e 55; 2 Coríntios 12:18), combatendo o bom combate, guardando a fé a fim de receber a coroa da justiça que nos está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, nos dará naquele dia, a todos os que amarem a sua vinda. II Timóteo 4:8.

16 de setembro de 2011

A DOUTRINA CRISTÃ


CONCEITUAÇÃO:

Grego: διδασκαλια [didaskalia] (Substantivo feminino). O ato de ensinar: ensino. Aquilo que é ensinado: doutrina, instrução.

O dicionário Houaiss define doutrina como “o conjunto de princípios em que se baseia um sistema religioso, político ou filosófico.”

διδασκαλια [didaskalia] aparece 21 vezes no NT.

O pastor pentecostal Myer Pearlman distingue doutrina de dogma: “doutrina é a revelação da verdade como se encontra nas Escrituras.; dogma é a declaração do homem acerca da verdade quando apresentada em um credo.” (Pearlman,1997, p.13)

O VALOR DO CONHECIMENTO DOUTRINÁRIO  (Pearlman,1997, pp. 13,14):

1.       Supre a necessidade de haver uma declaração autoritária e sistemática sobre a verdade;
2.       É essencial para o pleno desenvolvimento do caráter cristão;
3.       É um baluarte contra o erro;
4.       É uma parte necessária do equipamento de quem ensina a Palavra de Deus.

Importa portanto  que, nos templos, nas casas, nos congressos, nas ruas, a boa e sã doutrina de DEUS continue a gotejar como a chuva, que a Sua Palavra destile sobre todos como o orvalho, como chuvisco sobre a relva e como gotas de água sobre a erva. Deuteronômio 32:2.  Em alguns meios evangélicos, doutrina significava ensinar um conjunto de versículos mirabolantes articulados em um linguajar teológico rebuscado, recheado de originais no grego e pobre de conteúdo prático; em outros meios, em uma visão simplista, doutrina era simplesmente repetir, semana após semana, a lista dos “não pode”.
É preciso também conferir com a Palavra de DEUS aquilo que ouvimos assim como os bereanos da igreja primitiva; é preciso buscar no livro do Senhor, a Bíblia Sagrada, nossa regra de fé e prática, e ler o seu conteúdo Isaías 34:16. Sem fazer aquela leitura seletiva tipo doce brigadeiro da caixinha de promessas.
É preciso comer o livro todo:

Filho do homem, dá de comer ao teu ventre e enche as tuas entranhas deste rolo que eu te dou, vai e fala à casa de Israel. disse o Senhor ao profeta Ezequiel antes de usá-lo como arauto. Assim também o fez a João, o apóstolo amado: Fui, pois, ao anjo, dizendo-lhe que me desse o livrinho. Ele, Então, me falou: Toma-o e devora-o; certamente, ele será amargo ao teu estômago, mas, na tua boca, doce como mel. Tomei o livrinho da mão do anjo e o devorei, e, na minha  boca, era doce como mel; quando, porém, o comi, o meu estômago ficou amargo. Apocalipse 10:9 e 10.

Agostinho. bispo de Hipona, inicia sua obra A Doutrina Cristã, um manual de exegese e formação cristã, com a seguinte argumentação (Agostinho, 2002, p. 41):


"Há duas coisas igualmente importantes na exposição das Escrituras: a maneira de descobrir o que é para ser entendido e a maneira de expor com propriedade o que foi entendido."  


