Crescendo na graça e no conhecimento

Lições 4.o Trimestre 2013

Lições 4.o Trimestre 2013
Conselhos para a vida

Lição 1 - O Valor dos Bons Conselhos
Lição 2 - Advertências Contra o Adultério
Lição 3 - Trabalho e Prosperidade
Lição 4 - Lidando de Forma Correta com o Dinheiro
Lição 5 - O Cuidado com Aquilo que Falamos
Lição 6 - O Exemplo Pessoal na Educação dos Filhos
Lição 7 - Contrapondo a Arrogância Com a Humildade
Lição 8 - A Mulher Virtuosa
Lição 9 - O Tempo para Todas as Coisas
Lição 10 - Cumprindo as Obrigações Diante de Deus
Lição 11 - A Ilusória Prosperidade dos Ímpios
Lição 12 - Lança o teu Pão Sobre as Águas
Lição 13 - Tema a Deus em todo o Tempo

Comentarista:

José Gonçalves - Pastor, Professor de Teologia, Escritor e Vice-presidente da Comissão deApologética da CGADB; Comentarista das revistas de Escola Dominical da CPAD.

28 de dezembro de 2012

APOSTASIA


OS PASSOS PARA A APOSTASIA

A apostasia (no grego apostásis, afastamento), caracteriza-se pelo abandono premeditado e consciente da fé cristã. Não se trata portanto de uma queda por motivo de um pecado de maneira inconsciente por falta de vigilância, por exemplo. Trata-se neste caso de uma rejeição e negação deliberada da fé, de maneira consciente.

Mas como acontece o processo de apostasia? Começa com uma onda ! Um dos caminhos que podem conduzir à apostasia consiste em dar ouvidos aos falsos mestres.
Mas, como alguém que serve a Deus pode se deixar levar por falsos argumentos?  Primeiramente rejeitando a orientação da Palavra de Deus e assim deixando de crescer na graça e no conhecimento do Senhor, não  mais meditar na Sua palavra, deixar de conferir com a Palavra os ensinos que recebe.e buscar fontes alternativas de águas rotas.
Para tentar exemplificar, lembrei-me de um filme aparentemente despretensioso que assisti na década de 80 (muitos dos meus alunos sequer haviam nascido). O filme se chama The Wave - A Onda - , produzido em 1981 e depois feito uma nova versão em 2008 (esta última não tive oportunidade de ver). Uma versão pode ser encontrada no link abaixo:

O filme é baseado em uma experiência pedagógica real aplicada por Ron Jones, professor de História  da Cubberley High School em Palo Alto, Califórnia, em 1967, ao ministrar sobre as políticas da Alemanha nazista e suas consequências. No início das aulas da disciplina, surgiu o seguinte questionamento: Como o povo alemão deixou isto acontecer ? Como se deixou levar pelos argumentos dos líderes a ponto de se tornarem coniventes com os atos praticados pelos nazistas.
Durante a semana seguinte, o professor começou a mobilizar os alunos do colégio, formando uma comunidade sob sua liderança, baseado na força, poder e sucesso pela disciplina. O resultado? Bem, o final do filme tem um desfecho surpreendente que pode nos esclarecer como ocorre um processo de manipulação e, no caso do relacionamento com Deus, levar as pessoas à apostasia.

As Diferenças Entre o Cair e o Apostatar

Uns encurvam-se e caem, mas nós nos levantamos e estamos de pé. Salmo 20.8

O cair em alguma falta não deve fazer parte da caminhada natural do cristão. Mas, em sua falibilidade, pode se lhe ocorrer algum percalço (pisar na bola). A falta de vigilância pelas práticas devocionais da oração, jejum, meditação na Palavra, momentos de fragilidade emocional,estresse, hábitos não completamente vencidos, negligência à prática dos ensinos recebidos, falta de atendimento aos conselhos do pastor, dos pais, da esposa, dos próprios filhos; enfim, inúmeras causas podem corroborar para a queda.
Às vezes, sequer percebemos quando enredamos por tais práticas. Nada, porém, justifica tais atitudes. Porém o levantar para a retomada da caminhada sempre está disponível pelo arrependimento. Bem aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro. (Apocalipse 7.14; 22.14)
O apostatar por sua vez ultrapassa os limites do mal praticado por ignorância, negligência ou descuidado. Torna-se, como o sentido da palavra original sugere, em atitude deliberada, intencional, opção refletida e tomada não apenas sob a influência do engano, mas uma escolha consciente de associação a este engano; não se caracterizando com uma falha pontual, mas uma tomada de posição de rebelião consciente contra Deus, sua Palavra e também contra quem professa a fé.
O homem caído sente a dor das feridas do tropeço; o apóstata se satisfaz em promover, incentivar e aceitar esta queda provocada pelo ensino de doutrinas de demônios.
O caído muitas vezes chora e geme anelando voltar à restauração da comunhão com Deus (veja o Salmo 51) enquanto que o apóstata quer distância de Deus. Um está desviado por ceder à determinadas circunstâncias; o outro é desviado por opção.
Quando se está caminhando, sem se observar o caminho, corremos o risco de tropeçar em pedra. Quando isto acontece, ficamos feridos, doloridos sujamos as vestes, mas imediatamente nos levantamos e nos pomos de pé. Isto é o cair.
Os apóstatas por sua vez deliberadamente, passo a passo se encurvam diante dos ensinos e doutrinas e falsos mestres que lhes conduzem ao caminho da apostasia em um processo contínuo e muitas vezes irreversível, tornando-se igual ou pior do que eles.
Aos caídos devemos demonstrar compaixão, visto que estamos sujeitos ás mesmas paixões, e estender as mãos; aos apóstatas, conforme a orientação de Judas, “apiedai-vos de alguns, usando de discernimento; E salvai alguns com temor, arrebatando-os do fogo, odiando até a túnica manchada da carne.”  Precisamos no entanto condenar suas práticas e guardando-nos a nós mesmos e ao rebanho de sua influência maligna, e outros até evitar..
"Pois a terra que embebe a chuva, que cai muitas vezes sobre ela, e produz erva proveitosa para aqueles por quem é lavrada, recebe a bênção da parte de Deus;  mas se produz espinhos e abrolhos, é rejeitada, e perto está da maldição; o seu fim é ser queimada." Hebreus 6.7 e 8.
"Porque é impossível que os que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus, e os poderes do mundo vindouro, e depois caíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; visto que, quanto a eles, estão crucificando de novo o Filho de Deus, e o expondo ao vitupério". Hebreus 6.4 a 6.
Porém, confirmados pelo Senhor são os passos do homem em cujo caminho ele se deleita; ainda que caia, não ficará prostrado, pois o Senhor lhe segura a mão. Salmo 37.23-24.
Ao passo que os apóstatas que deliberadamente caíram e ficaram prostrados em seus conceitos e valores, sem dar lugar a palavra de exortação ao arrependimento, crucificam para si mesmos o filho de Deus, expondo-o à ignomínia, sendo impossível serem renovados para o arrependimento. Hebreus 6.6.

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