Crescendo na graça e no conhecimento

Lições 4.o Trimestre 2013

Lições 4.o Trimestre 2013
Conselhos para a vida

Lição 1 - O Valor dos Bons Conselhos
Lição 2 - Advertências Contra o Adultério
Lição 3 - Trabalho e Prosperidade
Lição 4 - Lidando de Forma Correta com o Dinheiro
Lição 5 - O Cuidado com Aquilo que Falamos
Lição 6 - O Exemplo Pessoal na Educação dos Filhos
Lição 7 - Contrapondo a Arrogância Com a Humildade
Lição 8 - A Mulher Virtuosa
Lição 9 - O Tempo para Todas as Coisas
Lição 10 - Cumprindo as Obrigações Diante de Deus
Lição 11 - A Ilusória Prosperidade dos Ímpios
Lição 12 - Lança o teu Pão Sobre as Águas
Lição 13 - Tema a Deus em todo o Tempo

Comentarista:

José Gonçalves - Pastor, Professor de Teologia, Escritor e Vice-presidente da Comissão deApologética da CGADB; Comentarista das revistas de Escola Dominical da CPAD.

2 de fevereiro de 2013

A VIÚVA DE SAREPTA


A Viúva de Sarepta

João Ribeiro
INTRODUÇÃO

Um dos nomes de Deus no Antigo Testamento é Jeová Jiré, o Deus da providência. O cuidado de Deus se estende a toda a Sua criação:
- Aos seus servos - Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente a mendigar o pão (Salmos 37:25);
- Alcança tanto aos justos quanto injustos - Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos (Mateus 5:45-46);
- E sustenta igualmente toda a sua criação - Considerai os corvos, que nem semeiam, nem segam, nem têm despensa nem celeiro, e Deus os alimenta; quanto mais valeis vós do que as aves? (Lucas 12:24)
O Senhor nos provê de tudo quanto nos é necessário, à Sua soberana maneira, sem ostentações e abusos do consumismo desenfreado. Assim operou na vida do profeta Elias e igualmente na vida da anônima viúva de Sarepta, uma gentia que foi alvo do amor e da provisão de Deus através do ministério de um homem de Deus obediente à Sua voz. É desta ação de Deus  que vamos tratar neste estudo.


UM PROFETA EM TERRA ESTRANGEIRA

Elias foi forçado a sair de sua terra em virtude da perseguição determinada por Acabe e Jezabel, sendo considerado perturbador de Israel. A sua fidelidade o levou a buscar refúgio no ribeiro de Querite. Lá, o Senhor providenciou de maneira sobrenatural a provisão de alimento através de um corvo. Esta primeira etapa do refúgio de Elias nos faz atentar para os métodos que Deus em Sua soberania escolhe para agir. Muitas vezes somos tentados em meio à lutas e dificuldades tentar ao Senhor ao querer lhe ensinar a agir em meio às nossas dificuldades. Em nossas orações, corremos o risco destas servirem pretensiosamente de orientação ao Senhor de como agir: - Senhor, vê a minha causa, então, faz assim, assim e assim ...
Mas Deus faz como quer, Ele é quem controla todas as coisas. Desta forma, após um breve tempo no ribeiro de Querite, o Senhor Jeová conduz a Elias até uma terra estrangeira, um lugar chamado Sarepta, terra de gentios, localizada na costa do Mediterrâneo, entre Tiro e Sidom, a terra de Jezabel.
Às vezes procuramos arrazoar e reduzir os planos do Senhor à nossa lógica e racionalidade humana. O ministério de Elias estava tomando outro rumo diametralmente oposto às suas origens. E Deus provendo seu sustento da maneira mais humanamente absurda possível, mas dentro de uma coerência divina extraordinária.
Na obra do Senhor o foco está na salvação das pessoas. Para isso o Senhor comissionou a cada cristão a ir por todo o mundo e pregar o evangelho a toda criatura. O evangelho é ma doutrina que promove a inclusão. Não podemos ser sectários, isolados das pesoas. Jesus comia e bebia com publicanos e pecadores. O médico dos médicos veio não para os sãos, mas os doentes, veio justificar não que se acha justo mas sim buscar e salvar o que se havia perdido.
            Grande e extensa também é a obra evangelística nos centros urbanos e no campo; nos lares, nas escolas e nos locais de trabalho. Urge fazer missões nas cidades, nos países, através da evangelização em massa ou testemunho pessoal, oração, discipulado, construção de templos, ação social, e missões transculturais e urbanas.
Enfim, há muito a fazer. É preciso sair ao encontro das vidas que necessitam de uma palavra de conforto e de salvação. O segredo para a vitória da Igreja está na prontidão em atender ao chamado e na correspondente cooperação do Senhor Jesus que peleja em favor da Igreja.
Unir os esforços em um só propósito, em um só pensamento e em unidade fazer a obra do Senhor. Ao final de cada batalha, louvar a DEUS reconhecendo que Ele é quem faz a obra.
Cada membro da Igreja do Senhor é instrumento importante para a realização desta tarefa como membro do corpo de Cristo, cuidando uns dos outros, evangelizando e trabalhando para o Senhor.
Conforme disse Jesus: 

O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e para proclamar o ano aceitável do Senhor. Lucas 4.18,19.

Assim marcha a Igreja militante como arauto do Rei Jesus a proclamar a verdade da Palavra da verdade que gera vida, liberta do pecado e abençoa as pessoas; e a anunciar ao mundo que Jesus é o caminho, a verdade e a vida. João 14.6.


