Crescendo na graça e no conhecimento

Lições 4.o Trimestre 2013

Lições 4.o Trimestre 2013
Conselhos para a vida

Lição 1 - O Valor dos Bons Conselhos
Lição 2 - Advertências Contra o Adultério
Lição 3 - Trabalho e Prosperidade
Lição 4 - Lidando de Forma Correta com o Dinheiro
Lição 5 - O Cuidado com Aquilo que Falamos
Lição 6 - O Exemplo Pessoal na Educação dos Filhos
Lição 7 - Contrapondo a Arrogância Com a Humildade
Lição 8 - A Mulher Virtuosa
Lição 9 - O Tempo para Todas as Coisas
Lição 10 - Cumprindo as Obrigações Diante de Deus
Lição 11 - A Ilusória Prosperidade dos Ímpios
Lição 12 - Lança o teu Pão Sobre as Águas
Lição 13 - Tema a Deus em todo o Tempo

Comentarista:

José Gonçalves - Pastor, Professor de Teologia, Escritor e Vice-presidente da Comissão deApologética da CGADB; Comentarista das revistas de Escola Dominical da CPAD.

17 de outubro de 2011

Combatendo o Bom Combate


Combate o bom combate da fé. Toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado e de que fizeste a boa confissão perante muitas testemunhas.  I Timóteo 6.12.
           
A Igreja do Senhor Jesus Cristo é uma igreja essencialmente Militante e Triunfante. São dois aspectos essências que a caracterizam. A Igreja vive em meio a uma guerra cerrada no cenário espiritual, combatendo contra o mundo, a carne e diabo. Uma verdadeira batalha.
A Bíblia de Estudo Pentecostal (1995, p. 1422), em seu estudo doutrinário “A Igreja”, descreve bem o papel do exército do Senhor nesta guerra:

A Igreja é um exército engajado em um conflito espiritual, batalhando com a espada e o poder do Espírito (Efésios 6:17). Seu combate é espiritual contra satanás e o pecado. O Espírito que está na Igreja e a enche, é qual guerreiro manejando a Palavra viva de Deus, libertando as pessoas do domínio de satanás e anulando todos os poderes das trevas (Atos 26:18; Hebreus 4:12; Apocalipse 1:16; 2:16; 19:15,21)

Guerra Espiritual. Nos idos dos anos oitenta, muito se escreveu, pregou, ensinou e debateu no meio evangélico a respeito de batalha espiritual. A Igreja foi ensinada a amarrar o valente e assim por diante. Expressões do tipo “tá amarrado”, povoaram as mentes e foram professadas por muitos. O modismo passou, mas a guerra contra as hostes espirituais da maldade (Efésios 6:12), deflagrada desde os tempos da criação (Gênesis 3:14 e 15), ainda continua declarada, válida e em pleno desenvolvimento. Conforme Wiersbe (1989,p.41), “a igreja é um exército onde que se agrupa a fim de se preparar para a batalha e a fim e ouvir as ordens de Deus.”
O adversário da Igreja não mudou, continua sendo o mesmo e agindo da mesma forma:

Nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestiais. Efésios 6:12.

A luta do crente não é contra pessoas. Muito menos os pecadores são os adversários a serem combatidos, muito embora alguns possam estar passando neste momento por uma crise de relacionamento justamente com pessoas que não tem a natureza espiritual, ou mesmo por estarem agindo de maneira carnal.
Dificuldades de relacionamento sempre surgem em todos os lugares de nosso convívio. Seja na escola, trabalho, família, vizinhança, e até na Igreja. O pastor Elinaldo Renovato em seu livro Aprendendo Diariamente com Cristo, ressalta que não são poucos os exemplos de divisões de Igrejas causadas por crises de relacionamento (Lima, 2003, p.118.). 
Ainda mais sabendo que estes últimos dias são tempos difíceis, de homens cruéis, à medida que se aproxima o dia da Volta do Senhor para buscar a Igreja. Hebreus 10:25.
Por isso precisamos da ajuda e sabedoria de DEUS em contornar estas dificuldades, para não se bater de frente com alguém. Um dos pontos onde o inimigo mais procura agir é justamente na comunhão entre as pessoas. Vivemos dias de guerra. Este mal quer penetrar e se estabelecer também na Igreja local.
Mas a Bíblia nos leva para outro caminho, o caminho da comunhão e do amor fraternal. Hebreus 13:1; Romanos 12:10; 2 Pedro 1:7; 1 Tessalonicenses 4:9.
Inicialmente precisamos ter para com o nosso irmão o mesmo sentimento que Cristo teve para conosco:

Ora, o DEUS de constância e de consolação vos dê o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Cristo Jesus.  Para que unânimes, e a uma boca, glorifiqueis ao DEUS e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto recebei-vos uns aos outros, como também Cristo nos recebeu, para glória de DEUS. Romanos 15.5 a 7.

