Crescendo na graça e no conhecimento

Lições 4.o Trimestre 2013

Lições 4.o Trimestre 2013
Conselhos para a vida

Lição 1 - O Valor dos Bons Conselhos
Lição 2 - Advertências Contra o Adultério
Lição 3 - Trabalho e Prosperidade
Lição 4 - Lidando de Forma Correta com o Dinheiro
Lição 5 - O Cuidado com Aquilo que Falamos
Lição 6 - O Exemplo Pessoal na Educação dos Filhos
Lição 7 - Contrapondo a Arrogância Com a Humildade
Lição 8 - A Mulher Virtuosa
Lição 9 - O Tempo para Todas as Coisas
Lição 10 - Cumprindo as Obrigações Diante de Deus
Lição 11 - A Ilusória Prosperidade dos Ímpios
Lição 12 - Lança o teu Pão Sobre as Águas
Lição 13 - Tema a Deus em todo o Tempo

Comentarista:

José Gonçalves - Pastor, Professor de Teologia, Escritor e Vice-presidente da Comissão deApologética da CGADB; Comentarista das revistas de Escola Dominical da CPAD.

30 de janeiro de 2013

UM HOMEM DE DEUS EM DEPRESSÃO


INTRODUÇÃO



“Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei pela salvação da sua face.” Salmos 42:5


Tendo como base o exemplo do profeta Elias, o tema do estudo bíblico da EBD desta semana, - Um Homem de Deus em Depressão -, vem em muito boa hora.
Mesmo com todo o valor de qualquer atividade profissional, considero o ofício ministerial de servir à Igreja do Senhor a mais nobre e honrosa de todas as atividades que um ser humano pode exercer, particularmente apascentar as ovelhas da Casa do Senhor, que foram resgatadas com o Seu próprio sangue.
Neste contexto podemos destacar os pastores e suas esposas, mas também podemos abranger neste ofício os lideres de grupos ou departamentos da Igreja, professores da EBD, conselheiros, e todos quantos dividem com os pastores a nobre tarefa de cuidar das vidas, dos irmãos em Cristo.
Junto às alegrias decorrentes de ter as pessoas edificadas e firmes na fé, o sacerdócio traz consigo as consequências do peso deste embate em favor dos santos. O exercício do ministério traz consigo alegrias, mas também produz dores, conforme experimentou o apóstolo Paulo:

“Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos" (2 Co 4.8,9).

No embate em defesa da honra do nome de Deus para o benefício da fé do povo israelita, Elias confrontou 450 profetas de baal e 400 profetas de Aserá, a ponto de levá-los à morte. Esta experiência acumulada à perseguição que sofreu do rei Acabe e Jezabel, culminaram em um estado de esgotamento espiritual, psíquico, emocional e físico que os estudiosos identificam como um quadro de depressão. Elias, um homem de Deus sujeito às mesmas paixões que nós e às mesmas dores que nós).
Daí a importância deste estudo e sua aplicação nas nossas vidas que, de alguma forma, serve de admoestação aos que exercem a liderança na Casa do Senhor, e para melhor compreensão dos membros quanto à extensão, significado e peso do ofício pastoral.


ELIAS, UM HOMEM COMO OS OUTROS

É importante neste estudo ressaltar a condição de Elias como um ser humano igual aos demais. Um homem sujeito às mesmas paixões que nós (Tiago 5.17). Talvez a falta de entendimento da condição de simples ser humano de um pastor ou líder, seja o ponto inicial de um conflito interior que se não for bem compreendido gere um estresse descomunal, a ponto de levar alguém ao esgotamento nervoso ou mesmo à depressão. O nível de cobrança no exercício do ministério chega a ser quase insuportável. A situação se agrava quando o nível de cobrança interior se assemelha a cobrança externa. Ai as coisas se complicam.

A verdade é que precisarmos estar conscientes, líderes e liderados, de que não somos super-homens  dotados de superpoderes espirituais, mas simples vasos que carregam em si o peso da glória de Deus. Pela infinita misericórdia, graça e ação de Deus, os verdadeiros pastores são dotados de dons espirituais e ministeriais que colaboram com o exercício do sacerdócio, pois sem estes seria impossível apascentar o rebanho do Senhor. (Leia Atos 19.11)

Vale lembrar que o vaso é de barro, conforme alertou o apóstolo Paulo. (Leia 2 Co. 4.7) Desta forma, faz-se necessário inicialmente conhecer as próprias limitações humanas e reconhecermos que somos pó (leia Salmos 103.14). E portanto sujeitos ao sofrimento e às aflições deste tempo presente (leia João 6.33; Rom. 8.18)

De acordo com o pensamento do pastor Eugene Peterson,, “ somos tentados a nos escondermos atrás de imagens brilhantes, na esperança de que, assim, os outros nos aprovem. Preferimos não reconhecer os nossos seres quebrados, com problemas e falhas secretas que achamos muito melhor que ninguém mais as conheça.” (Peterson, 2001, p. 22)

O ponto a ser observado neste momento são justamente as consequencias e a reação humana diante de tais aflições. No caso de Elias, a somatização das angústias sofridas decorrentes do exercício do ministério desencadearam um estado que os estudiosos consideram como um quadro de depressão.