Igreja Missionária, Igreja vitoriosa

A Igreja Vitoriosa é em sua essência uma Igreja Missionária.
 - Passa a Macedônia, e ajuda-nos. Foi a partir desta revelação que o apóstolo Paulo vislumbrou outra dimensão da obra missionária, partindo da Ásia Menor em busca da Europa. Teve a visão, e obedeceu.  Atos 16:9 e 10. 
Os missionários suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren foram chamados por Deus nos Estados Unidos para irem o campo missionário, isto no início do século XX. Receberam a revelação profética  que deveriam ir para um lugar chamado PARÁ. Naquele tempo não tinha site de busca nem sequer internet. Foram a uma biblioteca e procuraram em um mapa este lugar. Localizaram uma região no norte do Brasil.
O resultado final é que vieram até Belém do Pará, iniciaram o trabalho de evangelismo que resultou nos dias de hoje na maior trabalho pentecostal do mundo, a igreja evangélica Assembleia de Deus. O segredo foi simplesmente obedecer ao chamado de Deus.   
Tendo estes exemplos precisamos fazer missões que atravessem as caçadas dos templos, tomar barcos, navios, carros e aviões para ultrapassar as fronteiras do comodismo e alcançar povos de todas as etnias. Seria bom gastar menos com lanches nos shopping centers e mais em ajuda aos obreiros.  Precisamos de Escolas de Profetas, seminários teológicos que formem não intelectuais das letras, mas missionários preparados reconhecedores do estado do mundo, suas necessidades e cheios do amor pelas almas.
DEUS, nestes últimos dias, quer levantar crianças, adolescentes, jovens, adultos e anciãos que cumpram com amor e fidelidade a Grande Comissão: a Igreja a anunciar as boas novas de salvação no meio de uma geração corrompida e perversa (Filipenses 2:15.)
Lembrar disto não apenas nos dias de Culto de Missões mas em todos os dias da vida cristã. Lembrando que também somos todos frutos de missão e responsáveis por fazer missões.
O campo é o mundo, a seara é grande, está madura e são poucos os segadores. Mateus 9:37. E cada vez maior e mais desafiador. A população mundial alcança mais de sete bilhões de pessoas.
Fronteiras precisam ser transpostas: a China, capitalista por fora e comunista por dentro, tem um quinto das gentes do planeta; a América do Norte apóstata, legalista, em crise, alvo do grande amor de DEUS; a Europa fria, materialista, humanista, filosófica; a África pobre, avivada em alguns países, explorada, ameaçada pela invasão muçulmana; oriente de contrastes, de ricos, emergentes e pobres, do islamismo, hinduísmo, do petróleo, das guerras e rumores de guerras; a América Latina avivada, religiosa, celeiro de missionários; e Israel, escolhido de DEUS, desviado, cortado da videira, a menina dos olhos de DEUS, filhos da promessa. Todos são alvos do infinito amor de DEUS.
            O segredo da expansão da Igreja nos primórdios estava na perseverança na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações. Atos 2:12. Os irmãos se alegravam em colocar em prática os ensinos que recebiam dos apóstolos de como viver a vida de maneira digna de um cristão e comunicar estes princípios aos demais.
            Assim a Igreja se fortalecia e partia com força para fazer o trabalho de missões. Com a perseguição à Igreja, o trabalho cresceu sobremaneira, pois os cristãos que fugiam para outros lugares levavam a mensagem poderosa de Cristo, sujeitos a perseguição e a morte.  Atos 5:11 e 12.
            O fator fundamental é que os missionários eram guiados pelo Espírito Santo de DEUS. Assim Paulo teve uma visão que citamos: - Passa a Macedônia e ajuda-nos. Desta forma DEUS guiava os irmãos para onde, quando e como fazer a Sua obra. Por isso o grande êxito na conquista de almas naquela época.
Ao longo da história, Deus levantou verdadeiros baluartes da fé que atenderam ao chamado, ao exemplo de Paulo, desbravando mundos desconhecidos, culturas diferentes, línguas diversas.
Hoje não pode ser diferente: o nosso DEUS é o mesmo ontem hoje e eternamente (Hebreus 13:8), e também deseja que a Igreja continue a fazer missões por toda parte. Com a unção e direção do Espírito Santo. A continuar esta grande obra, pois estará o Senhor sempre cooperando com a Igreja Vitoriosa.
Além disso, o cristianismo tem outros grandes desafios a enfrentar: cuidar das ovelhas em meios ao modo de vida contemporâneo: a dependência do desenvolvimento tecnológico, o secularismo, o mundanismo, o relativismo moral, o reducionismo, o surgimento de milhares de seitas, a globalização, o crescimento urbano.
Fatores que muitas vezes levam o homem a esquecer, sublimar ou mesmo desconhecer a existência de DEUS.
Eis o desafio de lançar o pão sobre as águas, pregando o Evangelho de Cristo ao maior número de pessoas possível. Fazer missões em casa, no bairro, no trabalho, e além fronteiras. O importante é semear a boa semente aos corações e DEUS dará o crescimento, salvando almas para o seu Reino.
Grande e extensa é a obra, grande é a seara. Americanos em Wall Street, aborígenes da Austrália, índios da Amazônia, xeiques da Arábia, cidadãos da União Europeia, enfim, o apóstolo João em sua revelação na ilha de Patmos viu uma grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos; esta multidão clamava em grande voz, dizendo: Ao nosso DEUS, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação. Apocalipse 7:9 e 10.


UMA ESTRANGEIRA NO PLANO DE DEUS

Estava nos planos do Senhor alcançar aquela viúva, alcançar Sarepta, alcançar a todo o mundo gentio. A vocação divina em buscar e salvar os perdidos não faz distinção de gênero, origem, geografia, história, o plano de Deus é para a salvação de todos. Jesus destaca a vocação da salvação dos gentios citando o exemplo do favor de Deus em benefício desta viúva anônima (leia Lucas 4.25 e 26)
As viúvas foram alvo do cuidado de Deus, O salmista exclama: Pai de órfãos e juiz de viúvas é Deus, no seu lugar santo. Salmos 68:5. Quando da compilação da Lei em face da possibilidade humana de serem discriminadas e, por conseguinte, desamparadas, o Senhor estabelece:

A nenhuma viúva nem órfão afligireis. Se de algum modo os afligires, e eles clamarem a mim, eu certamente ouvirei o seu clamor. E a minha ira se acenderá, e vos matarei à espada; e vossas mulheres ficarão viúvas, e vossos filhos órfãos. Êxodo 22:22-24

Tiago reafirma este cuidado quando exorta em sua carta:

A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo. Tiago 1:27

O mesmo cuidado que o apóstolo Paulo orientou ao jovem pastor Tiago a dispensar em honrar a verdadeira viúva, a desamparada que espera tão somente em Deus, e persevera de noite e de dia em rogos e orações. I Tim 5.3-6.
Deus fez a chamada missionária a Elias para sair de seu mundo, e partir para terras estrangeiras em socorro de uma pobre viúva estrangeira. Conhecedor dos corações, o Senhor se antecipa às dúvidas de Elias e lhe sossega a alma. Está tudo pronto, pode ir, já providenciei uma viúva em Sarepta para lhe ajudar e a ela ajudar. Aleluia! Deus trabalha na vida de qualquer pessoa. Aqui precisamos notar que Deus preparou aquela mulher estrangeira e fez dela um instrumento em sua obra, sendo ela a maior beneficiada com a graça do Senhor.


O PODER DA PALAVRA DE DEUS

A natureza humana perversa de uma mulher rica, poderosa, idólatra, revanchista, contrasta-se agora com a figura da pobre viúva de Sarepta, obediente a voz do Senhor, humilde, obediente, acolhedora, sem nome, mas com o coração cheio da virtude de Deus. Movida pelo poder da Palavra do Senhor.