Isto também se reflete na simples maneira de falamos uns dos outros, conforme o alerta da Carta de Tiago, que diz:

Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, e julga a seu irmão, fala mal da lei, e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz. Tiago 4.11.

Não vos queixeis, irmãos, uns dos outros, para que não sejais julgados. Eis que o juiz está à porta. Tiago 5.9.

E se evidencia ao mundo os sinais do discipulado autêntico de Cristo através do amor de uns para com os outros. (João 13:35), ratificado pelo ensino paulino:

Revesti-vos, pois, como eleitos de DEUS, santos e amados, de coração compassivo, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade, suportando-vos e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como o Senhor vos perdoou, assim fazei vós também.  (Colossenses 3.12)

O amor é a base para cimentar os relacionamentos: 

"Porque esta é a mensagem que foi pregada e que ouvimos desde o princípio, que nos amemos uns aos outros." I João 3.11. 

O segredo maior para se alcançar a vitória cristã é o amor, a marca registrada dos verdadeiros discípulos de Jesus. (Lima, 2003, p. 120.), sendo a igreja local precisa ser “um ambiente riquíssimo para o bom relacionamento entre as pessoas”. (Lima, 2003, p. 122.)  
Precisamos amar uns aos outros, porque “o amor é de DEUS; e todo o que ama é nascido de DEUS e conhece a DEUS. Aquele que não ama não conhece a DEUS; porque DEUS é amor.” I João 4:7 e 8.
Como já citamos, a Bíblia nos alerta para o fato de que não é contra gente de carne e osso que devemos travar nossas batalhas, mas sim contra as hostes espirituais invisíveis que nos cercam às quais devemos estar sempre alertas para nos defender ou enfrentar.
Lutar com alguém que se vê é difícil, quanto mais contra seres que não conseguimos naturalmente enxergar. É preciso pois estar com os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal. Hebreus 5:14 Pois somente o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. 1 Coríntios 2:15.
Como sabemos o inimigo veio para roubar, matar e destruir (João 10:10); semear contendas e desunião entre as pessoas; alimentar a malícia e o mal no coração do homem; provocar divisões, separações, intrigas, invejas, porfias, intrigas, desavenças, inimizades. Provérbios 6:14.
O nosso adversário, satanás, ruge ao derredor buscando alguém a quem possa tragar. Daí é preciso estar sóbrio, atento e preparado, sujeitando-se tão somente a DEUS, e desta maneira resistindo ao diabo firme na fé. 1 Pedro 5:8; Tiago 4:7
DEUS nos orienta como alcançarmos a vitória.
O segredo para vencer o mal  e todas as astutas ciladas do maligno está em nos revestirmos como bons soldados de Cristo de toda a armadura de DEUS: o capacete da salvação, o escudo da fé, a couraça da justiça, cingidos os lombos com a verdade e calçados os pés na preparação do Evangelho da paz. Efésios 6:10 a 18. O uso desta armadura se aplica em nosso viver diário.
Qual o caminho para contornar as crises de relacionamento? O que fazer então quando constatar que alguém nos feriu, magoou, pisou o nosso pé e depois fingiu que nada aconteceu? Que atitudes tomar diante de uma afronta de uma pessoa contra nós?
A primeira reação, própria da natureza humana, é alimentar o sentimento de vingança. “- Isso não vai ficar assim, me aguarde”. A ameaça pode tomar corpo na mente e se tornar real e, na primeira oportunidade, comer o prato frio da vingança.
Porém esse não deve ser o caminho.
A Bíblia adverte que de DEUS é a vingança e a recompensarei. A vingança é uma prerrogativa divina e não uma reação humana. Deixe com DEUS, Ele cuidará disso. Hebreus 10:30; Romanos 12:19.
Uma segunda atitude não recomendada é deixar brotar a raiz de amargura no coração. O escritor aos hebreus lembra o cuidado de que ninguém se prive da graça de DEUS, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, o perturbe, e por ela muitos se contaminem. Hebreus 12:15.
Passam anos e anos remoendo a ofensa do inimigo. Perdoá-lo, jamais! Ele não merece o perdão. A Bíblia aconselha: não deixe se por o sol sobre a sua ira; irai-vos mas não pequeis (Efésios 4:26). “Eu perdoo mas não esqueço”, é o dilema de alguns. Esqueça, simplesmente esqueça! Buscar o caminho do perdão ao invés do tenebroso do reagir à afronta do outro, porque a ira do homem não opera a justiça de Deus. Tiago 1:20.
Outra postura incoerente é orar clamando a Deus por "justiça". De preferência uma “justiça” que venha acompanhada de castigo considerando a pessoa de Deus um carrasco celestial a punir que nos fez o mal. Esquecendo-se que Jeová Tsidkenu, “Justiça nossa”, em Cristo se fez justiça não apenas por nós, mas por todos, inclusive daquele nos fez o mal.   Jeremias 23:4;
A quarta atitude, bíblica, e recomendável, é vencer o mal com o bem. Romanos 12:21. Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, mas segui sempre o bem, tanto uns para com os outros, como para com todos. 1 Tessalonicenses 5:15         Mas como?
Vejamos o exemplo de vida de José. Foi rejeitado pelos irmãos, lançado numa cova e vendido como escravo. Gênesis 39.1. Passou por dificuldades a ponto de ser lançado injustamente na prisão por conta de uma calúnia. Mas permaneceu em sua integridade. Gênesis 39.11-23. DEUS muda a sua sorte, tirando-o da prisão e nomeando como um dos maiorais do Egito. Gênesis 41:38-44.
José se reencontra com seus irmãos e se deixar revelar em uma conversa íntima. Aquele momento poderia ter sido usado para dar o troco e envergonhar os irmãos; ou como um momento de demonstrar autopiedade, lamentando o que se passou por culpa dos seus próprios familiares. Mas nada disso fez. Ele teve uma compreensão maior a respeito dos fatos acontecidos e sofridos por ele e chegou a uma conclusão espetacular: DEUS estava naquele negócio. Gênesis 45:3-5. E disse: o mal que vocês, meus irmãos, intentarem fazer contra mim, DEUS transformou em bem, para a felicidade de muitos. Gênesis 50:20.
Aprendemos com este exemplo uma grande lição. A tentativa de alguém nos prejudicar pode ser usada como combustível para vermos a ação e providência divina em nosso favor. Tudo acontece na vida do cristão para glória de DEUS. E tudo tem um fim, um por quê.
Tudo aconteceu naquela circunstância para benefício do povo hebreu que passaria dificuldades de sobrevivência caso Jeová não tivesse colocado José naquela posição.