O QUE É DEPRESSÃO

De acordo com estimativas da OMS, mais de 350 milhões de pessoas no mundo sofrem de depressão. Segundo a OMS, a depressão é comum em todas as regiões do mundo. Um estudo realizado com o apoio da OMS mostra que em torno de 5% de pessoas sofreram com a depressão no último ano.
Mas o que é depressão e como se pode diferenciá-la de uma tristeza comum?
Em artigo científico, a professora doutora Maria da Penha de Lima Coutinho e outros, cita a definição de V.A.A. Camon para depressão:

“A depressão emerge como resultante de uma inibição global da pessoa que afeta a função da mente, altera a maneira como a pessoa vê o mundo, sente a realidade, entende as coisas e manifesta suas emoções. Desse modo, é considerada uma doença do organismo como um todo, que compromete o ser humano na sua totalidade, sem separação entre o psíquico, social e o físico. Ainda segundo o pensamento desse autor, o desespero em relação à vida, a angústia, o desejo de um fim, a morte como presença, o medo  como aliado da existência, o abandono da autoestima, o suicídio como proposta, expressam entre outros sinais a dor do deprimido.”

O doutor Pérsio Ribeiro Gomes de Deus, médico psiquiatra e professor da Universidade Mackenzie,  apresenta a seguinte definição para a depressão:

A depressão é compreendida atualmente pelas ciências médicas como uma desordem do funcionamento cerebral que afeta e compromete o funcionamento normal do organismo, com reflexos ou consequências na vida pessoal em seus aspectos emocionais ou psicológicos, familiares e sociais. A doença depressiva deve, portanto, ser examinada dos pontos de vista biológico, genético, cognitivo, social, considerando ainda as histórias pessoal, econômica e espiritual do indivíduo. A depressão pode ser percebida como sintoma, manifestando- se nos mais diversos quadros clínicos, como na demência, no alcoolismo, no estresse, e pode ser secundária a outras doenças clínicas, como observado na hipertensão, no hipotireoidismo, no diabetes, no reumatismo, no câncer, nos quadros dolorosos crônicos e em várias outras doenças. Pode ainda ser compreendida como síndrome, incluindo as alterações de humor (tristeza, irritabilidade, falta de capacidade em sentir prazer, apatia) e alterações cognitivas, psicomotoras e vegetativas, como as alterações de sono e apetite; por fim, compreendida como doença. As síndromes depressivas são doenças multicausais, portanto, com a interferência de diversos fatores causais.

Este quadro clínico é semelhante ao desenvolvido na vida de Elias. O agravante é que Elias estava combatendo no mundo espiritual contra as hostes espirituais da maldade (Efésios 6.12). Mas o profeta tinha por sua vez a ajuda do Espírito de Deus como seu médico por excelência, aquele que o criou, o designou para a tarefa e que lhe proveu livramento das aflições do momento, renovando-lhe as forças.  Aleluias!

CAUSAS DOS CONFLITOS DE ELIAS

São inúmeros os fatores que podem acarretar um processo depressivo, conforme levantam os especialistas. No caso de Elias o comentarista levanta dois principais: a decepção e o medo.
Alguns pesquisadores nas academias, preocupados com a questão do estresse no ministério pastoral, desenvolvem pesquisas para estudar a Síndrome de Bournout entre pastores. Dentre estes, Young Sun Jin, em pesquisa desenvolvida entre pastores coreanos nos EUA, desenvolveu estudo de caso do desenvolvimento da síndrome de .Bournout entre estes ministros.  

Jin cita em seu trabalho o escritor Frank Minirth, autor do livro How to Beat Burnout, obra clássica sobre o burnout pastoral. Nesta obra, o autor apresenta valiosas opiniões sobre o burnout em pastores. Ele aponta os seguintes quatro fatores que provocam estresse pastoral:
- expectativas não cumpridas
-  emoções hostis
-  Ser um workaholic (viciado em trabalho)
- Falha nos sermões e um sentimento de incompetente para com Deus

O pesquisador aponta as seguintes causas para o comportamento depressivo de Elias:

Egoísmo - em última análise, Deus lembrou Elias de que ele não era a única pessoa que deixou, que lá eram ainda sete mil que não havia adorado a Baal. No entanto, nessa fase, Elias sentiram que ele era o único.
Sentimento de ressentimento e amargura - ele se ressentia o fato de que os israelitas tinham abandonado a Deus. Esta amargura havia drenado energia emocional importante.
Sentimento de raiva em direção a Deus pedindo a Deus para tirar sua vida com a denúncia, "Eles estão tentando me matar", ele demonstrou sua insatisfação e falta de confiança em matéria do controle de Deus sobre sua vida. Todos esses sentimentos são susceptíveis de ser experimentado pelo indivíduo que se sente oprimido.