E veio espanto sobre todos, e falavam uns com os outros, dizendo: Que palavra é esta, que até aos espíritos imundos manda com autoridade e poder, e eles saem? Lucas 4:36

A Palavra poderosa de Deus se.torna eficaz quando se ouve, se atenta, se obedece e se crê nela ! A lógica humana, as circunstâncias difíceis ao nosso redor, as impossibilidades, nada, absolutamente nada pode substituir a ação da Palavra de Deus.  (Hebreus 4.12)
É preciso também conferir com a Palavra de DEUS aquilo que ouvimos assim como os bereanos da igreja primitiva; é preciso buscar no livro do Senhor, a Bíblia Sagrada, nossa regra de fé e prática, e ler o seu conteúdo Isaías 34:16. Sem fazer aquela leitura seletiva tipo doce brigadeiro da caixinha de promessas.
É preciso comer o livro todo:

Filho do homem, dá de comer ao teu ventre e enche as tuas entranhas deste rolo que eu te dou, vai e fala à casa de Israel. disse o Senhor ao profeta Ezequiel antes de usá-lo como arauto. Assim também o fez a João, o apóstolo amado: Fui, pois, ao anjo, dizendo-lhe que me desse o livrinho. Ele, Então, me falou: Toma-o e devora-o; certamente, ele será amargo ao teu estômago, mas, na tua boca, doce como mel. Tomei o livrinho da mão do anjo e o devorei, e, na   minha                 boca, era doce como mel; quando, porém, o comi, o meu estômago ficou amargo. Apocalipse 10:9 e 10.

O desafio maior estar em crer na Palavra de Deus. A viúva de Sarepta tinha tão somente uma porção de farinha para prover uma refeição ao seu filho e depois a incerteza do sobreviver. O homem de Deus chega até ela e lhe pede para que lhe faça um bolo. Aqui o comentarista fala em priorizarmos as coisas de Deus. A mulher cedeu ao pedido do profeta porque tinha em seu coração a chama da esperança. Ela havia sido preparada por Deus para agir em favor do homem de Deus.
Nestes dias de muito antropocentrismo, ou seja, o homem no centro de tudo, é preciso mudar o foco. Se primeiro fizermos para Deus as demais coisas nos serão acrescentadas. É preciso viver com esperança.
Aqui vale também o alerta.
Uma das formas de sermos tentados é querer tentar a DEUS. Isto acontece quando se procura usar a própria Palavra de DEUS como uma forma, digamos, de chantagem, desafiando ao Senhor a cumprir a Palavra em meio a circunstâncias onde não se analisa o contexto em que está empregada.
Querendo distorcer a aplicação das Escrituras, o inimigo tentou a Cristo:

Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo e lhe disse: Se és Filho de DEUS, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra. Respondeu-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu DEUS. Mateus 4:5-7.

As promessas de DEUS se cumprem em nossas vidas dentro do tempo e do plano proposto para cada um particularmente. Vamos citar um exemplo.
Certo pregador foi usado maravilhosamente na operação de milagres e maravilhas em uma determinada ministração. Em outra oportunidade tenta repetir a mesma pregação, as mesmas ações, e nada acontece, ficando envergonhado.
Porque DEUS é soberano. Ele “é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o Seu poder que opera em nós” (Efésios 3:20).
Alguns mestres da autoajuda ensinam os incautos a decretarem a sua vitória, a sua bênção, como se a vontade humana fosse maior, soberana. A ponto de algum mais atrevido incitar a outros colocarem Jesus no canto de parede. Misericórdia. Imagine quando DEUS resolver colocar alguém no canto de parede. DEUS é o soberano. Ele é quem faz e acontece quando como, onde e com quem quer.
            Como exemplificam os mestres dos seminários de teologia, alguns tomam trechos isolados do contexto como pretexto, como adverte os professores de teologia, para as mais estranhas práticas e ensinos. Desta forma surgem as seitas e heresias.
Não se pode tentar o Senhor (Deuteronômio 6:16). Nem tampouco tomar o Seu Santo nome em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o Seu nome em vão. Êxodo 20:7.
As manifestações da operação de DEUS servem para benefício do homem a fim de glorificação do Seu nome (João 9:3), devendo ser respaldadas na Palavra de Deus e não servir de demonstração pirotécnica do sobrenatural de um exorcista, mago ou ilusionista travestido de cristão, trazendo fogo estranho ao altar. DEUS não precisa disso, não se presta a esse papel; nós é que precisamos Dele, da Sua operação em nossas vidas, e através de nós, assim como pelas mãos de Paulo, fazia maravilhas extraordinárias, pela Sua infinita bondade. Atos 19.11


A ESPERANÇA VENCEU A ESPERANÇA!

“A esperança venceu o medo”. Acredito que esta tenha sido a frase de maior impacto após a  eleição presidencial de 2002.
Uma declaração de abrangência e significado muito maior foi expressa pelo Apóstolo Paulo em sua carta aos Romanos 4.18 quando afirmou categoricamente que Abraão, o Pai da fé, em esperança, creu contra a esperança, de que seria pai de uma grande multidão. A esperança venceu a esperança. A esperança venceu a esperança!
A interpretação do texto nos faz entender que se trata da existência de dois tipos de esperança.
Uma é a esperança terrena, limitada e que se acaba. A esperança no dinheiro que resolve todas as coisas, a esperança no político e suas eternas promessas; a esperança no parente abastado que vai nos socorrer nos momentos de crise; a esperança no cartão do plano de saúde; a esperança que o filho da escrava seria a solução para a crise familiar.
Este é tipo de esperança que se acaba como lamentou o profeta Jeremias em suas lamentações (Lamentações 3.18): “Já pereceu a minha força, como também a minha esperança no Senhor”. A esperança terrena acaba.
E o que esperam os cristãos dos tempos pós-modernos?
Paulo alertou para o perigo de termos esperanças na atuação de Cristo somente para as coisas desta vida. Assim sendo, seríamos os homens mais infelizes desta vida (I Coríntios 15.19).
Agostinho, teólogo e filósofo, um dos pais da Igreja, em suas Confissões (Agostinho, 1990, p. 258), declarou que “só na grandeza da Vossa misericórdia coloco toda a minha esperança. Dai-me o que me ordenais e ordenai-me o que quiserdes,” (da quod iubes et iube quod vis), uma das expressões mais significativas de seu pensamento. 
E como se prega hoje em dia a respeito de triunfalismo, prosperidade, confissão positiva. Entregam-se chaves de casa, carro, abrem-se portas de emprego, decreta-se vitória sobre os problemas. E assim se configura um tipo vida espiritual baseada na esperança que um dia vai perecer, esquecendo-se da perspectiva do porvir. Não negamos que Deus é abençoador.
O amigo de Deus, Abraão, também teve estes momentos de esperança no aqui e agora. Movidos pela racionalidade, desce ao Egito em busca da sobrevivência e quase perde a esposa (Gên.12.10-20); quando deita com a escrava e dela gera um filho que depois seria motivo de conflitos familiares (Gên.16.1-16; 21.9-20). Esperanças que se perderam diante das circunstâncias. Mas continuou sua marcha de fé e de esperança.
Então, o que fazer enquanto esperamos?


