Crescendo na graça e no conhecimento

Lições 4.o Trimestre 2013

Lições 4.o Trimestre 2013
Conselhos para a vida

Lição 1 - O Valor dos Bons Conselhos
Lição 2 - Advertências Contra o Adultério
Lição 3 - Trabalho e Prosperidade
Lição 4 - Lidando de Forma Correta com o Dinheiro
Lição 5 - O Cuidado com Aquilo que Falamos
Lição 6 - O Exemplo Pessoal na Educação dos Filhos
Lição 7 - Contrapondo a Arrogância Com a Humildade
Lição 8 - A Mulher Virtuosa
Lição 9 - O Tempo para Todas as Coisas
Lição 10 - Cumprindo as Obrigações Diante de Deus
Lição 11 - A Ilusória Prosperidade dos Ímpios
Lição 12 - Lança o teu Pão Sobre as Águas
Lição 13 - Tema a Deus em todo o Tempo

Comentarista:

José Gonçalves - Pastor, Professor de Teologia, Escritor e Vice-presidente da Comissão deApologética da CGADB; Comentarista das revistas de Escola Dominical da CPAD.

31 de março de 2010

Vocacionado ao Ministério do Ensino

A VOCAÇÃO AO ENSINO BÍBLICO

Conceito etimológico: Professor vem do latim professore, aquele que professa ou ensina uma ciência, uma arte ou uma disciplina.

Conceito atual - ENSINANTE: nome dado ao profissional que, em situação de rotina escolar, estabelece uma relação de aprendizado com os envolvidos. É o facilitador, mediador e por vezes, provocador da construção do conhecimento. Constrói coletivamente as normas de bem viver para que essa construção de novos saberes, realmente se dê de forma significativa.

Conceito teológico: Mestre, Doutor, aquele que ensina as verdades de Deus.

Características necessárias:

No contexto teológico, o ensino faz parte do rol dos dons ministeriais distribuído por Deus dentre os vocacionados em ministrar á Igreja com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para edificação do corpo de Cristo (I Co 12.28; Efésios 4.11).Os pastores, invariavelmente, precisam ser aptos para ensinar (I Tim. 3.2; II Tim 2.24).

Estes, seguindo o exemplo de Cristo, são formadores de discípulos multiplicadores, (II Tim 2.2), Como exemplo maior, podemos considerar os professores da EBD, mulheres e homens dados por Deus para instruir outros quanto às verdades da palavra de Deus em forma de ensinos e doutrinas em defesa da fé.

Vale lembrar mais uma vez: mestres, doutores, professores da EBD, são dados por Deus. Os talentos naturais contribuem para o enriquecimento do desenvolvimento da tarefa corroborando com o exercício do dom, jamais o substitui. O profeta Jeremias no contexto do vocacionamento pode ser usado como modelo fiel de mestre para a EBD.

Antes de tudo, o profeta das lágrimas tinha uma chamada específica para ministração da palavra (Jer. 1.4); não se vê em Jeremias, a exemplo de outros profetas, a manifestação extática ou operações de milagres; embora a revelação a Jeremias se observa através das visões, a expressão da mensagem se dá principalmente através Palavra (“Palavra do Senhor que veio a Jeremias”). Aliado às mensagens ministradas, o verbo se tornava vida na vida do profeta que, através das ações simbólicas, ensinava com autoridade porque praticava o que ensinava.

O apóstolo Paulo por sua vez exortava aos outros que praticassem o que ele ensinava atentando antes para o que fazia e assim ensinava. Ensino pelo exemplo: O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco (Filipenses 4.9). Até porque os mestres serão objeto de um rigor mais severo quando do juízo. (Ler Tiago 1.22; 3.1)

Este mesmo Paulo exortou o jovem pastor Timóteo a persistir em ler, exortar e ensinar. A máxima "abre a boca e eu a encherei" não pode ser tida como regra geral para o professor da EBD. Mesmo com o dom da Palavra e vocacionado pelo Senhor para este ministério, é preciso ler, meditar pesquisar, estudar, de maneira sistemática, persistente, para assim ensinar. (I Tim 4.13)

A isto chama Paulo de dedicação, esmero ao ensino (Rom 12.7) Este esmero pode ser expresso na prática através do estudo da lição, com antecedência, buscando fontes de conhecimento além do espaço naturalmente limitado da lição, a fim de se ter uma visão ampla do assunto a ser comentado, mantendo a coerência de jamais fugir do contexto da lição.

Este esmero também se expressa quanto à fidelidade do ensino que deve ser essencialmente bíblico. A Escola não é apenas Escola Dominical. A Escola é Bíblica. È dominical apenas quando na dimensão do tempo. Poderia ser quinzenal mensal, diária. O fundamental é que seja bíblica e, assim, torna-se relevante.

Um reflexo da dedicação também se observa quando da avaliação, pelo professor e/ou superintendentes, do perfil de sua classe para que se possa garantir a eficácia do ensino, bem como se evita alguns dissabores. Com mesmo cuidado que Paulo tinha como rebanho, expresso na orientação a Timóteo: Não repreendas asperamente os anciãos, mas admoesta-os como a pais; aos moços como a irmãos; As mulheres idosas, como a mães, às moças, como a irmãs, em toda a pureza. Honra as viúvas que verdadeiramente são viúvas (I Tim. 5.1-3). Assim ocorre a empatia do mestre com o aluno, movido pelo amor em Cristo, e o consequente anelo pelo cuidado com a ovelha do Senhor, levando a instruir com fidelidade, dedicação, paciência, sabedoria e perseverança.

Por fim, o professor tem como recompensa encontrar o discípulo praticando o que aprendeu e ensinando a outros, dando frutso, multiplicando saberes. Assim, até a volta de Cristo, aprendentes/ensinantes seguem de mãos dadas, crescendo na graça e no conhecimento de Cristo (II Pe. 3.18) alcançando a estatura de varão perfeito (Efésios 4.13).

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