Crescendo na graça e no conhecimento

Lições 4.o Trimestre 2013

Lições 4.o Trimestre 2013
Conselhos para a vida

Lição 1 - O Valor dos Bons Conselhos
Lição 2 - Advertências Contra o Adultério
Lição 3 - Trabalho e Prosperidade
Lição 4 - Lidando de Forma Correta com o Dinheiro
Lição 5 - O Cuidado com Aquilo que Falamos
Lição 6 - O Exemplo Pessoal na Educação dos Filhos
Lição 7 - Contrapondo a Arrogância Com a Humildade
Lição 8 - A Mulher Virtuosa
Lição 9 - O Tempo para Todas as Coisas
Lição 10 - Cumprindo as Obrigações Diante de Deus
Lição 11 - A Ilusória Prosperidade dos Ímpios
Lição 12 - Lança o teu Pão Sobre as Águas
Lição 13 - Tema a Deus em todo o Tempo

Comentarista:

José Gonçalves - Pastor, Professor de Teologia, Escritor e Vice-presidente da Comissão deApologética da CGADB; Comentarista das revistas de Escola Dominical da CPAD.

17 de fevereiro de 2010

SANTIDADE - Lição 08

Pouco Se tem falado a respeito de santidade nestes últimos dias. Deixamos os dias negros do radicalismo em que o cristão deveria se isolar de tudo e de todos para se preservar santo; tudo antes era pecado.
Em algumas igrejas, os cultos de doutrina de décadas passadas enfocavam o rigor das ordenanças do tipo não toques, não proves, não manuseies, segundo os preceitos dos homens. O apóstolo Paulo constatou que tais práticas baseadas no ascetismo, na verdade, têm alguma aparência de sabedoria em culto voluntário, humildade fingida, e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum no combate contra a satisfação da carne.
Todas estas coisas hão de perecer pelo uso, vaticinou o apóstolo (leia Colossenses 2.21 a 23)
Agora vivemos uma nova realidade não menos preocupante: o liberalismo sem fronteiras onde tudo pode, nada é pecado. Assim, valores de aparência exterior agora caem pelo desuso e muitos ficam sem referencial; os pais de hoje aproveitam para pegar carona em uma liberação das práticas humanas a ser aplicada aos filhos que agora estão “livres” para andarem, viverem e fazerem muitas vezes coisas que ultrapassam o simples cuidado para com usos e costumes e aderem ao conceito do “não faz mal” em tudo.
Onde fica a fronteira do nada pode e do liberou geral ? Simples . Na harmonia que existe nos preceitos bíblicos interpretados a luz da inspiração do Espírito Santo e ratificados pela própria consciência quer nos defendendo, quer nos acusando.
Vale lembrar que santidade parte de um coração puro, que gera motivações que agradam a Deus, ao nos aproximarmos cada vez mais de Deus. Assim aconteceu com Moisés quando da visão da sarça ardente. Tira a sandália dos teus pés porque a terra que estás a pisar é terra santa, aconselhou o Senhor. Agora Moisés estava entrando no terreno da comunhão com Deus, do estreitamento das relações com o seu Senhor. A partir daí, o homem de Deus deveria se apresentar diante do seu Deus desprovido de qualquer barreira que os separasse. Tira as sandálias, separar-se de uma prática para estar separado para Deus e assim voltar ao meio do povo para cumprir seu ministério.
Jesus foi conduzido pelo Espírito para ser tentado pelo diabo; venceu as tentações e não ficou isolado no deserto. Ao contrário, desceu ao encontro das ovelhas perdidas da casa de Israel, comendo com publicanos e pecadores, confrontando-lhes as práticas de vida de modo a influenciar suas atitudes. Algumas práticas consideradas proibidas pelos fariseus, Jesus derrubou ao passo que os desafiou a limpeza interior de onde provém a geração de todos os males humanos, algo mais desafiador e transformador que o lavar de mãos e limpar os pratos.
Moisés conviveu quarenta anos com um povo indolente, confrontando-os e conduzindo-os à terra prometida, envolvido de tal forma com eles sem no entanto se contaminar com suas práticas; Jesus sentava, conversava, convivia com os pecadores sem o menor constrangimento, levando-lhes a perspectiva do Reino de Deus que os libertaria do poder do pecado e das trevas, sujou os seus vestidos tintos de sangue, sem no entanto se contaminar com os seus pecados. Santidade é estar distante do pecado e próximo do pecador, como óleo e água juntos que, no entanto, não se misturam. E sempre perto, muito perto do Senhor.

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