AGENTES DO ESTRESSE NO MINISTÉRIO

Sem a pretensão de entrar em uma área tão específica, vamos tratar aqui dos aspectos práticos no ministério pastoral que podem levar a situações de estresse, podendo afetar a saúde emocional e física de líderes que lidam com situações de conflito., baseado em relatos de pastores com larga experiência na prática ministerial e a consequente administração dos conflitos.

O pastor David Fisher, em sua obra Pastor do Séc. 21 (pg. 135), Fisher destaca:

O papel de cuidar das almas é desgastante, assim como o trabalho da liderança pastoral em um mundo e uma igreja em que os líderes estão sob suspeita e a religião institucional, sob ataques diversos.

Nesta inevitável tensão é o ambiente onde vive o pastor, uma existência dividia entre o céu e a terra. Conforme Fisher identifica:

”Trabalhamos copara Deus e lidamos com questões santas e eternas todos os dias de nossas vidas, conscientes de que somos vasos humanos, falíveis e pecadores. Nossa identidade pastoral inclui os dois lados do que é,  na realidade, um paradoxo. Deus faz a obra infinita do céu por meio de criaturas terrenas finitas. É um mistério, uma maravilha, uma glória - - e um fardo quase insuportável.
 Um mundo ministerial com diferentes fatores intimamente gigantescos, acrescidos do já intolerável fardo de carregar a verdade divina em nossos invólucros humanos.”

Desta forma alerta para os perigos da decepção do ministério pastoral em face da dura realidade da prática ministerial em contraste com as ideias elevadas e as grandes expectativas, como pastores de barro que enfrentam um mundo que esmaga barro:

“Os pastores inevitavelmente armazenam um alto nível de frustrações em sua vocação. Ficam frustrados com os conflitos da igreja, com a futilidade de nosso trabalho e com o fracasso de nosso povo. O ministério simplesmente nos machuca a maior parte do tempo.”

E aponta alguns fatores que podem levar a tal estado de decepção: rumores e críticas incessantes, acusações, reuniões improdutivas. Sem falar no maior de todos os desafios. A grande batalha no mundo espiritual, este sim, o campo maior da luta de um líder na obra do Senhor.

No artigo as Inigualáveis Lutas dos Pastores de Hoje, publicado na obra O Pastor Pentecostal, o pastor. Dennis A. Davis levanta algumas as causas para tais lutas:

-  a dúvida quanto ao chamado para a obra;
-  empenho em ser cooperativo e reconhecer quem somos para assim evitar o espírito de competição;
- o equilíbrio na mordomia do tempo dividido entre ao trabalho, a família e o lazer; o equilíbrio das finanças pessoais e da igreja;
- o problema de viver em uma subcultura cristã. Assim as demais pessoas passam a não entender a nossa mensagem.
Para se manter saudável no Ministério, o Pr Richard D. Dobbins aponta algumas fontes de tensão a serem observadas:
- Sobrecarga de informações e as rápidas mudanças do mundo moderno;
Os problemas nas áreas de valorização excessiva do sexo, o abuso da violência no mundo moderno e o atual comprometimento moral;
- As tensões no mundo de nosso filhos;
- o excesso de atividades simultâneas.

O peso do sucesso do ministério também gera uma forte carga de estresse.

David Fisher cita o exemplo do grande pregador Charles Spurgeon, onde suas reuniões atraía milhares de pessoas, chamando a atenção da comunidade e da imprensa, conforme confessa o próprio Spurgeon, que se sentia oprimido por ocasionais períodos de depressão:

“Meu sucesso me assustava, e a ideia da carreira que parecia abrir-se diante de mim, longe de me ensoberbecer, lançava-me no mais profundo abismo.” Eu queria retornar para a América e encontrar um ninho solitário na floresta, onde pudesse ser suficiente para as coisas exigidas de mim “

Na verdade, nunca foi fácil ser líder. Em qualquer época, lugar ou circunstância. Principalmente um líder espiritual. São milhares de ouvintes a esperar uma mensagem de edificação, consolação, ajuda. Outros na expectativa de “ver no que vai dar.”

Para estar apto a ajudar a tirar o argueiro do olho de um irmão, o líder precisa, antes de tudo, auto-examinar-se a fim de que nenhuma trave venha a servir de empecilho para enxergar o real estado tanto pessoal quanto das ovelhas. 

Conforme o apóstolo  Paulo aconselhou a Timóteo, é preciso primeiramente ter cuidado de si mesmo e da doutrina. (iI Tim 4.16). Cautela nunca fez mal a ninguém.