O pior de tudo é quando se tenta transmitir ao povo de DEUS outra doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. Leia Judas cap. 01. Estes na verdade são lobos devoradores disfarçados em meio ao rebanho (Mateus 7:15), querendo se aproveitar das ovelhas em todos os aspectos que se pode imaginar. Algumas dessas ovelhas, por sua vez, se acham tão grandes que não cabem dentro das igrejas. Os papéis se inverteram e as igrejas locais estão se amoldando a um novo perfil de cristão pós-moderno, o cliente que precisa ser paparicado, satisfeito em todas as suas expectativas.  Não tem a humildade suficiente para se enquadrar nos preceitos de uma igreja local.
Porém a Igreja que compreende, aceita e defende a sã doutrina discerne tudo, refuta, rechaça e rejeita toda e qualquer espécie de vento de doutrina contrária à simplicidade do evangelho, visto que não foi assim que aprendemos a Cristo, se de fato, o temos ouvido e nele fomos instruídos, segundo é a verdade em Jesus. (Efésios 4:20,21)
Jesus ensinava a verdade recebida do Pai e assim transmitia a todos. (João 12:50). Nas campinas, nas ruas, na praia e em particular, no sermão do monte. As pessoas por sua vez o admiravam pela sua doutrina. Mateus 7.28.
Ensinava com autoridade e não como os religiosos contemporâneos. Jesus censurou aos fariseus por ensinarem doutrinas de homens. Mateus 15.9; Lucas 4:32. Ensinava práticas de vida de um cidadão digno dos céus, incitando o povo a seguir o Seu exemplo.
Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração, aconselhou o Senhor. Mateus 11:29. Aprender de Jesus. Os meios são os mais diversos. A escola bíblica dominical é uma fonte de aprendizado indispensável para o cristão; o serviço de discipulado é outra fonte fundamental de aprendizado para o recém- convertido da Igreja. Em todos os momentos onde dois ou três se reunirem em nome de Jesus ocorre a oportunidade singular de se ouvir a Sua voz e aprender os seus ensinamentos.
A respeito da interpretação das Escrituras Sagradas, Agostinho destaca a existênciaa de certas normas que que ao seu ver poderiam ser ensinadas "com proveito aos que se dedicam a esse estudo". (ibid. p. 31)
Graças a DEUS que a Igreja do Senhor Jesus  tem crescido na graça e no conhecimento do Senhor, ao obedecer de coração à formas de doutrina a que fomos entregues, conforme ensinou Paulo, não mais sendo como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, Pelo contrário perseverando firmes na doutrina de DEUS, nosso Salvador (Tito 2:10), ensinada pelos apóstolos (Atos 2:42)

Bibliografia:


AGOSTINHO, Santo. Doutrina Cristã: manual de exegese e formação cristã,. Tradução de Nair de Assis Oliveira. 1ª edição, São Paulo: Editora Paulus, 2002. 


PEARLMAN, Myer. Conhecendo as Doutrinas da bíblia. 25ª impressão,  São Paulo: Editora Vida, 1997.

http://www.dicionariobiblico.blogspot.com/2007/06/doutrina.html.

6 de setembro de 2011

COMPREENDENDO A CULTURA DO OUTRO PARA INTERAGIR


A ação do evangelho proporciona ao homem que aceita e segue os seus preceitos a verdadeira liberdade (João 13.38)  A liberdade de todo o pecado, e sua influência. Esta influência, o engano e a sedução, tem na maioria das vezes como pano de fundo as expressões culturais do grupo social, na maior parte vezes alimentada pela indústria cultural.

Seria ingenuidade combater as expressões culturais seculares vendo pecado em toda forma de cultura, porém nesse caso é preciso discernimento para separa o joio de trigo e assim examinar criteriosamente, com base na Palavra, as expressões culturais retendo o que é bom. (I Tessalonicenses 5.21) “Não vos conformeis com o mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento”. Rom. 12.1.

Além disso, faz-se necessário expressar  a cultura cristã  através da prática de vida e dos meios disponíveis ao se passar por uma mudança do antigo estilo de vida costumeiro.

Percebendo esta necessidade, aliada ao confrontamento ao sectarismo judaizante, o apóstolo Paulo propôs usar da liberdade conquistada ao aceitar o sacrifício vicário de Cristo na cruz para passar a  viver como escravo de todos para assim alcançá-los com a verdade do Evangelho através do processo de aculturação, processo pelo qual duas ou mais culturas diferentes, entrando em contato contínuo, originam mudanças importantes em uma delas ou em ambas:

Paulo se fez de judeu para ganhar os judeus. Olhe que Paulo era judeu de origem mas fora liberto da cultura religiosa judaizante. Também se  fez de fraco para ganhar os fracos; fez-se tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns. (I Coríntios 9.19-27)

Este é o princípio básico de conduta de todo pastor, missionário ou evangelizador ao interagir no contexto socio-cultural. Falar a língua do povo. Vestir-se como o povo se veste.  Comer o que o povo come. A ponto de Paulo visitar o panteão, o templo multiuso dos deuses em Corinto e encontrar o lugar reservado ao Deus desconhecido. Esta foi a porta que lhe foi aberta para proclamar as boas novas àquele povo. Atos 17.23. Mostrou que o Deus desconhecido por aquela cultura era o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Pai de nosso Senhor e salvador Jesus Cristo. Interagiu com a cultura local para expressar as verdades do Evangelho.

Para isso é preciso entender a cultura do outro e a esta se adaptar. Conforme o pr. Rick Warren, da Igreja de Saddleback, recomendou em seu livro Igreja com Propósitos, Jesus ensinou aos seus discípulos “ a necessidade de voltarem para a cultura dos que estavam querendo alcançar. Eles precisavam adaptar-se aos costumes da terra, desde que não violassem os princípios bíblicos”. (Warren, 2008, p. 174.)