A VERDADEIRA ESPERANÇA

Elias foi a ter Sarepta incendiar o coração de uma viúva desolada, trazendo-lhe esperança vinda de Deus.
O apóstolo Paulo encorajou os demais irmãos da Tessalônica a respeito de se ter uma nova perspectiva quanto ao futuro após esta vida. “Não sejais como os demais que não tem esperança” (I Tess. 4.13-18).
Crer que, após esta vida, existe a certeza da ressurreição em Cristo Jesus, uma viva esperança para nós conquistada pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos (I Pedro 1.3) Abraão não enfraqueceu, creu na promessa e isto lhe foi imputado como justiça (Rom. 4.19-22; Gên. 15.6).
Quando lamentava diante da perspectiva de morrer e não deixar herdeiro, o Senhor se lhe apresenta e promete-lhe um herdeiro, apesar da sua idade avançada conjugada com a esterilidade de Sara, sua esposa (Gên. 15.1-6). Abraão creu. A esperança viva nasceu. No tempo determinado pelo Senhor, Isaque nasceu! (Gên. 17.21; 18.11-14; 21.1-8)
Assim, a exemplo de Abraão, é preciso manter acesa a chama da esperança que não perece. Mesmo nos momentos mais difíceis. Quando Deus desafiou Abraão a sacrificar o filho da promessa, ele não titubeou (Gên. 22.1 e 2); como não vacilou quando convocado para deixar a terra da sua parentela e partir sem rumo para uma terra longínqua (Gên. 12.1).
Ao pé do monte do sacrifício, o patriarca se despediu dos seus servos, confessando a sua viva esperança: “E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o mancebo iremos até lá; depois de adorarmos, voltaremos a vós”. (Gên.22.5).
Mas como seria isso se o menino seria a própria oferta a Deus? Onde está o cordeiro para o holocausto, perguntou inocentemente Isaque ao pai, Abraão, que lhe respondeu com a confiança que o colocou na galeria dos heróis da fé: O Senhor proverá para si o cordeiro para o holocausto. (Gên.22.7-8) E o Deus da Providência, Jeová Jiré,  assim o fez (Gên.22.12-14).
O profeta Jeremias aguardou em silêncio, humilhou-se (Lamentações 3.26 e 29), e bradou contra as circunstâncias trazendo à lembrança algo que poderia lhe restituir a esperança: “as misericórdias do senhor são a causa de não sermos consumidos, pois as suas misericórdias são eternas (Lamentações 3.21 e 22) Aleluia!
Hoje vivemos dias de inversão de perspectivas quando se pensa que a vida eterna não passa de uma verdade fantasiosa quando não uma utopia, ou pior, quando se afirma que a vida não passa desta vida.
Porque muitos há que são inimigos da cruz de Cristo; cujo fim é a perdição; cujo deus é o ventre; e cuja glória assenta no que é vergonhoso; os quais só cuidam das coisas terrenas.” Fil. 3.18-19
Daí a razão desta maneira de crer afetar profundamente o nosso modus vivendi a ponto de se anularem os esforços de evangelizar, pregar, fazer missões. Para estes a vida se resume a comer, beber, casar-se e dar-se em casamento: Mateus 34.27-39.
Outros, porém, a exemplo de Paulo (mais uma vez), tem a esperança de alcançarem a pátria futura, que está nos céus, donde também aguardam o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que “transformará o corpo da nossa humilhação, para ser conforme ao corpo da sua glória, segundo o seu eficaz poder de até sujeitar a si todas as coisas.” Fil. 3.20 e 21.
Alimentando a esperança que não traz confusão, Paulo cria que viver ou morrer não fazia diferença visto que Cristo seria engrandecido no seu corpo, seja pela vida, seja pela morte. Fil. 1.20.
Há alguns anos atrás, víamos escrito na fachada de algumas Igrejas, ou na parede interior do Templo, a seguinte expressão: Jesus breve vem!
O tempo passou e não mais encontramos este brado de esperança para a Igreja do Senhor. Os tempos foram se passando e as coisas continuaram se modificando. Agora sentimos a ausência desta palavra não apenas nos letreiros, mas infelizmente também nas mensagens pregadas nos púlpitos de nossas Igrejas. Fala-se muito hoje de prosperidade, bênção, vitória, mas se prega muito pouco que Cristo irá voltar para buscar um povo zeloso de boas obras.
Jesus Cristo para alguns é o gênio da lâmpada sempre pronto a atender todos os nossos desejos. É claro que o nosso DEUS está sempre atento às nossas orações e quer ver seu povo abençoado. Mas Ele é soberano e acima de nossa vontade está a vontade de DEUS. E seu desejo maior é que ninguém se perca, mas que todos se arrependam e venham ao pleno conhecimento da verdade e alcancem a salvação em Cristo.
Jesus consolou os seus apóstolos dizendo que ia para o céu nos preparar um lugar e depois voltaria para nos buscar para estar sempre com Ele. Esta é a razão de nosso viver e nossa eterna esperança, morar com o Senhor. Um dia Cristo virá buscar a sua Igreja. Num piscar de olhos a Igreja do Senhor será arrebatada da terra para estar para sempre com DEUS!
- Eis que venho sem demora, disse Jesus. Ele não está atrasado, faz apenas dois dias que Ele subiu aos céus, pois um dia para o Senhor é como mil anos. Jesus ainda não voltou porque Ele ainda tem muita gente nesta Terra para salvar. Ele vai voltar. Os sinais que antecedem a sua vinda estão se cumprindo à cada dia. O bom é falar e ter a esperança de que Jesus breve vem! Então, prepara-te! Nossa oração a partir daí vai mudar o foco e pode até deixar de ser: Senhor, dá-me isso ou aquilo, faz isso ou aquilo. E será sempre: Maranata! Ora vem, Senhor Jesus!
Vem, que a Igreja Vitoriosa espera tua vinda gloriosa.
Enquanto aguardava a volta de Cristo, o apóstolo Paulo entoou o cântico da vitória da esperança contra esperança:
“Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro. Mas, se o viver na carne resultar para mim em fruto do meu trabalho, não sei então o que hei de escolher. Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor”. Fil. 1.19-23.