O pastor socorre a muitos em crise. Mas, quando ele mesmo passa por crises, quem o socorre?
Primeiramente Deus. Em meio à oração, jejum, em meditação na Palavra. Na autoanálise onde busca sondar o coração e encontrar a causa raiz do problema:  O que será que está acontecendo?
Muitas causas poderiam ser levantadas de acordo com a vivênzia pessoal de cada um. Poderiamos conjecturar algumas, como a licença poética que publicamos em outubro do ano passado na postagem http://eclesianet.blogspot.com.br/2011/10/o-lider-em-momentos-de-crises-pessoais.html:

O estresse e a enfermidade de hoje não teriam sido causados pelo excesso de atividades?
A minha preocupação com a concorrência desleal dos companheiros que usam técnicas agressivas de marketing em suas igrejas vizinhas e oferecem uma mensagem mais atraente para as ovelhas?
Não seria por causa da minha falta de confiança na equipe construindo um ministério fraco, sem autoestima, sem voz e sem vez para garantir a hegemonia da minha voz nas decisões?
Não seria por que nos meus dias de correria desenfreada não sobrou tempo algum para minha esposa e filhos durante anos e agora não suportam minha presença em casa?
Será porque me acho autossuficiente?
Não será por que deixei de orar e tomei todas as decisões baseado na minha intuição ou na confiança nos recursos intelectuais, materiais ou no rol das amizades na política?
Será porque priorizo a Igreja em detrimento dos momentos com minha esposa e filhos?
Seria o apego ao cargo e suas benesses?
Não seria porque gosto de improvisar em tudo sem planejar nada e ainda dizer que o Espírito santo é quem me orienta mesmo sem consultá-lo?
Será porque o meu povo gosta mais de ver TV do que olhar para as coisas do céu?
Será porque adoro gravatas de seda italianas enquanto as minhas ovelhas algumas delas não tem o que vestir? Ou será porque busco subir no ministério à qualquer custo?
Será porque faço distinção entre as ovelhas? Será porque falo mais de futebol do que do evangelho?
Não seria porque dou liberdade demais nas brincadeiras com o sexo oposto para alimentar minha autoimagem masculina e agora sofro tentações?
Não será porque confundi o tesouro da Igreja com os meus recursos pessoais e assim passo cheques da Igreja à torto e à direito em meu nome?
 Será por que minha igreja virou uma empresa? Será porque tolero Jezabel?
Será que foi porque decidi construir um megatemplo para desbancar o da coirmã?
Será que porque eu decidi fundar meu próprio ministério para ficar livre da submissão à uma convenção?
Será que a minha vaidade cegou o meu entendimento a ponto de querer subir montanhas sem medir o custo para mim, minha família e minha Igreja?
Será porque deixei o primeiro amor?
Será por conta do meio desejo ufanista de ser um televangelista de sucesso?
Será que foi por que deixei de ler a Bíblia para falar a mim e ensinar apenas para os outros?
Ou será que entrei em crise porque não cedi a tentação de um grupo que quer romper com a convenção em troca das vantagens atraentes de outro ministério ?
Ou será porque desligo o celular quando estou em meus momentos de comunhão com minha família?
Ou quando digo não quando a maioria diz sim ao pecado?
Será porque prefiro andar em um carro popular com dez anos de uso quando os companheiros de ministério compram carrões importados ás custas do tesouro da Igreja?
Será que é porque costumo sempre visitar as ovelhas acompanhado da minha esposa?
Será que é porque acho que estou dirigindo na contramão quando todos mandam que eu volte e os acompanhe em suas conveniências?
Será que é porque eu disciplinei um membro daquele grupo influente?
Será porque preguei que o crente também sofre? Será porque resisto ao relativismo moral?
Será porque sou submisso a minha liderança? Será pro que sou ortodoxo?
Será porque gosto de orar e chorar enquanto muitos contam piadas e gracejos até mesmo no púlpito ?
Será porque combato a licenciosidade?  Será porque não tenho prata nem ouro?
Será porque não neguei a minha fé? Será porque não suporto homens maus?
Será porque coloquei à prova os falsos obreiros? Será porque guardei a palavra com perseverança?
Será porque não esqueço de lembrar que Jesus está voltando?
Ou será porque não abro mão do ensino sistemático da doutrina do Senhor?
Será que está no tempo de me aposentar? 
Estas são apenas algumas inquietações. Deus sabe todas as coisas.


CONSEQUENCIAS DOS CONFLITOS DE ELIAS


Elias entrou na caverna e simplesmente desejou morrer. As pressões decorrentes do ofício lhe trouxeram dores que somente Deus trouxe lenitivo. Hoje os profetas e Deus também correm os mesmos riscos. 

