Crescendo na graça e no conhecimento

Lições 4.o Trimestre 2013

Lições 4.o Trimestre 2013
Conselhos para a vida

Lição 1 - O Valor dos Bons Conselhos
Lição 2 - Advertências Contra o Adultério
Lição 3 - Trabalho e Prosperidade
Lição 4 - Lidando de Forma Correta com o Dinheiro
Lição 5 - O Cuidado com Aquilo que Falamos
Lição 6 - O Exemplo Pessoal na Educação dos Filhos
Lição 7 - Contrapondo a Arrogância Com a Humildade
Lição 8 - A Mulher Virtuosa
Lição 9 - O Tempo para Todas as Coisas
Lição 10 - Cumprindo as Obrigações Diante de Deus
Lição 11 - A Ilusória Prosperidade dos Ímpios
Lição 12 - Lança o teu Pão Sobre as Águas
Lição 13 - Tema a Deus em todo o Tempo

Comentarista:

José Gonçalves - Pastor, Professor de Teologia, Escritor e Vice-presidente da Comissão deApologética da CGADB; Comentarista das revistas de Escola Dominical da CPAD.

27 de dezembro de 2009

A ESPERANÇA VENCEU A ESPERANÇA!

“A esperança venceu o medo”. Acredito que esta tenha sido a frase de maior impacto após a primeira eleição do atual Presidente da República, pronunciada após a confirmação de sua primeira eleição, em 2002.
Uma declaração de sentido semelhante, porém de abrangência e significado muito maior, foi expressa pelo Apóstolo Paulo em sua carta aos Romanos 4.18 quando afirmou categoricamente que Abraão, o Pai da fé, em esperança, creu contra a esperança, de que seria pai de uma grande multidão. A esperança venceu a esperança.
A esperança venceu a esperança!
A interpretação do texto nos faz entender que se trata de dois tipos de esperança.
Uma é a esperança terrena, limitada e que se acaba. A esperança no dinheiro que resolve todas as coisas, a esperança no político e suas eternas promessas; a esperança no parente abastado que vai nos socorrer nos momentos de crise; a esperança no cartão do plano de saúde; a esperança que o filho da escrava seria a solução para a crise familiar.
Este é tipo de esperança que se acaba como lamentou o profeta Jeremias em suas lamentações (Lam. 3.18): “Já pereceu a minha força, como também a minha esperança no Senhor”. A esperança terrena acaba.
E o que esperam os cristãos dos tempos pós-modernos?
Paulo alertou para o perigo de termos esperanças na atuação de Cristo somente para as coisas desta vida. Assim sendo, seríamos os homens mais infelizes desta vida (1Co 15.19).
E como se prega hoje em dia a respeito de triunfalismo, prosperidade, confissão positiva. Entregam-se chaves de casa, carro, abrem-se portas de emprego, decreta-se vitória sobre os problemas. E assim se configura um tipo vida espiritual baseada na esperança que um dia vai perecer, esquecendo-se da perspectiva do porvir.
O amigo de Deus, Abraão, também teve estes momentos de esperança no aqui e agora. Movidos pela racionalidade, desce ao Egito em busca da sobrevivência e quase perde a esposa (Gên.12.10-20); quando deita com a escrava e dela gera um filho que depois seria motivo de conflitos familiares (Gên.16.1-16; 21.9-20). Esperanças que se perderam diante das circunstâncias. Mas continuou sua marcha de fé e de esperança.
Então, o que fazer enquanto esperamos ?
Paulo, novamente, encoraja os demais irmãos a respeito de se ter uma nova perspectiva quanto ao futuro após esta vida. “Não sejais como os demais que não tem esperança” (I Tess. 4.13-18). Crer que, após esta vida, existe a certeza da ressurreição em Cristo Jesus, uma viva esperança para nós conquistada pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos (I Pe.1.3) Abraão não enfraqueceu, creu na promessa e isto lhe foi imputado como justiça (Rom. 4.19-22; Gên. 15.6). Quando lamentava diante da perspectiva de morrer e não deixar herdeiro, o Senhor se lhe apresenta e promete-lhe um herdeiro, apesar da sua idade avançada conjugada com a esterilidade de Sara, sua esposa (Gên. 15.1-6). Abraão creu. A esperança viva nasceu. No tempo determinado pelo Senhor, Isaque nasceu ! (Gên. 17.21; 18.11-14; 21.1-8)
Assim, a exemplo de Abraão, é preciso manter acesa a chama da esperança que não perece. Mesmo nos momentos mais difíceis. Quando Deus desafiou Abraão a sacrificar o filho da promessa, ele não titubeou (Gên. 22.1 e 2); como não vacilou quando convocado para deixar a terra da sua parentela e partir sem rumo para uma terra longínqua (Gên. 12.1).
Ao pé do monte do sacrifício, o patriarca se despediu dos seus servos, confessando a sua viva esperança: “E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o mancebo iremos até lá; depois de adorarmos, voltaremos a vós”. (Gên.22.5). Mas como seria isso se o menino seria a própria oferta a Deus? Onde está o cordeiro para o holocausto, perguntou inocentemente Isaque ao pai, Abraão, que lhe respondeu com a confiança que o colocou na galeria dos heróis da fé: O Senhor proverá para si o cordeiro para o holocausto. (Gên.22.7-8) E o Deus da Providência, Jeová Jiré, assim o fez (Gên.22.12-14).

O profeta Jeremias aguardou em silêncio, humilhou-se (Lam. 3.26 e 29), e bradou contra as circunstâncias trazendo à lembrança algo que poderia lhe restituir a esperança: “as misericórdias do senhor são a causa de não sermos consumidos, pois as suas misericórdias são eternas (Lam. 3.21 e 22) Aleluia!
Hoje vivemos dias de inversão de perspectivas quando se pensa que esta vida dura para sempre e que a vida eterna não passa de uma verdade fantasiosa quando não uma utopia, ou pior, quando muitos afirmam que a vida não passa desta vida.
“Porque muitos há que são inimigos da cruz de Cristo; cujo fim é a perdição; cujo deus é o ventre; e cuja glória assenta no que é vergonhoso; os quais só cuidam das coisas terrenas.” Fil. 3.18-19
Daí a razão desta maneira de crer afetar profundamente o nosso modus vivendi a ponto de se anularem os esforços de evangelizar, pregar, fazer missões. Para estes a vida se resume a comer, beber, casar-se e dar-se em casamento: Mateus 34.27-39.
Outros, porém, a exemplo de Paulo (mais uma vez!), tem a esperança de alcançarem a pátria futura, que está nos céus, donde também aguardam o Salvador, o Senhor Jesus Cristo,
que transformará o corpo da nossa humilhação, para ser conforme ao corpo da sua glória, segundo o seu eficaz poder de até sujeitar a si todas as coisas. Fil. 3.20 e 21.
Alimentando a esperança que não traz confusão, Paulo cria que viver ou morrer não fazia diferença visto que Cristo seria engrandecido no seu corpo, seja pela vida, seja pela morte. Fil. 1.20.
E bradou a vitória da esperança contra esperança:
“Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro. Mas, se o viver na carne resultar para mim em fruto do meu trabalho, não sei então o que hei de escolher. Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor”. Fil. 1.19-23..
É melhor estar com Cristo mas, naquele momento, o mais necessário é fazer missões pregar a Palavra para ganhar almas para o Reino de Deus. Este era o seu sentido de vida na Terra.
Assim, a esperança vence e continuará sempre a vencer a esperança ! Amém.

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