O PODER DA ORAÇÃO

“A minha casa será chamada Casa de oração para todos os povos.” Isaías 56:7.

Esta premissa de Deus foi ministrada através do profeta Isaías, para o consolo  de todos os estrangeiros que, ao abraçarem a fé judaica, frequentavam o templo de  Jerusalém para oferecer adoração e sacrifícios a Jeová.
      Jesus ratificou esta funcionalidade do templo quando expulsou os mercadores da fé quando estes faziam da Sua casa,  a casa de oração, covil de salteadores. Mateus 21:13; Marcos 11:17, Lucas 19:46.
            A Igreja Primitiva perseverava na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações desde sua inauguração no Pentecostes, em meio a uma reunião de oração. Atos 22:42. E assim, de joelhos, a Igreja nasceu e cresceu caindo nas graças do povo. 
            Quando da revelação transcrita no livro do Apocalipse, o apóstolo João teve a visão dos anciãos diante do trono de DEUS trazendo nas mãos taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. Assim como na visão do anjo antes do tocar das sete trombetas:          

E vi os sete anjos que estavam em pé diante de Deus, e lhes foram dadas sete trombetas. Veio outro anjo, e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para que o oferecesse com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que está diante do trono. E da mão do anjo subiu diante de Deus a fumaça do incenso com as orações dos santos. Apocalipse 8:2-4.

            Assim confiamos que oração dos santos estão diante de Deus. Daí a razão do clamor: “- Suba a minha oração perante ti como incenso”, exclamou o salmista (Salmos 141). Orar é mais do que falar com Deus. A oração é o oxigênio que mantém acesa a chama do Espírito nos corações. “Pouca oração, pouco poder; muita oração, muito poder; nenhuma oração, nenhum poder.” Alguém certa vez disse estas sábias palavras. Para estarmos cheios da unção e do poder de DEUS precisamos buscar a DEUS sem cessar. 
A igreja que não ora é uma igreja morta, conforme sentenciou o pregador inglês Charles Spurgeon:

Creia-me, se uma igreja não ora, ela está morta. Em vez de pôr a reunião de oração em último lugar, ponha-a em primeiro. Tudo depende do poder de oração da igreja.

Conforme John Stott, orar é buscar a Deus honestamente, obedientemente:

Deus não decepciona aqueles que o buscam com sinceridade. Ao contrário, ele honra e recompensa os que o buscam honestamente. O plano de Cristo é simples: “Busque, e você encontrará”. (Stott, 2007, p. 22)  

A prática da oração é a prova da comunhão do cristão com Deus.
Aquele que se encontra sem forças para a caminhada encontra na oração a saída para recarregar suas baterias espirituais e prosseguir dando glória a DEUS. Por causa da necessidade de ver Cristo entronizado nos corações, Paulo dobrava seus joelhos perante o Pai (Efésios 3.14)
Precisamos orar para enfrentar as tentações do inimigo que tenta nos tragar (I Pedro 5:8); fazer súplicas, orações, intercessões, e ações de graças por todos os homens (I Timóteo 2:1); por livramentos (Filipenses 1:19); orar em favor dos enfermos; para que portas para pregação do evangelho sejam abertas (Colossenses 4:3), orar em ações de graças a DEUS por tudo (Colossenses 4:3).
Cheguemos, portanto com ousadia ao trono da graça a fim de alcançarmos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna (Hebreus 4.16).

Pois o Senhor está sempre atento às orações que se fizer na santa congregação e dá a resposta. A porta se abre para quem bate; acha aquele que procura e recebe aquele que pede com confiança e certo de que o Senhor escuta o clamor e, segundo a sua vontade, atende às petições. Mateus 7:8; 1 João 5:14.
   
         “Está aflito alguém entre vós? Ore.”  Tiago 5.13
Este apelo de Tiago fala a respeito do efeito da oração feita por um justo. A oração restaura a saúde do enfermo e sana a dor do aflito.  
Tiago também ressalta que Elias, um homem sujeito às mesmas paixões que nós, orou para que caísse chuva sobre a terra e assim se sucedeu. Tiago 5:17.
Elias que não cedeu às paixões humanas, mas perseverou em seu testemunho como fiel servo de DEUS fazendo a diferença no meio da sua geração. Uma mulher cujo filho Elias ressuscitou, disse: “- Agora sei que tu és homem de DEUS, e que a palavra do Senhor na tua boca é verdade.” 1 Reis 17:24
Ao desafiar os 450 profetas de Baal no Monte Carmelo para fazer cair fogo sobre o altar, Elias orou assim:

Ó Senhor, DEUS de Abraão, de Isaque, e de Israel, seja manifestado hoje que tu és DEUS em Israel, e que eu sou teu servo, e que, conforme a tua Palavra, tenho feito todas estas coisas. Responde-me, ó Senhor, responde-me para que este povo conheça que tu, ó Senhor, és DEUS, e que tu fizeste voltar o seu coração. I Reis 18.17-39.

