Crescendo na graça e no conhecimento

Lições 4.o Trimestre 2013

Lições 4.o Trimestre 2013
Conselhos para a vida

Lição 1 - O Valor dos Bons Conselhos
Lição 2 - Advertências Contra o Adultério
Lição 3 - Trabalho e Prosperidade
Lição 4 - Lidando de Forma Correta com o Dinheiro
Lição 5 - O Cuidado com Aquilo que Falamos
Lição 6 - O Exemplo Pessoal na Educação dos Filhos
Lição 7 - Contrapondo a Arrogância Com a Humildade
Lição 8 - A Mulher Virtuosa
Lição 9 - O Tempo para Todas as Coisas
Lição 10 - Cumprindo as Obrigações Diante de Deus
Lição 11 - A Ilusória Prosperidade dos Ímpios
Lição 12 - Lança o teu Pão Sobre as Águas
Lição 13 - Tema a Deus em todo o Tempo

Comentarista:

José Gonçalves - Pastor, Professor de Teologia, Escritor e Vice-presidente da Comissão deApologética da CGADB; Comentarista das revistas de Escola Dominical da CPAD.

17 de outubro de 2011

COMBATENDO O BOM COMBATE 2


Portanto quem nos irá separar do amor de Cristo? Quem impedirá o agir de DEUS em favor da Igreja? (Isaías 43:13) Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Romanos 8:35.

Atualmente quais os inimigos da obra de Deus que podemos apontar e quem intentam separar o cristão do Seu Senhor? Seria o pós-modernismo  relativista e amoral que invadir nossas igrejas? O fanatismo religioso suicida que pega nas armas, mata inocentes e persegue os cristãos? O DEUS mercado que valoriza mais o ter em detrimento do ser? O posicionamento politicamente correto que faz concessões a tudo, deixando brechas nos muros?
Não seriam as pelejas entre nós em busca de quem manda mais, pode mais, sabe mais, movidos pela sede de poder em uma igreja local ou em uma guerra interdenominacional dissimulada, um mau combate?  
Ou seria o antigo rigor ascético das ordenanças, tais como: “não toques, não proves, não manuseies, as quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens?” Colossenses 2:21.
Ou então o ascetismo, o isolamento do mundo como eremitas que fez com que a Igreja perdesse seu poder de influência no meio da sociedade?  Como, se existe a necessidade primordial de se viver em um contexto social em constante mudança, não diria evolução, quando os valores morais estão sendo relegados ou pior “renovados” ? 
Em face disto, precisamos de discernimento para nos separar não do mundo mas sim de sua influência pecaminosa, não simplesmente nos isolando e achando que tudo é pecado, mas examinando tudo e retendo o que é bom (1 Tessalonicenses 5:21), sem concessões para o pecado. Pecado é pecado, e ponto final.  
           Esta geração se encontra diante de um desafio maior. Enquanto uns poucos militam contra as trevas tentando defender a fé em regimes totalitários e anticristãos, a maior parte dos membros hoje sofre o perigo da sedução do engano do pecado da acomodação  às conveniências político-econômico-sócio-culturais.
O moderno, mas bem antigo entendimento do não faz mal, do agora vale tudo, com suas argumentações piegas de que Jesus só quer o coração ou, isso é coisa do passado, tenta nos convencer.
René Padilla, escritor que trata de assuntos ligados à missão integral da Igreja,  aponta a verdadeira frente de batalhada Igreja:

A igreja de Jesus Cristo está envolvida num conflito contra os poderes do mal entrincheirados nas estruturas ideológicas que desumanizam  o homem, condicionando-o para que relativize o absoluto e absolutize o relativo. (Padilla, 1992, p. 63).

A escritora e filósofa Nancy Pearcey, por sua vez, trata desta mesma luta tendo como pano de fundo os estudos da visão de mundo que temos, a cosmovisão e o ambiente cultural, em seu livro Verdade Absoluta: libertando o cristianismo do seu cativeiro cultural, explicando a esta necessidade, para se transformar o mundo.

