Crescendo na graça e no conhecimento

Lições 4.o Trimestre 2013

Lições 4.o Trimestre 2013
Conselhos para a vida

Lição 1 - O Valor dos Bons Conselhos
Lição 2 - Advertências Contra o Adultério
Lição 3 - Trabalho e Prosperidade
Lição 4 - Lidando de Forma Correta com o Dinheiro
Lição 5 - O Cuidado com Aquilo que Falamos
Lição 6 - O Exemplo Pessoal na Educação dos Filhos
Lição 7 - Contrapondo a Arrogância Com a Humildade
Lição 8 - A Mulher Virtuosa
Lição 9 - O Tempo para Todas as Coisas
Lição 10 - Cumprindo as Obrigações Diante de Deus
Lição 11 - A Ilusória Prosperidade dos Ímpios
Lição 12 - Lança o teu Pão Sobre as Águas
Lição 13 - Tema a Deus em todo o Tempo

Comentarista:

José Gonçalves - Pastor, Professor de Teologia, Escritor e Vice-presidente da Comissão deApologética da CGADB; Comentarista das revistas de Escola Dominical da CPAD.

23 de fevereiro de 2010

O cuidado de Deus para com os pobres - Lição 09 - Parte 02


"Não escolheu Deus os que são pobres quanto ao mundo para fazê-los ricos na fé e herdeiros do reino que prometeu aos que o amam ?" Tiago 2.5

A soberania do Senhor Deus está sobre todas as coisas e pode ser evidenciada através das suas escolhas. Escrevendo aos coríntios em sua primeira carta, Paulo destaca:"... , Deus escolheu as coisas loucas do mundo para confundir os sábios; e Deus escolheu as coisas fracas do mundo para confundir as fortes; e Deus escolheu as coisas ignóbeis do mundo, e as desprezadas, e as que não são, para reduzir a nada as que são; para que nenhum mortal se glorie na presença de Deus." 1 Co. I.27-29.

No estabelecimento da Lei do Pacto dada por Deus ao povo através de Moisés (Êxodo 20:21 a 23:33), Jeová estabeleceu garantias de práticas dos judeus em beneficência aos estrangeiros, às viúvas, órfãos, aos escravos, aos órfãos e aos pobres. Êxodo 22:21-27; 23.6-8; 10-11, ...)

A justiça de Deus nos leva a entender o porquê desta distinção. Deus conhece a condição de cada um; e que tipo de relações com as riquezas ele pratica. A dádiva das riquezas proporciona bem estar e segurança de vida aos bem afortunados; o pobre por sua vez em sua maioria só recebe males.(leia Lucas 16.19-25) Assim não tendo confiança nas riquezas, aos pobres é dada a possibilidade de se voltarem para Deus e se tornarem ricos na fé. A ausência dos recursos materiais leva o homem à possibilidade de voltar os olhos para Deus e depender inteiramente de sua providência.

Esta dependência produz experiências com Deus que encaminha para a riqueza da prática da fé. E a conseqüente visão do porvir em detrimento da dependência das riquezas terrenais passageiras.

Jesus, ao ser indagado se Ele seria o messias prometido, mandou avisar a João Batista: Aos pobres é anunciado o evangelho. Analisando este texto, o Comentário Broadman ressalta que “Jesus fez da pregação do evangelho aos pobres, e não dos milagres, a sua obra culminante” ( 1988, vol. 8, p. 180). Conforme predito em Isaías 61.1 e 2 e ratificado pelo próprio Cristo ao ler o livro na sinagoga: "O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e para proclamar o ano aceitável do Senhor. E fechando o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele. Então começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta escritura aos vossos ouvidos." (Lucas 4.18-21)

A pregação aos pobres, cativos e deserdados da sociedade encontrava nestes a resposta imediata produzindo o efeito transformador que só o evangelho pode produzir, evidenciando a inauguração do tempo aceitável do Senhor. Aleluias !
O evangelho, conforme o Comentário Broadman (1987, vol.9, p. 63), “é dirigido àqueles cuja única esperança é que Deus aja em seu favor. As boas novas são o descobrimento de que de fato é isto que Deus está fazendo.”

Vale ressaltar neste momento que é preciso evitar as posições extremadas e distorcidas quando alguns afirmam que pobreza é sinal de maldição e pecado na vida; e que o cristão fiel não passa por dificuldades. Passa mas vence pela graça de Deus.

O outro extremo é dizer que ter riquezas é pecado. Na verdade o amor da riqueza é que é a raiz de toda a espécie de males. I Tim. 6.10. E esta cobiça pode alcançar a todos, ricos e pobres.

Paulo aconselha aos ricos deste mundo “que não sejam altivos, nem ponham a sua esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que nos concede abundantemente todas as coisas para delas gozarmos; que pratiquem o bem, que se enriqueçam de boas obras, que sejam liberais e generosos, entesourando para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a verdadeira vida”. I Tim. 6.17-19.

O equilíbrio está na tranquililidade da oração nas palavras de Agur, filho de Jaqué de Massá: "não me dês nem a pobreza nem a riqueza: dá-me só o pão que me é necessário." Provérbios 30.8

A minha porção acostumada é diferente da porção do diretor da multinacional, do catador de lixo, e assim cada um se contenta com sua porção. Não significa resignação e inoperância em buscar melhores condições; significa se contentar com o nosso soldo, que pode melhorar ou piorar, não importa. ( Veja Lucas 3.14; Filipenses 4.11-13.)

A realidade maior e melhor é que o tempo da visitação de Deus alcança o pobre preferencialmente mas também alcança os pobres de espírito, aqueles que não depositam as suas confianças nas riquezas. O evangelho não é apenas social, como podem argumentar alguns. O evangelho é integral e alcança a todos quantos lhe derem ouvidos. O evangelho, pregado aos pobres, aponta para um reino prometido aos que amam a Deus. Ricos para com Deus, pois entesouram tesouros nos céus.Mateus 6.19-21.

Bibliografia:


ALLEN, Clifton. Comentário Bíblico Broadman: Novo Testamento. Editor Geral: Clifton J. Allen. Tradução de Adiel Almeida de Oliveira e Israel Belo de Azevedo. 2.a Ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1988, Vol 8, p. 180;

______________ Comentário Bíblico Broadman: Novo Testamento. Editor Geral: Clifton J. Allen. Tradução de Adiel Almeida de Oliveira e Israel Belo de Azevedo. 2.a Ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1987, Vol 9, p. 63.

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