Então caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto, a lenha, as pedras, e o pó, e ainda lambeu a água que estava no altar. Quando o povo viu isto, prostraram-se todos com o rosto em terra e disseram: “- O Senhor é DEUS! O Senhor é DEUS!” O milagre da ação de DEUS através da sua oração serve para que o mundo reconheça que só o Senhor é DEUS.
A Igreja Vitoriosa ora com fé, para benefício de muitos, mesmo sendo particularmente beneficiada, mas tão somente com o intuito de glorificar o Santo nome do Senhor.
DEUS faz uma pergunta ainda aplicável nos dias atuais para cada um de nós: acaso para o Senhor há alguma coisa demasiadamente difícil?
Cada um de nós tem de enfrentar suas próprias dificuldades na vida. E no centro delas, DEUS pergunta: "- Você acha que o seu problema é muito difícil para Eu resolver? Ou acredita que posso solucioná-lo, mesmo que você ache isto impossível?" Basta orar e crer !
A palavra de Deus que é fie e verdadeira declara: "...Os impossíveis dos homens são possíveis para DEUS" (Lucas 18:27). Você crê nesta palavra do Senhor? Você aceita que Ele pode fazer o impossível em seu casamento, em sua família, em seu trabalho, visando seu futuro? Antes de tudo precisamos buscar a DEUS através da oração.
O perseverante servo de DEUS, Jó, também enfrentou uma difícil situação. Uma enfermidade incurável estava consumindo o seu corpo que ficou magro e debilitado. Ele pensava que não mais escaparia. Seus parentes e amigos dele se afastaram. Desonrado, a ponto de morrer, Jó, porém, deu um brado de vitória: “- Eu sei que o meu Redentor vive.” Jó 19:25.
Se sua dificuldade, caro leitor, apresenta-se impossível de se resolver, saiba que o Redentor vive e age na terra. Busque em DEUS a sua vitória, confie nele e descanse nas santas promessas.
 Jó não se intimidou com a circunstância, mas olhou confiante para o DEUS do impossível e o quadro mudou. Enquanto orava pelos seus amigos, mudou o cativeiro de Jó.
A honra do Senhor fora afrontada pelo inimigo ao questionar a fidelidade do Seu servo. Jó, porém, permaneceu fiel,  alcançando a vitória que serviu para glorificação o nome do Deus Altíssimo.
Quantas pessoas hoje não invocam mais o Senhor porque acham que não há mais esperança. Há muitos que só confiam em DEUS até o ponto em que algo em sua vida morre. Não me refiro à morte física; falo a respeito da morte de um casamento, de um relacionamento, de um sonho, da esperança pela salvação de um ente amado. DEUS pode restaurar seja o que for em nossa vida que pareça estar morto, com uma só Palavra.
O Senhor pode salvar, restaurar, curar, libertar de um vício, fazer qualquer coisa e beneficiar qualquer pessoa. Se apenas orar e crer, todas as coisas lhe serão possíveis através de Cristo. O segredo para a vitória se chama oração.
Orar semelhante ao salmista no Salmo 102.1: “- Ouve, ó Senhor, a minha oração, e chegue a ti o meu clamor.” E com certeza o DEUS que escuta as orações agirá em e concederá vitória! Porque para DEUS nada é impossível! Lucas 1.37. E isto servirá para outros de testemunho da grandeza de Deus.
Certa vez o rei Josafá foi avisado que os inimigos vinham atacar Israel (II Reis 20). Sem perca de tempo, Josafá convocou o povo para pedir socorro ao Senhor. E todos juntos buscaram a DEUS na Casa do Senhor, em jejum e oração. Naquela ocasião Josafá orou ao Senhor de maneira objetiva (II Reis 20.6-12).
         Primeiro, reconhecendo a soberania do DEUS criador do céu e da Terra. Depois, lembrou dos feitos maravilhosos de Jeová pelo seu povo. Orar significa reconhecer a DEUS como o Senhor soberano do universo!
       Ele também Lhe contou tudo que estava se passando, de maneira sincera. Em sua oração, disse: “- Senhor, grande é a multidão que vem contra nós e não temos força perante eles.” Mostrou a sua impotência para vencer por si só o inimigo. Disse também: “- Não sabemos o que fazer”, reconhecendo que só DEUS tem a melhor solução. A despeito de toda a adversidade, exclamou com confiança: - Porém os nossos olhos estão postos em Ti.
E o Senhor respondeu: esta peleja não é vossa, senão de DEUS. 2 Crônicas 20:15.  A luta que passamos não é somente nossa. O Senhor tem interesse em agir em nosso benefício!
Josafá não desanimou. E hoje podemos agir da mesma forma, depositando sempre a nossa confiança nas mãos de DEUS, de onde vem o nosso socorro. Olhando sempre para Jesus o autor e consumador da nossa fé. Prosseguindo para o alvo, sem desanimar. Perseverando em oração. Crendo sempre que a vitória que vence o mundo é a nossa fé! 1 João 5:4.
Vale salientar que a cada dia que passa nos aproximamos mais e mais do dia da vinda gloriosa do Senhor Jesus para buscar Sua Igreja. 2 Pedro 3:12. Enquanto aguardamos o cumprimento testa promessa, precisamos buscar ao Senhor. Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, disse o profeta Isaías; invocai-o enquanto está perto! Isaías 55:6
Nestes últimos tempos conforme Cristo profetizou, vemos que a iniquidade se multiplica, o amor de muitos a esfriar e consequentemente as pessoas cada vez mais distantes de DEUS, sem referencial de vida. Mateus 24:12.
Daí a necessidade de buscarmos ao Senhor. Buscar a Deus para que envie obreiros para Sua seara; buscar em intercessão a favor de todos; buscar poder do alto para vencer as tentações e investidas do inimigo; buscar em DEUS respostas às nossas inquietações, as nossas indagações; buscar em DEUS solução para nos conservar firmes na fé; buscar ao Senhor para descobrir qual o plano que Ele tem preparado para nós. Este é o tempo:

Semeai para vós em justiça, colhei segundo a misericórdia; lavrai o campo alqueivado; porque é tempo de buscar ao Senhor, até que venha e chova a justiça sobre vós. Oseias 10.12.

Enquanto praticamos a justiça, procurando viver uma vida cristã autêntica, agradável a DEUS, é tempo de buscar ao Senhor. É tempo de lavrar o campo, tempo de trabalhar para o Senhor enquanto é dia, enquanto as portas da graça estão abertas. É tempo de buscar ao Senhor. E a bênção da parte de DEUS virá como chuva sobre nós. Glória a DEUS ! Por isso precisamos orar.
Neste mundo as pessoas se queixam da falta de tempo; a correria, a agitação do dia-a-dia, tem nos deixado super atarefados; Mas alguém sabiamente falou certa ocasião: se você está muito ocupado e não tem tempo para orar, você está ocupado demais!
O cristão precisa priorizar a prática da oração como uma tarefa primordial a ser cumprida em nossa vida devocional.  Orar para que se cumpra o desígnio de DEUS na vida, “lançando sobre Ele toda a nossa ansiedade porque Ele tem cuidado de nós”, na inteira certeza da fé que o Senhor estará atento às orações que se fizer no santuário, e a resposta do céu virá.


O Alvo das Orações

Paulo era um homem de oração desde o princípio de sua caminhada cristã (Atos 9.11; Gálatas (1.17-18). Saiu ao mundo gentio a pregar o evangelho sob a orientação do Espírito Santo, e fundando igrejas durante suas viagens missionárias.
Seu zelo pela Igreja do Senhor o levava a interceder ininterruptamente seja através de ações de graças por ver o crescimento da espiritual das igrejas (Leia Romanos 1.8; Efésios 1.16; Filipenses 1.3; Colossenses 1.9; I Tessalonicenses 1.2-6; 2.13; II Tessalonicenses 1.3), seja por sentir a dor de outros por não chegarem a crescer na graça e conhecimento de Cristo (Gálatas 4.19).
Paulo aconselhou a que se fizessem orações por todas as pessoas:

Exorto, pois, antes de tudo que se façam súplicas, orações, intercessões, e ações de graças por todos         os homens, pelos reis, e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranqüila e sossegada, em toda a piedade e honestidade. Pois isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador,  o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade. I Timóteo 2.1-4.