O pastor David Fisher por sua vez ressaltou em seu livro O Pastor do Séc. XXI  “que todo trabalho de um pastor é uma experiência transcultural” (Fisher, 1999, p.42):

Os pastores não deviam apenas conhecer os seus endereços, mas amar aos seus vizinhos. A adaptação e o respeito cultural têm muito que com o ministério pastoral eficiente do que muita gente pensa .

PERIGOS. Warren afirma que a Igreja precisa fazer pequenas concessões para se atuar em qualquer tipo de cultura.
Questiono no entanto práticas que considero perigosas. Por exemplo, quando igrejas criam escolas de samba, blocos de micareta ou festas raves com rótulo gospel. Reconheço que muitos crentes maduros usem tal estratégia de maneira a ganhar outros para Cristo. O fim seria válido. Entretanto não creio ser este um meio ideal e acredito que também pode ser usado como uma maneira do crente, reprimido pelo “não pode”,  cair na gandaia. Conheço irmãos e irmãs que se envolveram de tal maneira em campanhas políticas que perderam o rumo. Nos shows gospel muitos vão adorar ao Senhor, porém uma boa parte se solta na buraqueira e fazem de tudo que os ímpios fazem e às vezes com maior intensidade.

Mas ainda temos os marcos antigos que precisam ser preservados. Deutoronômio 19.14 e Oséias 5.10; liberdade sim, concordo; libertinagem, jamais. Leia I Coríntios 8.9 e Gálatas 5.13.

ACULTURAÇÃO. O mestre Jesus nos deu o  exemplo maior de aculturação. "a Palavra de Deus se fez homem: aculturou-se, já que o home é um ser cultural." (Padilla, 1992, p.97). pois veio Jesus ao mundo justamente para “ transformas pessoas e grupos étnicos..., significa que Deus leva a sério a  cultura humana.”  (Fisher, 1999), conforme Paulo ratificou ao escrever aos Filipenses,

“Subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar,  mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens;  e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz.”
 Filipenses 2.6-8.

Assim em um processo de aculturação com fins evangelísticos a pessoa vive a vida como o outro vive, come-se com publicanos e pecadores, mas sem pecar como o outro peca, para apresentar-lhes o evangelho e a salvação que há em Cristo Jesus. " Ou a mensagem de Deus chega em termos de sua própria cultura, ou não chegará." (Padilla, 1992, p9.4).
Adaptar-se a outra cultura porém não é fácil. Mas é isso que se espera dos comissionados: “ É tarefa do evangelista intercultural aprender a transmitir significados bíblicos mediante formas culturalmente aceitas, fazendo-se a distinção entre “princípios bíblicos permanentes e formas culturais temporais.” (Pate, 1987)

Os pastores dão o exemplo quando assimilam o modus vivendi de suas comunidades, conforme destaca o pastor Fisher. E assim, “A Igreja deve mergulhar profundamente na sua cultura. Aprendendo a nos identificar com  o povo ao qual Deus nos enviou a ganhar.”
Para salvar alguém do poço é preciso saber entrar e sair dele, tendo o cuidado com a doutrina para garantir a salvação de ambos, combatendo com a própria vida contra o pecado. Hebreus 12.4; I Timóteo 4.16.

Referências Bibliográficas:


PADILLA, René C. Missão Integral: Ensaios sobre o reino e a igreja. 1ª edição, São Paulo: FTL-B Temática, 1992;
PATE, Larry D. Missiologia: a missão transcultural da Igreja. 1ª edição, São Paulo: Editora Vida, 1987:
WARREN, Rick. Uma Igreja com Propósitos. Tradução de Carlos de Oliveira. 2ª edição revista e atualizada. São Paulo: Editora Vida, 2008;
FISHER, David. O Pastor do Século 21. 1ª edição. São Paulo: Editora Vida, 1999.