Pesquisa sobre Depressão entre Ministros

O Dr. Pérsio Ribeiro Gomes de Deus, mestre em Ciência da Religião, médico psiquiatra e professor da Universidade Mackenzie publicou artigo intitulado UM ESTUDO DA DEPRESSÃO EM PASTORES PROTESTANTES, fruto de  pesquisa realizada entre 13 pastores evangélicos sendo nove presbiterianos, três batistas, e um da Assembleia de Deus, que identificou as seguintes causas da enfermidade, conforme entrevista com os obreiros:

Segundo o dr. Pérsio Ribeiro, Podem-se depreender de sua pesquisa os seguintes pontos levantados como fatores causais para o desencadeamento de um estado depressivo entre os ministros:

• Estresse relacionado ao exercício da atividade pastoral.
• Baixa remuneração.
• Problemas de relacionamento conjugal.
• Pecado e enfraquecimento da fé.
• Ação do demônio.
• Falta de apoio e compreensão da Igreja (entendida como organização).
• Problemas de relacionamento com membros das igrejas locais.
• Cobrança das igrejas sedes e dos membros das comunidades.
• Mudanças constantes dos campos ministeriais.

Para trazer mais luz ao problema citamos as conclusões a que chegou o médico-pesquisador:

“Da experiência no exercício da medicina psiquiátrica tínhamos a evidência clínica de que um número elevado de pastores protestantes eram portadores de depressão. Isso se transformou na hipótese do presente estudo de caso que veio comprovar uma elevada incidência de quadros depressivos em pastores protestantes. O assunto é bastante complexo, bem como as causalidades encontradas. Similarmente a outros líderes, os pastores precisam se mostrar sempre fortes, pois são modelos, e apresentam grande dificuldade em aceitarem-se doentes. Apresentam falta de informações adequadas sobre o que seja a doença depressiva, e as ideias a respeito da doença são fortemente influenciadas por interpretações de cunho religioso. Outras causalidades merecem menção: baixa remuneração e estresse advindo das múltiplas funções exercidas no pastorado, aliado à disponibilidade total à comunidade sem que  haja uma jornada de trabalho delimitada. Outro ponto que merece relevância é a contínua alternância de estados emocionais relacionados às atividades pastorais, como: ofício fúnebre seguido de celebração de casamento, reunião administrativa, culto, considerando o fato de que cada evento requer uma disponibilidade intelectual e emocional diversa.”



Especialistas na área postulam que ao sofrer de depressão, o indivíduo depara-se com sentimentos e pensamentos de pessimismo, desamparo,  tristeza profunda, apatia, falta de iniciativa, descontentamento físico, dificuldade na organização e  fluidez das ideias, comprometimento do julgamento cognitivo, entre outros sintomas.

O quadro de esgotamento total na prática do ministério pastoral pode levar ao que os estudiosos chamam de Síndrome de Bournot. Esta condição acontece em profissionais que  exigem contato direto com as pessoas e que têm uma filosofia humanística do trabalho. 

As pressões da vida ministerial se evidenciam das mais variadas formas de acordo com o temperamento e formação pessoal do líder. O Pastor Nemuel Kessler, na obra ética Pastoral, aponta alguns fatores diretamente ligados à vida emocional do obreiro:

Emoções primárias: medo, cólera, tristeza, alegria; emoções ligadas à estimulação; sensorial: dores, repugnância, prazeres, desprazeres; emoções ligadas a atuoestima: êxito fracasso, orgulho e vergonha, culpa e remorso; reações às emoções: ansiedade, estresse, fadiga.
Eugene Peterson, em seu livro Pastor Contemplativo, alerta para o perigo de o obreiro ser tomado por “uma blasfema ansiedade de querer fazer o trabalho de Deus por Ele..” (Peterson, 2006, p. ), a fim de atender `as demandas externas.


Solução de Deus

Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos líderes é manterem-se motivados para assim estimularem em seus liderados a  motivação da equipe para o alcance das metas e objetivos propostos.

Um líder espiritual à exemplo de Neemias precisa do auxílio e orientação do Espírito Santo na tomada de decisões.  E ainda mais na implantação de mudanças e na quebra de paradigmas seguidos à época e que iam de encontro à vontade de Deus.

Esdras, o escriba, contemporâneo de Neemias foi um dos responsáveis pela renovação da aliança  do povo com Deus.

Não contavam eles com livros de autoajuda, artigos de renomados pesquisadores de Harvard, consultorias milionárias de gurus da administração eclesiástica moderna.
Mas tinham a fé para manter a constância de propósitos e o manual de ajuda do Alto, as Escrituras, para dar o norte às instruções e assim alimentar o povo.  E foi isso que fizeram  (Neemias 8.1-9):

Então, o que fazer em tempos de crise ?

Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos líderes é manterem-se motivados para assim estimularem em seus liderados a  motivação da equipe para o alcance das metas e objetivos propostos.

