Crescendo na graça e no conhecimento

Lições 4.o Trimestre 2013

Lições 4.o Trimestre 2013
Conselhos para a vida

Lição 1 - O Valor dos Bons Conselhos
Lição 2 - Advertências Contra o Adultério
Lição 3 - Trabalho e Prosperidade
Lição 4 - Lidando de Forma Correta com o Dinheiro
Lição 5 - O Cuidado com Aquilo que Falamos
Lição 6 - O Exemplo Pessoal na Educação dos Filhos
Lição 7 - Contrapondo a Arrogância Com a Humildade
Lição 8 - A Mulher Virtuosa
Lição 9 - O Tempo para Todas as Coisas
Lição 10 - Cumprindo as Obrigações Diante de Deus
Lição 11 - A Ilusória Prosperidade dos Ímpios
Lição 12 - Lança o teu Pão Sobre as Águas
Lição 13 - Tema a Deus em todo o Tempo

Comentarista:

José Gonçalves - Pastor, Professor de Teologia, Escritor e Vice-presidente da Comissão deApologética da CGADB; Comentarista das revistas de Escola Dominical da CPAD.

21 de junho de 2011

Igreja, Projeto de DEUS

           
Para que se realize qualquer propósito em nossas vidas se requer, antes de tudo, que façamos um planejamento das ações. A escolha de uma profissão, a criação de uma empresa, a formação de uma família, a mudança de emprego, uma viagem de férias ou a negócios, para se alcançar êxito, tudo que se inicia normalmente a partir do que foi planejado.
DEUS também tem Seus planos e propósitos, conforme destacou o pastor Lawrence Olson na obra O Plano Divino através dos Séculos:

Quando DEUS criou o Universo e todos os seres vivos, tinha em mente um plano que seria executado em lugares e  épocas por Ele determinados. Esse plano visa a glorificação do Seu nome em todo o universo e durante toda a eternidade. (Olson, 1989, p.11.)   
Destacadamente, o chamado plano da salvação do homem, plano este que se proclama, dissemina e consolida na Terra através do agente para consecução das ações divinas em si e para benefício de todos: a Igreja.
O Soberano Senhor que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há (Atos 4:24), elegeu um povo particular, a Igreja, para e levar ao mundo a Sua mensagem; indo mais além, celebrou com ela um pacto, uma aliança eterna, estabelecendo como condições o ouvir, obedecer e cumprir os Seus mandamentos, atender à Sua voz.
Para cumprir Seu projeto, DEUS inicialmente escolheu os filhos de Israel como propriedade peculiar dentre todos os povos, instrumentalizando-os como canal de bênçãos para proclamação de Sua Palavra à humanidade. Êxodo 19:5; Salmos 135:4.
Israel tornar-se-ia uma nação de sacerdotes. Os sacerdotes por sua vez têm o simples direito de viver em favor dos outros. Apresentar intercessões, ofertas e sacrifícios pelos pecados a DEUS em favor do povo israelita e das demais nações, ímpias, politeístas, idólatras.
Israel foi constituído como nação santa, separada dos povos para o fim específico de ser luz no meio de trevas e para servir de testemunho entre os povos (Êxodo 19:6). No entanto, a misericórdia divina para com um povo rebelde e contradizente, conforme considerou Paulo, muito embora todo o dia o Senhor lhe estendesse as mãos. (Romanos 10:21). Jesus Cristo, o Messias prometido, veio para os Seus, mas os Seus não o receberam (João 1:11).
E ainda hoje assim permanecem:
“DEUS lhes deu espírito de profundo sono: olhos para não verem e ouvidos para não ouvirem, até ao dia de hoje” (Romanos 11:8).
Em seu livro que trata da Missiologia, o Pastor Larry D. Pate assim define o quadro:

Israel, chamado para receber as bênçãos de Deus e cumprir uma missão especial entre as nações da terra, fracassou pela desobediência. Frustrou os propósitos de Deus, mas não os mudou. (Pate, 1987, p. 14.)