Pelos santos:
Com toda a oração e súplica orando em todo tempo no Espírito e, para o mesmo fim, vigiando com toda a perseverança e súplica, por todos os santos,  e por mim, para que me seja dada a palavra, no abrir da minha boca, para, com intrepidez, fazer conhecido o mistério do evangelho, pelo qual sou embaixador em cadeias, para que nele eu tenha coragem para falar como devo falar. Efésios 6.18-20.

A maneira de orar mais agradável a Deus ao analisarmos os textos paulinos é através das ações de graças. Mesmo em meio a necessidades que levem a súplicas, o final das orações precisam redundar em palavras de gratidão ao Senhor:

Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças. Filipenses 4.6; leia também Colossenses 4.2; I Timóteo 2.1.

O Motivo Maior das Orações

O motivo maior das orações de Paulo era a necessidade de conhecimento de Cristo para o crescimento espiritual dos servos de Deus em Cristo Jesus, nosso Senhor e Salvador.
Esta era uma causa essencial pela qual Paulo se colocava de joelhos diante de Deus:

Por esta razão dobro os meus joelhos perante o Pai, do qual toda família nos céus e na terra toma o nome, para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais robustecidos com poder pelo seu Espírito no homem interior;  que Cristo habite pela fé nos vossos corações, a fim de que, estando arraigados e fundados em amor,  possais compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios até a inteira plenitude de Deus. Efésios 3.14-21.
Por esta razão, nós também, desde o dia em que ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual;  para que possais andar de maneira digna do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus,  corroborados com toda a fortaleza, segundo o poder da sua glória, para toda a perseverança e longanimidade com gozo. Colossenses 1.9-11.  Leia também Romanos 12.1.

Orando à Espera do Cumprimento da Promessa

“No ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus. no ano primeiro do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número de anos, de que falara o Senhor ao profeta Jeremias, que haviam de durar as desolações de Jerusalém, era de setenta anos. Eu, pois, dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, e saco e cinza. “ Daniel 9.1-3.

Jeremias anunciou profeticamente a destruição de Jerusalém. (Jeremias 6.1-26; cap. 21, etc.). Os ouvidos surdos do povo e seu rei porém não lhe deram ouvidos. (Jeremias 22.5; 25.7 e 8) Mas a destruição decretada por Deus aconteceu. (Jeremias cap. 52; 39.1-10; 2 Reis 24.20; 2 Crônicas 36.10-21.)
O historiador hebreu Flávio Josefo descreveu assim a rendição:

“Nabuconosor apertava cada vez mais o cerco. Mandou construir altas torres, com as quais sobrepassava as muralhas da cidade também grande quantidade de plataformas tão altas quanto os muros. Os habitantes. Por sua vez, defendiam-se com todo o empenho e com toda a coragem possível...
... Passaram-se dezoito meses desse modo. Por fim, os sitiados, consumidos pela fome, pela peste e pela quantidade de dardos que os inimigos lhes atiravam do alto das torres, cederam e a cidade foi tomada pela meia noite do décimo primeiro ano, no nono dia do quarto mês de do reinado de Zedequias.”

Miquéias anunciou profeticamente o exílio na Babilônia e o retorno para casa:

E agora, por que fazes tão grande pranto? Não há em ti rei? Pereceu o teu conselheiro, de modo que se apoderaram de ti dores, como da que está de parto, sofre dores e trabalha, ó filha de Sião, como a que está de parto; porque agora sairás da cidade, e morarás no campo, e virás até Babilônia. Ali, porém serás livrada; ali te remirá o Senhor da mão de teus inimigos. Miquéias 4. 9 e 10.

Mas a promessa do Senhor de restauração também foi graciosamente vislumbrada pelo profeta:
Porque assim diz o Senhor:

Certamente que passados setenta anos em Babilônia, eu vos visitarei, e cumprirei sobre vós a minha boa palavra, tornando a trazer-vos a este lugar. Pois eu bem sei os planos que estou projetando para vós, diz o Senhor; planos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança. Então me invocareis, e ireis e orareis a mim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração. E serei achado de vós, diz o Senhor, e farei voltar os vossos cativos, e congregar-vos-ei de todas as nações, e de todos os lugares para onde vos lancei, diz o Senhor; e tornarei a trazer-vos ao lugar de onde vos transportei.  Jeremias 29.10-14.

Foram momentos de dor, tempo de provações.Mas o perdão e a restauração estava por vir. Ainda havia uma esperança, o povo tornaria para o seu lugar. Havendo lugar para humilhação e clamor. Glória a Deus!
II Crônicas 7.14 diz:

E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se desviar dos seus maus caminhos, então eu ouvirei do céu, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.

Aproximando-se os dias de cumprirem-se os setenta anos, Daniel, um jovem hebreu levado exilado para a Babilônia, resolveu abrir, consultar, meditar, consultar, estudar os textos das Escrituras. E concluiu que os dias estavam se findando e o cumprimento das promessas viriam.

Era necessário primeiramente orar.

Daniel encontrou a Palavra, interpretou a verdade e encarnou a verdade. Assumiu a postura de verdadeiro intercessor que a Palavra de Deus vaticinava. As intercessões anteriores de Jeremias não foram atendidas porque não era o tempo da restauração. Mas agora sim, o tempo e Deus estava chegando, era hora de orar e a esperança ressurgir. Aleluia.
Mas Daniel entendeu meditando na Palavra de Deus que precisava interceder diante e Deus, identificando-se com os pecados do povo, confessando, rasgando suas vestes, reconhecendo o mal que Judá cometera e clamando pela misericórdia de Deus, que o atendeu.
As promessas de restauração estão sempre de pé, conforme Miquéias 4.10:

Sofre dores e trabalha, ó filha de Sião, como a que está de parto; porque agora sairás da cidade, e morarás no campo, e virás até Babilônia. Ali, porém serás livrada; ali te remirá o Senhor da mão de teus inimigos.

O tempo de chorar durou sete décadas. Leia o Salmo 137.
As harpas voltam a tocar, os lábios a sorrir, o ermo a florescer, e as casas tornam a ser habitadas.