27 de agosto de 2011

COMO NASCE UMA IGREJA AUTÊNTICA


A partir do clamor de um coração sedento de alegria e paz. Uma ansiedade que não se sacia com prazeres, dinheiro, poder, fama, sexo, drogas. A pessoa sente falta de algo mais, algo maior e mais suficiente: Deus.
Esta não é uma necessidade particular, mas se multiplica nos corações de toda uma comunidade. Do outro lado há um grupo que pessoas que já conhecem a verdade Cristo. E oram para que o Senhor mande ceifeiros para sua seara. Uma Igreja autêntica nasce com oração. Joelhos dobrados em busca de orientação e poder do alto para sair aos campos para pregar a genuína palavra de Deus. E ação.
O gemido coletivo inconsciente pede para que alguém chegue e os ajudar de alguma forma. O vizinho fala ao outro a respeito de Jesus, o colega de trabalho prega a salvação em Cristo Jesus.
Algumas irmãs voluntárias evangelizam crianças debaixo de uma mangueira. Contam histórias bíblicas, pulam, brincam, apresentam o plano da salvação,  fazem o apelo, crianças se convertem. A chama do evangelho se espalha. As crianças falam de Jesus aos pais.
Crianças, mais dois ou três se reúnem em o nome de Jesus. Outros afluem ao ouvir o testemunho da graça a operar nas vidas. E agora, o que fazer? O grupo cresce, as pessoas precisam congregar.
Deus levanta um desbravador que inicia o trabalho. Poucos recursos e muita fé são ingredientes perfeitos para levantar um templo. Muita oração, e cada um coloca um tijolo no prédio que vai crescendo, a  tenda se torna uma edificação.  São designados obreiros idôneos e cheios do Espírito Santo para conduzir a obra.
Nasce assim uma Igreja autêntica: debaixo de oração, ensino da Palavra, pregação, testemunhos, curas, transformação de vidas, pequeninos, gente grande, todos quantos ouvem a mensagem  passam a viver uma nova vida com Cristo, em plena comunhão com Deus e no amor fraternal entre os demais irmãos.   

25 de agosto de 2011


O Alvo das Orações

Paulo era um homem de oração desde o princípio de sua caminhada cristã (Atos 9.11; Gálatas (1.17-18). Saiu ao mundo gentio a pregar o evangelho sob a orientação do Espírito Santo, e fundando igrejas durante suas viagens missionárias.
Seu zelo pela Igreja do Senhor o levava a interceder ininterruptamente seja através de ações de graças por ver o crescimento da espiritual das igrejas (Leia Romanos 1.8; Efésios 1.16; Filipenses 1.3; Colossenses 1.9; I Tessalonicenses 1.2-6; 2.13; II Tessalonicenses 1.3), seja por sentir a dor de outros por não chegarem a crescer na graça e conhecimento de Cristo (Gálatas 4.19).
Paulo aconselhou a que se fizessem orações por todas as pessoas:

Exorto, pois, antes de tudo que se façam súplicas, orações, intercessões, e ações de graças por todos os homens, pelos reis, e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranqüila e sossegada, em toda a piedade e honestidade. Pois isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador,  o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade. I Timóteo 2.1-4.

Pelos santos:

Com toda a oração e súplica orando em todo tempo no Espírito e, para o mesmo fim, vigiando com toda a perseverança e súplica, por todos os santos,  e por mim, para que me seja dada a palavra, no abrir da minha boca, para, com intrepidez, fazer conhecido o mistério do evangelho, pelo qual sou embaixador em cadeias, para que nele eu tenha coragem para falar como devo falar. Efésios 6.18-20.

A maneira de orar mais agradável a Deus ao analisarmos os textos paulinos é através das ações de graças. Mesmo em meio a necessidades que levem a súplicas, o final das orações precisam redundar em palavras de gratidão ao Senhor:

Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças. Filipenses 4.6; leia também Colossenses 4.2; I Timóteo 2.1.

O Motivo Maior das Orações

O motivo maior das orações de Paulo era a necessidade de conhecimento de Cristo para o crescimento espiritual dos servos de Deus em Cristo Jesus, nosso Senhor e Salvador.
Esta era uma causa essencial pela qual Paulo se colocava de joelhos diante de Deus:

Por esta razão dobro os meus joelhos perante o Pai, do qual toda família nos céus e na terra toma o nome, para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais robustecidos com poder pelo seu Espírito no homem interior;  que Cristo habite pela fé nos vossos corações, a fim de que, estando arraigados e fundados em amor,  possais compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios até a inteira plenitude de Deus. Efésios 3.14-21.

Por esta razão, nós também, desde o dia em que ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual;  para que possais andar de maneira digna do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus,  corroborados com toda a fortaleza, segundo o poder da sua glória, para toda a perseverança e longanimidade com gozo. Colossenses 1.9-11.

Leia também Romanos 12.1.

Orando à Espera do Cumprimento da Promessa

“No ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus. no ano primeiro do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número de anos, de que falara o Senhor ao profeta Jeremias, que haviam de durar as desolações de Jerusalém, era de setenta anos. Eu, pois, dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, e saco e cinza. “ Daniel 9.1-3.

Jeremias anunciou profeticamente a destruição de Jerusalém. (Jeremias 6.1-26; cap. 21, etc.). Os ouvidos surdos do povo e seu rei porém não lhe deram ouvidos. (Jeremias 22.5; 25.7 e 8) Mas a destruição decretada por Deus aconteceu. (Jeremias cap. 52; 39.1-10; 2 Reis 24.20; 2 Crônicas 36.10-21.)