O pastor Gordon MacDonald escreveu um verdadeiro tratado de como cuidar de si mesmo na obra Ponha Ordem no Seu Mundo Interior. Ele destaca a necessidade de colocarmos a nossa casa em ordem obedecendo alguns princípios espirituais básicos mas muitas vezes negligenciados:

- Estar firmemente convencido de que o mundo interior, espiritual, deve reger o exterior, e não o contrário;
- Reconhecer a nossa tendência de agir segundo os esquemas e padrões criados pelo nosso passado desordenado, e não segundo os que são criados por Deus;
- Identificar e encarar de frente os fatores que têm me impelido, tranquilamente atendendo ao chamado de Cristo;
- Entender que sou mordomo de Cristo e não dos meus objetivos, da minha função na vida e da minha identidade;
- Tomar a firme deliberação de encarar o tempo como uma dádiva de Deus, que merece ser encarado com  critério, começando a reparar os problemas de desperdício de tempo e aplicando as minhas horas mais produtivas de acordo com minhas habilidades, limitações e prioridades;
- Tomar a firme deliberação de crescer em sabedoria e conhecimento a cada dia e assim procurar utilizar tudo o que aprendi para servir a outros, assim como Cristo;
 - Cultivar regularmente o centro espiritual da minha vida;
Não ter receio de ficar na presença de Cristo;
- Absorver os ensinos de Cristo para que se reflitam em minhas ações e atitudes;
- Tomar a firme decisão de começar já o processo de colocar a minha casa em ordem.

A partir do cuidado de si mesmo, o líder poderá passar a agir com eficácia em favor dos outros sob seus cuidados.  Um líder espiritual, à exemplo do governador  Neemias, responsável pela reconstrução e repovoamento da nação de Israel quando da volta do exílio babilônico,  precisa do auxílio e orientação do Espírito Santo na tomada de decisões.  E ainda mais na implantação de mudanças e na quebra de paradigmas seguidos à época e que iam de encontro à vontade de Deus.

As crises pessoais por sua vez também podem ser geradas a partir de uma crise institucional. Assim se faz necessário buscar a orientação de Deus para a solução dos problemas da igreja local  
Promover um megaevento, convidar a banda gospel top de linha à peso de ouro, trazer o pregador mais badalado do momento, encher a casa, não vai resolver a situação;
Ou quem sabe mudar a liturgia do culto, abolir o Cantor ou a Harpa Cristã, contratar um ministro de louvor com sua equipe, tirar os obreiros do púlpito, criar um grupo de coreografia (eufemismo para grupo de dança), quem sabe a gente não sai dessa crise?
Vamos aderir ao mundo das redes sociais e tornar a Igreja antenada com as inovações high  tech, isso talvez ajude !

Penso que nada disso pode resolver a crise espiritual à luz do exemplo da reforma de Esdras e Neemias.

Eles simplesmente se voltaram para à Palavra do Senhor. Mudaram paradigmas porque voltaram aos marcos antigos. Eles, Esdras e Neemias, junto com os levitas, ensinavam ao povo, recomendando a se alimentarem da Palavra (Neemias 8.9-18). Invariavelmente está implícito que a oração fazia parte da liturgia. (Neemias 1.6)
Fizeram uma festa tal qual nunca fora feita até então, onde o centro era a ministração da Escrituras, lidas dia após dia (Neemias 8.18).
O efeito junto ao povo foi de provocar uma tristeza geral, mas a tristeza que “segundo Deus produz arrependimento para a salvação. (II Coríntios 7.10). O povo lamentou, chorou, e fez coletivamente confissão de pecados.

Os líderes por sua vez não deixaram os seus liderados abandonados, corroendo-se em tristeza e dor, ao contrário, trouxeram-lhes palavras não de autoajuda, mas de ânimo no Senhor: 
Este dia é consagrado ao Senhor vosso Deus; não pranteeis nem choreis. Pois todo o povo chorava, ouvindo as palavras da lei.

Disse-lhes mais: 

Ide, comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor. Portanto não vos entristeçais, pois a alegria do Senhor é a vossa força. Os levitas, pois, fizeram calar todo o povo, dizendo: Calai-vos, porque este dia é santo; por isso não vos entristeçais. Então todo o povo se foi para comer e beber, e para enviar porções, e para fazer grande regozijo, porque tinha entendido as palavras que lhe foram referidas.

Assim tomaram posição, mudaram de atitude e renovaram a aliança com o Deus Bendito (Neemias 10.28 e 29):

E o resto do povo, os sacerdotes, os porteiros, os cantores, os netinins, e todos os que se tinham separado dos povos de outras terras para seguir a lei de Deus, suas mulheres, seus filhos e suas filhas, todos os que tinham conhecimento e entendimento, aderiram a seus irmãos, os seus nobres, e convieram num juramento sob pena de maldição de que andariam na lei de Deus, a qual foi dada por intermédio de Moisés, servo de Deus, e de   que guardariam e cumpririam todos os mandamentos do Senhor, nosso Senhor, e os seus juízos e os seus estatutos.

Desta forma recobraram o ânimo em tempos de crise espiritual.