Ciro, rei dos caldeus governante dos povos de então toma conhecimento das profecias de Isaías e entende que fora levantado por Deus para reconstruir Israel e seu templo. Cumprindo-se as promessas de Isaías, anunciadas cerca de 200 anos antes. (Isaías 44.28; 45.32) edita o decreto de reconstrução de Jerusalém e do templo. (Esdras 1.1-11; 2 Crônicas 36.22)

No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia, para que se cumprisse a palavra do Senhor proferida pela boca de Jeremias, despertou o Senhor o espírito de Ciro, rei da Pérsia, de modo que ele fez proclamar por todo o seu reino, de viva voz e também por escrito, este decreto:
Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O Senhor Deus do céu me deu todos os reinos da terra, e me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que é em Judá.

Quem há entre vós de todo o seu povo (seja seu Deus com ele) suba para Jerusalém, que é em Judá, e edifique a casa do Senhor, Deus de Israel; ele é o Deus que habita em Jerusalém.” Esdras 1.1-3

Para isso fez-se necessário a ação da intercessão. Daniel foi um homem que soube ler o seu tempo sob o prisma da Palavra de Deus. Compreendeu os propósitos do Senhor para a sua geração e tomou uma atitude proativa, colocando-se diante do Senhor em defesa do povo, identificando-se com as suas transgressões e alcançando a mercê de Deus. Não colocou a Deus no canto de parede. Porém chegou com ousadia ao trono da graça a fim de achar misericórdia e encontrar graça para ocasião oportuna. (Hebreus 4.16.) Era o tempo de Deus chegando e Daniel ficou na brecha em busca do cumprimento da graciosa misericórdia de Deus que dura para sempre.
Concluo que preciso orar como Daniel, ler a Palavra não como um romance épico ou um livro de história ou ética. Preciso buscar a sabedoria para entender este tempo, contextualizar a Palavra de Deus, conhecer e alcançar os propósitos para minha geração, assim como Elias.

Irmão João, um Verdadeiro Intercessor

Durante meus primeiros passos na fé conheci um ancião, João como eu, que me ajudou na formação inicial no evangelho. Naquela época não existia um serviço específico de discipulado na Igreja. Os novos convertidos eram mais ou menos adotados por quem lhes evangelizava, os pais na fé, ou outras pessoas que tinham o zelo de cuidar dos recém-nascidos da casa do Senhor.
Pois bem. O saudoso irmão João era um velhinho bonachão, amigo dos jovens, sempre preocupado com a saúde espiritual e atento para as lutas próprias desta fase.
Ele também gostava muito de ganhar almas para Cristo.
No seu trabalho ganhou dezenas de almas no evangelismo corpo-a-corpo. Não perdia oportunidade. Muitos dos seus filhos na fé hoje são ministros da fé, obreiros da casa do Senhor.
Também gostava muito de cantar.
Trazia consigo um caderninho com os “corinhos”, assim costumava dizer, com as letras dos hinos antigos de muitas estrofes, verdadeiras pregações. Temperava a garganta e abria o vozeirão em louvor a Deus, principalmente nos círculos de oração, de cujos trabalhos era um frequentador assíduo.
Quando eu era solteiro tinha mais tempo para participar deste trabalho, passava em sua casa e lá íamos a mais um Círculo de oração. O fato é que ele não perdia nenhum dia durante o ano todo, ininterruptamente. Era de um zelo admirável principalmente para os nossos dias de negligência, dias de Marta, excessos de ocupação. De segunda a sábado lá estava o irmão João em algum trabalho de oração da cidade.
O que mais me chamava a atenção eram as motivações dele em frequentar aquele trabalho. Não vivia correndo atrás de uma bênção ou vaso espiritual. Ele também não vivia contando aquele velho testemunho repetido por alguns tal qual um guia mirim lá de Olinda ou uma operadora de telemarketing querendo vender os serviços de um banco. Muito menos procurava sensibilizar as pessoas. Nada disso. Irmão João era um verdadeiro intercessor.
Chegava cedo ao círculo de oração, dobrava os joelhos e começava a interceder. Não tinha como não se ouvir sua voz grave clamando em favor dos seus conhecidos e desconhecidos também. E era uma relação extensa: – Senhor, abençoa fulano, sicrano, beltrano, que está lá em tal lugar. Era uma relação infindável de pessoas das quais defendia as causas diante do Pai celestial. Eu me sentia grato e feliz por lembrar que tinha alguém orando por mim. Mesmo não citando meu nome, pois ao final da oração ele costumava encerrar assim: - Senhor, abençoa todos os habitantes do globo Terra. Desse jeito eu sabia que irmão João estava sempre orando por todos nós.
Um dia partiu para a glória, deixando seu hinário particular, o silêncio de sua voz, e uma lacuna dura de ser preenchida; um obreiro completo, desprovido da ambição por posições, títulos, consagrações. Um homem de Deus, que evangelizava, discipulava, cantava, pregava, e fundamentalmente, orava e muito. Para mim um exemplo incomparável.
Existem muitos irmãos João por aí, que nem eu. No entanto não é nada fácil achar um João como aquele de antigamente. Sem falar de outro João, o apóstolo amado, que também gostava muito de orar, e falar do amor de Jesus.

CONCLUSÃO

A mão poderosa do Senhor se move através da oração. Oração movida, estimulada e inspirada pelo Espírito Santo. Oração que nos leva clamar ao |Senhor para que envie obreiros para a sua seara a cruzar fronteiras, falar do amor de Deus a povos não alcançados, dizer ao mundo que Jesus é o mesmo, não mudou e que ainda deseja salvar.
Não podemos ficar escolhendo a quem falar como um vendedor a selecionar clientes. Isto é ser interesseiro. O interesse maior de Deus é salvar: o alto e o baixo, a mulher e o homem, o certinho ou o todo errado, o solteiro, o casado ou a viúva, não importa.
Para isso Deus escolhe os seus métodos, para alguns loucura ou escândalo, mas para nós que cremos o poder do Senhor de agir e realizar tudo além da nossa imaginação e além dos nossos limites humanos.
Precisamos apenas atentar para nossa vocação profética como um João Batista dos tempos atuais e levantar a voz no Espírito e virtude de Elias. A fim de converter o coração dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto. (leia Malaquias 4.6; Lucas 1:17) Este é o princípio do evangelho, esta é a missão e vocação da Igreja em qualquer época. Está e a nossa vida.

João Ribeiro – Casado, dois filhos, presbítero, membro da Igreja AD em Parque dos Eucaliptos – Natal/RN, professor da EBD, mediador do blog www.eclesianet.blogspot.com.br
Contatos:    email: joaoribeirojr2000@yahoo.com.br

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