O profeta Malaquias protestou contra o relativismo moral da sua época, dizendo:

Porque, quando trazeis animal cego para o sacrificardes, não faz mal! E, quando ofereceis o coxo ou o enfermo, não faz mal! Ora, apresenta-o ao teu príncipe; terá ele agrado em ti? Ou aceitará ele a tua pessoa? — diz o SENHOR dos Exércitos.  Malaquias 1:8.

Por sua vez a real necessidade de se fazer de judeus para ganhar os judeus e, assim por diante (1 Coríntios 9:20), não pode servir de cena para absorver a ideia de muitos estarem abrindo igrejas para atenderem a todo tipo de gosto com um produto ou prestação de serviço que busca alcançar um segmento de mercado.

No final da década de 80, Warren W. Wiersbe denunciou que nos últimos anos, devido a crise de integridade (Wiersbe, 1889, p. 42), “a igreja tem tido celebridades demais e servos de menos, um número demasiado de pessoas com muitas medalhas e cicatrizes de menos.”
            A Igreja através da sua liderança não pode se esquivar de ministrar todo o conselho de Deus:

Cuidai pois de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele adquiriu com seu próprio sangue. Eu sei que depois da minha partida entrarão no meio de vós lobos cruéis que não pouparão rebanho, e que dentre vós mesmos se levantarão homens, falando coisas perversas para atrair os discípulos após si.
Portanto vigiai, lembrando-vos de que por três anos não cessei noite e dia de admoestar com lágrimas a cada um de vós. Agora pois, vos encomendo a Deus e à palavra da sua graça, àquele que é poderoso para vos edificar e dar herança entre todos os que são santificados. Atos 20:28-32.

Essa é nossa luta. Combater o bom combate. 2 Timóteo 4:7.
Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou, parafraseando São Paulo. Romanos 8:37. O segredo está em se fortalecer no Senhor e na força do seu poder. Efésios 6:10. Tomando toda a armadura de DEUS para poder estar firmes contra as astutas ciladas do diabo; e resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. Efésios 6.11,13.
Paulo cantou assim o brado de vitória contra todo o mal: 

"Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os  anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de DEUS, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor." Romanos 8.38 e 39.  

E, ao final da sua jornada como apóstolo dos gentios, convicto de que cumpriu sua missão terrena, não temeu declarar que combateu o bom combate, acabou a carreira e guardou a fé. 2 Timóteo 4:7
 Escrevendo à Igreja da Galácia, Paulo expressou aos irmãos a grande luta que vinha mantendo por eles. E deixou o ensino ratificado pelo exemplo: - O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o DEUS da paz será convosco. Filipenses 4:9. Aponto de se apresentar como exemplo a ser seguido: - Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo. Coríntios 11:1
Contextualizando o evangelho de Cristo para este tempo, esta geografia, este modus vivendi,  sem corromper a verdade da doutrina, sem concessões. 
Pura ortodoxia, conforme o pensamento de G.K. Chesterton, filósofo cristão inglês da primeira metade do séc. XX, que defendeu a posição ortodoxa da Igreja, e declarou:

“A Igreja não poderia se dar ao luxo de ceder um milímetro em alguns pontos, se quisesse continuar seu grande e ousado experimento do equilíbrio irregular.” (Chesterton, 2008, p.166)

Para continuar firmes na peleja, precisamos confiar em Cristo Jesus, lembrando sempre que “todo aquele que é nascido de Deus não vive pecando; antes o guarda aquele que nasceu de Deus, e o Maligno não lhe toca.” I João 5.18. 

Referências Bibliográficas:

CHESTERTON, G.K. Ortodoxia. Tradução de Almiro Pizzeta. 1a edição, 4a reimpressão. São Paulo: Mundo Cristão, 2008.
PADILLA, René C. Missão Integral: Ensaios sobre o reino e a igreja. 1ª edição, São Paulo: FTL-B Temática, 1992.
WIERSBE, Warren W. A Crise de Integridade. 2ª impressão. São Paulo: Editora Vida, 1999.



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