Na sua autobiografia Confissões do Pastor, o Pr. Caio Fábio, pastor presbiteriano, um dos pregadores brasileiros que mais influenciou sua geração, formador de opinião entre cristãos evangélicos entre as décadas de 80 a 90, testemunha da sua história de vida e de apego a vida, enfrentando as crises de infância, juventude, sua conversão, seu chamado e as crises da prática ministerial a serviço da obra do  Senhor, em meio a divergências políticas e eclesiásticas que lhe trouxeram alegrias e dores. (Fábio, 1999.) Razões do conhecimento público o levaram  a se afastar do centro do cenário evangélico nacional e internacional.
Mas suas mensagens e seus escritos ficaram registrados em benefício da edificação do corpo de Cristo.
Em uma de suas obras procura responder a uma questão crucial da vida humana: o que fazer em tempos de crise?

No livro Resposta à Calamidade, editado primeiramente pela CPAD (Fábio, 1989), procura apresentar respostas para o problema e sugere que tipo de homens temos de ser para enfrentarmos tempos de crises: “ Um homem que tenha mais do que um mediano otimismo. Pede-se dele um esforço que ultrapasse muitas vezes aquilo que a nossa humanidade produz.”

No primeiro capítulo, com base no texto de II Reis 7.1-15 que relata a saga de quatro leprosos quando do cerco de Samaria pelo exército dos siros, contextualiza o cenário da época. Um tempo de “miséria, desemprego, elevação do custo de vida, dramas familiares em decorrência disso, desmotivação da liderança,” enfim, tempos de crise, de calamidade.
E pergunta: “Quais são os seres humanos capacitados a viver neste tempo de crise?” E descreve as respostas que encontrou no texto bíblico:

1. Os heróis destes tempos de crise devem ser pessoas que sabem o que é padecer; que aceita ser discriminada; que sabe viver sem status; que sabe conviver com a solidão, enfim, conclui  que temos que ter na alma e no coração a força do desapego.

2. Para viver em tempos de crise é preciso sermos pessoas que entendem que a ação é a única maneira digna de enfrentar a morte, ação de amor a vida, de luta contra o mal e de servir; Proclama que a derrota sem lutas é uma das maiores indignidades.

3. Ser pessoas que entendem que a vida só tende a melhorar e esclarece que só quem já morreu para vida pode vivê-la com otimismo;

4. E, por fim, pessoas que entendem que o tempo de Deus muitas das vezes não é no melhor tempo humano. Mas é o tempo em que o Senhor manifesta a sua ação simultânea, agindo em peleja por aqueles que nele confiam.

Assim, depois do agir de Deus em nosso benefício em meio às crises, ensina que devemos tomar uma atitude de tomar posse das oportunidades que Deus nos dá para depois compartilhar com os outros das bênçãos recebidas da parte de Deus, com responsabilidade, generosidade e bom ânimo. 

Tenho tanto que fazer que preciso passar várias horas em oração
antes de ser capaz de fazê-lo.” (John Wesley)

Quando a crise mostra a sua face não adianta espernear, o jeito é orar.

O povo hebreu passou por diversas crises em sua história enquanto povo de Deus e nação escolhida. Crises estas motivadas pela desobediência à palavra do Senhor. Como resultado, surgiram momentos de dor, vergonha humilhação, crises, fruto do juízo e do fruto colhido por semear iniquidade.
Eugene Peterson sugere que se o pastor não se ocupasse de mais nada do que normalmente faz e lhe rouba quase todo o tempo, o ministro faria essencialmente três coisas, que não são poucas – Orar, pregar  e ouvir. (Peterson, 2002. p. 31)

Assim, como diz o provérbio chinês crises servem de estímulo para as oportunidades. Muitos buscam oportunidades. Oportunidades de emprego, de namoro, oportunidades de ganhos ilícitos, para o exercício de poder, oportunidades ministeriais. Em momentos de crise, a primeira e talvez única oportunidade que nos resta é orar, orar e orar.

Vivemos atualmente um momento sério de crise espiritual, crise de integridade, conforme alertou o pastor Warren W. Wiersbe, No final da década de 80. À exemplo dos tempo de Neemias, dos tempos de Moisés, dos tempos de Wiersbe, o povo continua a se distanciar de Deus.

Wiersbe denunciou que nos últimos anos, devido a crise de integridade (Wiersbe, 1889, p. 42), “a igreja tem tido celebridades demais e servos de menos, um número demasiado de pessoas com muitas medalhas e cicatrizes de menos.”

Assim se faz necessário o levantar de novos Neemias com o mesmo espírito, firmeza, disposição, coragem, fé, e atitude para reerguer os muros derrubados pelo pecado do liberalismo, relativismo moral, idolatria, hedonismo, tirania, antropocentrismo, misticismo, ateísmo, secularização, materialismo, confissão positiva, consumismo, individualismo, veneração à tecnologia e a ciência, desamor, incredulidade, permissividade. E tanto quanto pudermos lembrar daquilo que nos distancia de Deus e de sua vontade.