O plano de DEUS para resgate do homem que perdeu sua condição de liberdade quando da queda no Éden por conta da prática do pecado, continuou de pé: “Jesus projetou claramente a existência de uma sociedade de seus seguidores que daria aos homens seu evangelho”, conforme citação do pastor  Myer Pyerlman no livro Conhecendo as Doutrinas da Bíblia (Pearlman, 1997, p.213)
Com a rejeição do povo israelita, DEUS busca agora cumprir Seu propósito através da escolha de outro povo que cumpra a Sua vontade. Disse Moisés: “- Eu vos meterei em ciúmes com aqueles que não são povo, com gente insensata vos provocarei à ira”. (Romanos 10:19 e 20). Paulo explica esta situação:

Assim, desconhecendo a justiça de DEUS e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de DEUS, tropeçando na Rocha de escândalo e pedra de tropeço posta em Sião, Jesus Cristo, a quem crucificaram. (Romanos 10:3)

Desta forma DEUS elegeu dentre os gentios que não o buscavam nem o conheciam, um povo ao qual constituiu para realizar os Seus desígnios na Terra, cumprindo-se o profeta Isaías vaticinou: “Fui achado pelos que me não buscavam, fui manifestado aos que por mim não perguntavam”. Isaías 65:1.

Esta comunidade é a Eklesia, a Igreja.

Eklesia, Igreja no grego, que por sua vez é a tradução do hebraico qahal, na Septuaginta, ambas designam uma convocação. (Allen, 1988, p. 219), significa “uma assembleia dos chamados para fora”. (Pyerlman, 1997, p. 215)
O Pastor Elinaldo Renovato explica o sentido deste termo usado na antiga Grécia como uma convocação das pessoas para fora de suas casas a fim de participarem de uma assembleia de interesse público que deliberava acerca de importantes assuntos que afetariam as suas vidas. (Lima, 2003, p. 85)
O teólogo judeu argelino André Chouraqui interpreta o significado do termo qahal, que vem sempre acompanhado da palavra qodèsh na Bíblia hebraica, - onde aparece 112 vezes -, como uma comunidade consagrada ao serviço de Yavé Adonai. No caso da citação de Cristo a respeito da Igreja em Mateus 16.18 interpreta como a comunidade consagrada à edificação de Seu reino. (Chouraqui, 1996, p. 220). 
“A Igreja é a organização de Cristo sobre a terra”, proclamou o pastor Billy Graham (Graham, 1989, p. 201.). 
A eleição da Igreja, a assembleia dos santos, como povo de DEUS, aconteceu através da resposta positiva de um povo ao chamado do Senhor pelo princípio da fé. Agora não mais há distinção entre judeu e grego, uma vez que o mesmo DEUS é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam (Romanos 10:12; Gálatas 3:28; Colossenses 3:11).
Porque agora “todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”. Atos 2:21. Como muitos judeus não o receberam, concedeu aos cristãos o poder de serem feitos filhos de DEUS aos que creem em Seu nome (João 1:12), os quais formam a Igreja Vencedora, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios, chamando povo Seu ao que não era Seu povo; e amada, à que não era amada. Romanos 9:25. 
Na verdade dos dois povos o Senhor Deus fez um retirando o muro da separação. Efésios 2:14.  Agora não há judeu nem grego, pois todos são um em Cristo. Gálatas 3:28.
A Igreja ouviu o cântico de amor, deu crédito à pregação e atendeu ao Seu chamado, tornando-se partícipe do plano divino da salvação (Romanos 9:24 e 25).
Este Plano foi traçado há muito tempo: DEUS nos escolheu em Cristo antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor (Efésios 1:4); e recebermos por herança o Reino que nos está preparado desde a fundação do mundo. Mateus 25:34. Um plano eterno que se cumpre hoje.

Referências Bibliográficas:


ALLEN, Clifton. Comentário Bíblico Broadman: Novo Testamento. Editor Geral: Clifton J. Allen. Tradução de Adiel Almeida de Oliveira e Israel Belo de Azevedo. 3ª edição, Rio de Janeiro: JUERP, 1988, Vol. 8; 
Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida, Edição de 1995, Flórida-EUA: CPAD, 1999.
CHOURAQUI, André. A Bíblia – Matyah – O evangelho segundo Mateus. 1ª edição. Rio de Janeiro: 1996,    Imago Editora Ltda; 
GRAHAM, Billy. Paz com Deus. Tradução de Jorge Rosa. 3ª edição, Rio de Janeiro: JUERP, 1979;
LIMA, Elinaldo Renovato de. Aprendendo Diariamente com Cristo. 1ª edição. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
OLSON, Nels Lawrence. O Pano Divino através dos Séculos. 10ª edição, Rio de Janeiro: CPAD, 1989;
PATE, Larry D. Missiologia: a missão transcultural da Igreja. 1ª edição, São Paulo: Editora Vida, 1987;
PEARLMAN, Myer. Conhecendo as Doutrinas da bíblia. 25ª impressão,  São Paulo: Editora Vida, 1997.



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