O historiador hebreu Flávio Josefo descreveu assim a rendição:

“Nabuconosor apertava cada vez mais o cerco. Mandou construir altas torres, com as quais sobrepassava as muralhas da cidade também grande quantidade de plataformas tão altas quanto os muros. Os habitantes. Por sua vez, defendiam-se com todo o empenho e com toda a coragem possível...
... Passaram-se dezoito meses desse modo. Por fim, os sitiados, consumidos pela fome, pela peste e pela quantidade de dardos que os inimigos lhes atiravam do alto das torres, cederam e a cidade foi tomada pela meia noite do décimo primeiro ano, no nono dia do quarto mês de do reinado de Zedequias.”

Miquéias anunciou profeticamente o exílio na Babilônia e o retorno para casa:

E agora, por que fazes tão grande pranto? Não há em ti rei? Pereceu o teu conselheiro, de modo que se apoderaram de ti dores, como da que está de parto, sofre dores e trabalha, ó filha de Sião, como a que está de parto; porque agora sairás da cidade, e morarás no campo, e virás até Babilônia. Ali, porém serás livrada; ali te remirá o Senhor da mão de teus inimigos. Miquéias 4. 9 e 10.

Mas a promessa do Senhor de restauração também foi graciosamente vislumbrada pelo profeta:

Porque assim diz o Senhor:
Certamente que passados setenta anos em Babilônia, eu vos visitarei, e cumprirei sobre vós a minha boa palavra, tornando a trazer-vos a este lugar. Pois eu bem sei os planos que estou projetando para vós, diz o Senhor; planos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança. Então me invocareis, e ireis e orareis a mim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração. E serei achado de vós, diz o Senhor, e farei voltar os vossos cativos, e congregar-vos-ei de todas as nações, e de todos os lugares para onde vos lancei, diz o Senhor; e tornarei a trazer-vos ao lugar de onde vos transportei.  Jeremias 29.10-14.

Foram momentos de dor, tempo de provações.Mas o perdão e a restauração estava por vir. Ainda havia uma esperança, o povo tornaria para o seu lugar. Havendo lugar para humilhação e clamor. Glória a Deus!

II Crônicas 7.14 diz:

E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se desviar dos seus maus caminhos, então eu ouvirei do céu, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.

Aproximando-se os dias de cumprirem-se os setenta anos, Daniel, um jovem hebreu levado exilado para a Babilônia, resolveu abrir, consultar, meditar, consultar, estudar os textos das Escrituras. E concluiu que os dias estavam se findando e o cumprimento das promessas viriam.
Era necessário primeiramente orar.
Daniel encontrou a Palavra, interpretou a verdade e encarnou a verdade. Assumiu a postura de verdadeiro intercessor que a Palavra de Deus vaticinava. As intercessões anteriores de Jeremias não foram atendidas porque não era o tempo da restauração. Mas agora sim, o tempo e Deus estava chegando, era hora de orar e a esperança ressurgir. Aleluia.
Mas Daniel entendeu meditando na Palavra de Deus que precisava interceder diante e Deus, identificando-se com os pecados do povo, confessando, rasgando suas vestes, reconhecendo o mal que Judá cometera e clamando pela misericórdia de Deus, que o atendeu.
As promessas de restauração estão sempre de pé, conforme Miquéias 4.10:

Sofre dores e trabalha, ó filha de Sião, como a que está de parto; porque agora sairás da cidade, e morarás no campo, e virás até Babilônia. Ali, porém serás livrada; ali te remirá o Senhor da mão de teus inimigos.

O tempo de chorar durou sete décadas. Leia o Salmo 137.
As harpas voltam a tocar, os lábios a sorrir, o ermo a florescer, e as casas tornam a ser habitadas.
Ciro, rei dos caldeus governante dos povos de então toma conhecimento das profecias de Isaías e entende que fora levantado por Deus para reconstruir Israel e seu templo. Cumprindo-se as promessas de Isaías, anunciadas cerca de 200 anos antes. (Isaías 44.28; 45.32) edita o decreto de reconstrução de Jerusalém e do templo. (Esdras 1.1-11; 2 Crônicas 36.22)

No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia, para que se cumprisse a palavra do Senhor proferida pela boca de Jeremias, despertou o Senhor o espírito de Ciro, rei da Pérsia, de modo que ele fez proclamar por todo o seu reino, de viva voz e também por escrito, este decreto:
Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O Senhor Deus do céu me deu todos os reinos da terra, e me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que é em Judá.
Quem há entre vós de todo o seu povo (seja seu Deus com ele) suba para Jerusalém, que é em Judá, e edifique a casa do Senhor, Deus de Israel; ele é o Deus que habita em Jerusalém.” Esdras 1.1-3