Portanto é indispensável iniciar a reconstrução dos nossos muros espirituais e morais começando pela reedificação do nosso altar da oração.

Elias saiu da caverna depois de um encontro pessoal com Deus através da oração. Seu ministério foi retomado. Ainda havia de ungir reis e escolher seu sucessor para continuar a obra que havia iniciado. Ao final, Elias foi arrebatado ao céus porque  o Senhor era com o homem de Deus.
Deus está sempre conosco em nossos momentos de alegria e dor, na cidade, nas grandes reuniões, mas também na caverna pessoal mesmo em meio a uma grande multidão. Mas para sua glória nos ajuda a sair de dentro de nós mesmo em atendendo a sua voz de amor e que nos fortalece e no diz sempre: - Tem bom ânimo!

Além de orar, precisamos retomar o hábito cada vez mais raro de meditar na Palavra. Chega de livros gospel de autoajuda e de fórmulas prontas.

Quando a incipiente Igreja do primeiro século se levantou, surgiram as demandas das pessoas e assim foi necessária a instituição do serviço de diaconia para que os presbíteros de dedicassem com perseverança e tão somente à oração e ao ministério da Palavra. (Atos 6.4)

Deus nos ajude a administrar, remir o tempo para nos aplicar à prática sistemática da oração devocional a sós com Deus, do estudo contemplativo da Palavra, da observação cuidadosa do ambiente ao redor e com a ajuda dos conselhos dos que nos assessoram para podermos ministrar, pregar, aconselhar, admoestar e exortar com autoridade, sabedoria e graça.

Deixo um poema dedicado aos queridos pastores que fazem de suas vidas um inteiro viver para servir.

Pastor em Versos

Pastores
São homens de dores
Que foram chamados para servir.
Assumir os riscos
De viver por fé;
Até na dor procurar sorrir.

Pastores
Homens atarefados
Ocupados no exercício
Do ofício mais sublime.
Firmes nas convicções
De mostrar ao povo
O caminho novo para se seguir.

Pastores são pais
A cuidar dos filhinhos
No ninho da Igreja a alimentar, Cuidar de cada um
Sem esquecer nenhum.em particular.

Pastores são mestres
Dedicados em ler, exortar, ensinar
A expectar o crescimento espiritual
Sem igual do seu rebanho em crescimento.
No conhecimento e graça do Senhor
Que, com Seu amor
Ao pastor ajuda à cada momento.

Pastores são operários,
Visionários dos planos de Deus
Os seus ? é viver a trabalhar,
A edificar o corpo de Cristo,
Visto que que foi lhe entregue a ferramenta,
Em meio à tormenta,
Pratica o amar.

Pastores são cuidadosos,
Operosos em conduzir o rebanho,
Sem estranho achar recompensas não receber.
Deixar crescer Cristo nas vidas
Para então sumir, desaparecer,
E Tornar a viver na Ressurreição
Trazendo nas mãos a coroa de glória:
Eu e você!

Referências Bibiográficas:

FÁBIO, Caio. Resposta á calamidade. 2ª edição. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.
TRASK, Thomas E. e tal. P Pastor Pentecostal: Um Mandato para o Século XXI. 2ª edição. Rio de Janeiro: CPAD, 1989.
COUTINHO, Maria da Penha de Lima e tal.  Psico-USF, v. 8, n. 2, p. 183-192, Jul./Dez. 2003. Disponível em  http://www.scielo.br/pdf/pusf/v8n2/v8n2a10.pdf , acesso em 27/01/2013.
DEUS, Pérsio Ribeiro Gomes de. Um Estudo da Depressão em Pastores Protestantes. Revista CIÊNCIAS DA RELIGIÃO – HISTÓRIA E SOCIEDADE. Volume 7 • N. 1, São Paulo: Mackenzie, 2009. Disponivel em http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/cr/issue/view/49, acesso em 27/01/2013.
FISHER, David. O Pastor do Século 21. 1ª edição. São Paulo: Editora Vida, 1999.
MACDONALD, Gordon. Ponha Ordem em Seu Mundo Interior. Venda Nova, MG: Editora Betânia, 1988.
PETERSON, Eugene e DAWN, Marva. O Pastor Desnecessário: Descobrindo o Chamado. Rio de Janeiro: Textus, 2001.
PETERSON, Eugene e DAWN, Marva. O pastor Contemplativo. Rio de Janeiro:Textus, 2002.
JIN, Young Sun.A STUDY OF PASTORAL BURNOUT AMONG KOREAN-AMERICAN PASTORS A Thesis Project Submitted to Liberty Theological Seminary in partial fulfillment of the requirements for the degree DOCTOR OF MINISTRY  Lynchburg, Virginia May, 2009. Disponível em http://digitalcommons.liberty.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1165&context=doctoral,
WIERSBE, Warren W. A Crise de Integridade. 2ª impressão. São Paulo: Editora Vida, 1999.

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