Crescendo na graça e no conhecimento

Lições 4.o Trimestre 2013

Lições 4.o Trimestre 2013
Conselhos para a vida

Lição 1 - O Valor dos Bons Conselhos
Lição 2 - Advertências Contra o Adultério
Lição 3 - Trabalho e Prosperidade
Lição 4 - Lidando de Forma Correta com o Dinheiro
Lição 5 - O Cuidado com Aquilo que Falamos
Lição 6 - O Exemplo Pessoal na Educação dos Filhos
Lição 7 - Contrapondo a Arrogância Com a Humildade
Lição 8 - A Mulher Virtuosa
Lição 9 - O Tempo para Todas as Coisas
Lição 10 - Cumprindo as Obrigações Diante de Deus
Lição 11 - A Ilusória Prosperidade dos Ímpios
Lição 12 - Lança o teu Pão Sobre as Águas
Lição 13 - Tema a Deus em todo o Tempo

Comentarista:

José Gonçalves - Pastor, Professor de Teologia, Escritor e Vice-presidente da Comissão deApologética da CGADB; Comentarista das revistas de Escola Dominical da CPAD.

30 de março de 2010

Vocação Ministerial

Vocação, vem do latim vocare, ato de chamar ou invocar, intimação. A vocação eclesiástica parte primeiramente da vontade soberana de Deus que chama, separa e comissiona, conforme o chamado do próprio Jeremias:

"Assim veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta." Jer. 1.4-5.

Convocação de Deus

A princípio, atônito, Jeremias tenta argumentar, imagine, com o próprio Deus, tentando fugir do chamado. Semelhante a Jonas, porém com diferença de postura: Jonas ouviu o chamado: levanta-te, no sentido original, dispõe-te! Mas não deu ouvidos, fugiu! Tinha ele suas razões. Mas, o arrazoar do homem não muda a condição da necessidade do atendimento ao chamado, muito embora seja passível de ser ignorado. Não gosto muito desta expressão, mas a verdade é que paga-se o preço. Resistir ao chamado, nada mais doloroso é na vida do vocacionado; sofrer por atender ao chamado é melhor do que sofrer por não atendê-lo.

O lado de Deus diz: E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas.I Co 12.28. Vocação invariavelmente acompanhada dos devidos dons ministeriais.

O lado do homem diz: - Eis-me aqui, Senhor, envia-me a mim! (Isaías 6.8) Ou obstinadamente diz: não, não vou, não posso, não passo de uma criança (Jeremias 1.6), não sei falar, sou pesado de língua (Êxodo 4.10); sou o menor na casa de meu pai(Juízes 6.15).

Existe também o lado do anelo do homem, cada vez mais raros, em exercer o ministério: Quem deseja o episcopado, excelente obra deseja (I Timóteo 3.1), incentivou Paulo! Mas nem todos podem receber esta palavra.
O filho do pastor necessariamente não deve e nem pode ser cobrado a acompanhar os passos do pai. Muito menos ser “ungido” pelo “paistor” simplesmente para se manter na hierarquia eclesiástica, muito embora também podem ser alvo da convocação divina.

As riquezas por sua vez podem até comprar título e cargos, amizades, facilidades ministeriais, posições na estrutura de governo humana da organização, mas não conquistam a posição que vem da chamada e da unção de Deus. E muitos podem ter seus ministérios retardados, esquecidos ou não descobertos simplesmente porque não se usou do costume da igreja de orar antes de separa alguém para a obra do ministério.

Saudades das manhãs, tardes missionárias, vigílias despretensiosas que incendiavam corações com o fogo vivo da chama do Espírito igualmente a iluminar de forma clara os caminhos do homem a fim de atentar ao desejo de Deus em sua intimação do amor que nos constrange, nos motiva, nos deixa sem saída.

Vale lembrar que todos nós cristãos somos vocacionados. Não fostes vós que escolhestes a mim, mas eu que escolhi a vós (João 15.16), disse Jesus.

Mas, então, qual o sentido da chamada? Chamados fomos para sofrer, para alcançar degraus na hierarquia da igreja, para receber o título pomposo, para sair rumo afora sem destino, sem pousada? Os vocacionados são vocacionados, a exemplo de Jeremias, “para arrancar, e para derrubar, e para destruir, e para arruinar; e também para edificares e para plantares” (Jeremias 1.5).

Somos chamados para ir ao mundo e dar frutos(João 15.16); para anunciar as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (I Pedro 2.9); para anunciar o ano aceitável do Senhor (Lucas 4.19); para pregar o evangelho, as boas novas (Atos 13.32); para desconstruir estruturas psicológicas, emocionais montadas em valores passageiros e ativar o processo de reconstrução, removendo os entulhos do pecado, e construindo uma nova casa edificada sobre a rocha, que não cede aos ventos, mas serve de abrigo para ministrar as palavras de esperança de Jesus Cristo aos desconsolados, os desesperançados, os cansados, e assim cumprindo e dando sentido ao chamado de Deus.

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