Conclusão

Se acaso alguém lhe prejudicou, saiba, que sua luta não é contra a carne. Pode parecer difícil compreender e aceitar esta situação no momento da dor, perdoar, mas depois vai descobrir com esta circunstância o plano, o agir e a glória de DEUS na vida da Igreja Vencedora, cuja militância ilumina as almas cegas pelo império das trevas (II Coríntios 4.4):
 “O deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo”, para que o evangelho não venha a “lhes abrir os olhos e das trevas os converter à luz e do poder de Satanás a DEUS”, a fim de que recebam “a remissão dos pecados e sorte entre os santificados pela fé” (II Coríntios 4:4 e Atos 26:18)
Conforme Paulo ensinou, talvez venhamos a sofrer aflições. Não como malfeitores desobedientes à Palavra, nem como masoquistas espirituais, mas como bons soldados de Jesus Cristo (II Timóteo 2:3), em tudo sendo passiveis de ser atribulados: lutas por fora, temores por dentro (II Coríntios 7:5), a fim de, sendo sóbrio em todas as coisas, suportar as aflições, cumprir o ministério (II Timóteo 4:5), a favor do corpo de Cristo, que é a Igreja. Colossenses 1:24. 
O apóstolo Paulo exortou que ninguém que milita se embaraça com negócio desta vida, mas precisa lutar legitimamente, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra (II Timóteo 2:4).
Já estamos alistados para o bom combate, a luta que vale a pena ser travada, desde que aceitamos a Cristo como Salvador, quando DEUS nos resgatou do império das trevas para o Reino do filho do Seu amor (Colossenses 1:13).

Referência bibliográfica


Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida, Edição de 1995, Rio de Janeiro: CPAD, 1999.
LIMA, Elinaldo Renovato de. Aprendendo Diariamente com Cristo. 1ª edição. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

WIERSBE, Warren W. A Crise de Integridade. 2ª impressão. São Paulo: Editora Vida, 1999.

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