Para isso fez-se necessário a ação da intercessão. Daniel foi um homem que soube ler o seu tempo sob o prisma da Palavra de Deus. Compreendeu os propósitos do Senhor para a sua geração e tomou uma atitude proativa, colocando-se diante do Senhor em defesa do povo, identificando-se com as suas transgressões e alcançando a mercê de Deus. Não colocou a Deus no canto de parede. Porém chegou com ousadia ao trono da graça a fim de achar misericórdia e encontrar graça para ocasião oportuna. (Hebreus 4.16.) Era o tempo de Deus chegando e Daniel ficou na brecha em busca do cumprimento da graciosa misericórdia de Deus que dura para sempre.

Concluo que preciso orar como Daniel, ler a Palavra não como um romance épico ou um livro de história ou ética. Preciso buscar a sabedoria para entender este tempo, contextualizar a Palavra de Deus, conhecer e alcançar os propósitos para minha geração. Amém.


Igreja, Casa de Oração


“A minha casa será chamada Casa de oração para todos os povos.” Isaías 56:7.

Esta  promessa do Senhor foi ministrada pelo profeta Isaías, como consolo a todos os estrangeiros que, ao abraçarem a fé judaica, frequentavam o templo de  Jerusalém para oferecer adoração e sacrifícios a Jeová.
Jesus ratificou esta função do templo quando expulsou os mercadores quando faziam da Sua casa,  a casa de oração, covil de salteadores. Mateus 21:13; Marcos 11:17, Lucas 19:46.
            A Igreja do Senhor, inaugurada no Pentecostes, perseverou na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações desde sua inauguração no Pentecostes até os dias de hoje. Atos 22:42. 
                   No Livro das Revelações, o apóstolo João viu os anciãos diante do trono de DEUS trazendo nas mãos taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. Assim como na visão do anjo antes do tocar das sete trombetas: 

E vi os sete anjos que estavam em pé diante de Deus, e lhes foram dadas sete trombetas. Veio outro anjo, e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para que o oferecesse com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que está diante do trono. E da mão do anjo subiu diante de Deus a fumaça do incenso com as orações dos santos. Apocalipse 8:2-4.

            “- Suba a minha oração perante ti como incenso”, exclamou o salmista (Salmos 141). Orar é mais do que falar com Deus. A oração é o oxigênio que mantém acesa a chama do Espírito nos corações.
Pouca oração, pouco poder; muita oração, muito poder; nenhuma oração, nenhum poder.” Alguém certa vez disse estas sábias palavras. Para estarmos cheios da unção e do poder de DEUS precisamos buscar a DEUS sem cessar. Conforme John Stott, buscar a Deus honestamente, obedientemente:

Deus não decepciona aqueles que o buscam com sinceridade. Ao contrário, ele honra e recompensa os que o buscam honestamente. O plano de Cristo é simples: “Busque, e você encontrará”. (Stott, 2007, p. 22)   

A prática da oração é a prova da comunhão do cristão com Deus.
Aquele que se encontra sem forças para a caminhada encontra na oração a saída para recarregar suas baterias espirituais e prosseguir dando glória a DEUS. Por causa da necessidade de ver Cristo entronizado nos corações, Paulo dobrava seus joelhos perante o Pai (Efésios 3.14)
Precisamos orar para enfrentar as tentações do inimigo que tenta nos tragar (I Pedro 5:8); fazer súplicas, orações, intercessões, e ações de graças por todos os homens (I Timóteo 2:1); por livramentos (Filipenses 1:19); orar em favor dos enfermos; para que portas para pregação do evangelho sejam abertas (Colossenses 4:3), agradecidos a DEUS (Colossenses 4:3). Enfim, temos muitos motivos para orar:

Cheguemos, portanto com ousadia ao trono da graça a fim de alcançarmos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna (Hebreus 4.16).

Pois o Senhor está sempre atento às orações que se fizer na santa congregação e dá a resposta. A porta se abre para quem bate; acha aquele que procura e recebe aquele que pede com confiança e certo de que o Senhor escuta o clamor e, segundo a sua vontade, atende às petições. Mateus 7:8; 1 João 5:14.
            “Está aflito alguém entre vós? Ore.”  Tiago 5.13
Este apelo de Tiago fala a respeito do efeito da oração feita por um justo. A oração restaura a saúde do enfermo e sana a dor do aflito.  
Tiago também ressalta que Elias, um homem sujeito às mesmas paixões que nós, orou para que caísse chuva sobre a terra e assim se sucedeu. Tiago 5:17.
Elias que não cedeu às paixões humanas, mas perseverou em seu testemunho como fiel servo de DEUS fazendo a diferença no meio da sua geração. Uma mulher cujo filho Elias ressuscitou, disse: “- Agora sei que tu és homem de DEUS, e que a palavra do Senhor na tua boca é verdade.” 1 Reis 17:24
Ao desafiar os 450 profetas de Baal no Monte Carmelo para fazer cair fogo sobre o altar, Elias orou assim:

Ó Senhor, DEUS de Abraão, de Isaque, e de Israel, seja manifestado hoje que tu és DEUS em Israel, e que eu sou teu servo, e que, conforme a tua Palavra, tenho feito todas estas coisas. Responde-me, ó Senhor, responde-me para que este povo conheça que tu, ó Senhor, és DEUS, e que tu fizeste voltar o seu coração. I Reis 18.17-39.

Então caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto, a lenha, as pedras, e o pó, e ainda lambeu a água que estava no altar. Quando o povo viu isto, prostraram-se todos com o rosto em terra e disseram: “- O Senhor é DEUS! O Senhor é DEUS!” O milagre da ação de DEUS através da sua oração serve para que o mundo reconheça que só o Senhor é DEUS.
A Igreja Vitoriosa ora com fé, para benefício de muitos, mesmo sendo particularmente beneficiada, mas tão somente com o intuito de glorificar o Santo nome do Senhor.
DEUS faz uma pergunta ainda aplicável nos dias atuais para cada um de nós: acaso para o Senhor há alguma coisa demasiadamente difícil?
Cada um de nós tem de enfrentar suas próprias dificuldades na vida. E no centro delas, DEUS pergunta: "- Você acha que o seu problema é muito difícil para Eu resolver? Ou acredita que posso solucioná-lo, mesmo que você ache isto impossível?" Basta orar e crer !
A palavra de Deus que é fie e verdadeira declara: "...Os impossíveis dos homens são possíveis para DEUS" (Lucas 18:27). Você crê nesta palavra do Senhor? Você aceita que Ele pode fazer o impossível em seu casamento, em sua família, em seu trabalho, visando seu futuro? Antes de tudo precisamos buscar a DEUS através da oração.
O perseverante servo de DEUS, Jó, também enfrentou uma difícil situação. Uma enfermidade incurável estava consumindo o seu corpo que ficou magro e debilitado. Ele pensava que não mais escaparia. Seus parentes e amigos dele se afastaram. Desonrado, a ponto de morrer, Jó, porém, deu um brado de vitória: “- Eu sei que o meu Redentor vive.” Jó 19:25.
Se sua dificuldade, caro leitor, apresenta-se impossível de se resolver, saiba que o Redentor vive e age na terra. Busque em DEUS a sua vitória, confie nele e descanse nas santas promessas.
 Jó não se intimidou com a circunstância, mas olhou confiante para o DEUS do impossível e o quadro mudou. Enquanto orava pelos seus amigos, mudou o cativeiro de Jó.
A honra do Senhor fora afrontada pelo inimigo ao questionar a fidelidade do Seu servo. Jó, porém, permaneceu fiel,  alcançando a vitória que serviu para glorificação o nome do Deus Altíssimo.
Quantas pessoas hoje não invocam mais o Senhor porque acham que não há mais esperança. Há muitos que só confiam em DEUS até o ponto em que algo em sua vida morre. Não me refiro à morte física; falo a respeito da morte de um casamento, de um relacionamento, de um sonho, da esperança pela salvação de um ente amado. DEUS pode restaurar seja o que for em nossa vida que pareça estar morto, com uma só Palavra.
O Senhor pode salvar, restaurar, curar, libertar de um vício, fazer qualquer coisa e beneficiar qualquer pessoa. Se apenas orar e crer, todas as coisas lhe serão possíveis através de Cristo. O segredo para a vitória se chama oração.
Orar semelhante ao salmista no Salmo 102.1: “- Ouve, ó Senhor, a minha oração, e chegue a ti o meu clamor.” E com certeza o DEUS que escuta as orações agirá em e concederá vitória! Porque para DEUS nada é impossível! Lucas 1.37. E isto servirá para outros de testemunho da grandeza de Deus.
Certa vez o rei Josafá foi avisado que os inimigos vinham atacar Israel (II Reis 20). Sem perca de tempo, Josafá convocou o povo para pedir socorro ao Senhor. E todos juntos buscaram a DEUS na Casa do Senhor, em jejum e oração. Naquela ocasião Josafá orou ao Senhor de maneira objetiva (II Reis 20.6-12).
         Primeiro, reconhecendo a soberania do DEUS criador do céu e da Terra. Depois, lembrou dos feitos maravilhosos de Jeová pelo seu povo. Orar significa reconhecer a DEUS como o Senhor soberano do universo!
       Ele também Lhe contou tudo que estava se passando, de maneira sincera. Em sua oração, disse: “- Senhor, grande é a multidão que vem contra nós e não temos força perante eles.” Mostrou a sua impotência para vencer por si só o inimigo. Disse também: “- Não sabemos o que fazer”, reconhecendo que só DEUS tem a melhor solução. A despeito de toda a adversidade, exclamou com confiança: - Porém os nossos olhos estão postos em Ti.
E o Senhor respondeu: esta peleja não é vossa, senão de DEUS. 2 Crônicas 20:15.  A luta que passamos não é somente nossa. O Senhor tem interesse em agir em nosso benefício!
Josafá não desanimou. E hoje podemos agir da mesma forma, depositando sempre a nossa confiança nas mãos de DEUS, de onde vem o nosso socorro. Olhando sempre para Jesus o autor e consumador da nossa fé. Prosseguindo para o alvo, sem desanimar. Perseverando em oração. Crendo sempre que a vitória que vence o mundo é a nossa fé! 1 João 5:4.
Vale salientar que a cada dia que passa nos aproximamos mais e mais do dia da vinda gloriosa do Senhor Jesus para buscar Sua Igreja. 2 Pedro 3:12. Enquanto aguardamos o cumprimento testa promessa, precisamos buscar ao Senhor. Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, disse o profeta Isaías; invocai-o enquanto está perto! Isaías 55:6
Nestes últimos tempos conforme Cristo profetizou, vemos que a iniquidade se multiplica, o amor de muitos a esfriar e consequentemente as pessoas cada vez mais distantes de DEUS, sem referencial de vida. Mateus 24:12.
Daí a necessidade de buscarmos ao Senhor. Buscar a Deus para que envie obreiros para Sua seara; buscar em intercessão a favor de todos; buscar poder do alto para vencer as tentações e investidas do inimigo; buscar em DEUS respostas às nossas inquietações, as nossas indagações; buscar em DEUS solução para nos conservar firmes na fé; buscar ao Senhor para descobrir qual o plano que Ele tem preparado para nós. Este é o tempo:

Semeai para vós em justiça, colhei segundo a misericórdia; lavrai o campo alqueivado; porque é tempo de buscar ao Senhor, até que venha e chova a justiça sobre vós. Oseias 10.12.

Enquanto praticamos a justiça, procurando viver uma vida cristã autêntica, agradável a DEUS, é tempo de buscar ao Senhor. É tempo de lavrar o campo, tempo de trabalhar para o Senhor enquanto é dia, enquanto as portas da graça estão abertas. É tempo de buscar ao Senhor. E a bênção da parte de DEUS virá como chuva sobre nós. Glória a DEUS ! Por isso precisamos orar.
Neste mundo as pessoas se queixam da falta de tempo; a correria, a agitação do dia-a-dia, tem nos deixado super atarefados; Mas alguém sabiamente falou certa ocasião: se você está muito ocupado e não tem tempo para orar, você está ocupado demais!
O cristão precisa priorizar a prática da oração como uma tarefa primordial a ser cumprida em nossa vida devocional.  Orar para que se cumpra o desígnio de DEUS na vida, “lançando sobre Ele toda a nossa ansiedade porque Ele tem cuidado de nós”, na inteira certeza da fé que o Senhor estará atento às orações que se fizer no santuário, e a resposta do céu virá.

Lições 4.o Trimestre 2013

Lições 4.o Trimestre 2013
Conselhos para a vida

Lição 1 - O Valor dos Bons Conselhos
Lição 2 - Advertências Contra o Adultério
Lição 3 - Trabalho e Prosperidade
Lição 4 - Lidando de Forma Correta com o Dinheiro
Lição 5 - O Cuidado com Aquilo que Falamos
Lição 6 - O Exemplo Pessoal na Educação dos Filhos
Lição 7 - Contrapondo a Arrogância Com a Humildade
Lição 8 - A Mulher Virtuosa
Lição 9 - O Tempo para Todas as Coisas
Lição 10 - Cumprindo as Obrigações Diante de Deus
Lição 11 - A Ilusória Prosperidade dos Ímpios
Lição 12 - Lança o teu Pão Sobre as Águas
Lição 13 - Tema a Deus em todo o Tempo

Comentarista:

José Gonçalves - Pastor, Professor de Teologia, Escritor e Vice-presidente da Comissão deApologética da CGADB; Comentarista das revistas de Escola Dominical da CPAD.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Entre em contato conosco


Se copiar algum texto, favor citar a fonte com o nome do autor e o link deste blog.