Crescendo na graça e no conhecimento

Lições 4.o Trimestre 2013

Lições 4.o Trimestre 2013
Conselhos para a vida

Lição 1 - O Valor dos Bons Conselhos
Lição 2 - Advertências Contra o Adultério
Lição 3 - Trabalho e Prosperidade
Lição 4 - Lidando de Forma Correta com o Dinheiro
Lição 5 - O Cuidado com Aquilo que Falamos
Lição 6 - O Exemplo Pessoal na Educação dos Filhos
Lição 7 - Contrapondo a Arrogância Com a Humildade
Lição 8 - A Mulher Virtuosa
Lição 9 - O Tempo para Todas as Coisas
Lição 10 - Cumprindo as Obrigações Diante de Deus
Lição 11 - A Ilusória Prosperidade dos Ímpios
Lição 12 - Lança o teu Pão Sobre as Águas
Lição 13 - Tema a Deus em todo o Tempo

Comentarista:

José Gonçalves - Pastor, Professor de Teologia, Escritor e Vice-presidente da Comissão deApologética da CGADB; Comentarista das revistas de Escola Dominical da CPAD.

14 de outubro de 2011

RECONSTRUINDO OS MUROS DA ALMA


"Como a cidade derrubada, sem muros, assim é o homem que não pode conter o seu espírito.”   Provérbios 25:28.

Este texto faz uma  analogia entre uma cidade sem muros e a pessoas sem domínio próprio. Como encontramos pessoas assim, destemperadas. Falam demais, discutem demais, brigam, demais, comem demais, brincam demais, pecam demais. Sem qualquer controle. Semelhantes à uma carreta carrregada sem freios descendo ladeira em ponto morto, assim perderam o governo de si próprias, tornando-se desregradas, inconvenientes, jocosas, frívolas, levianas, desmedidas, imprudentes, deixando a própria alma sem qualquer segurança, exposta ao sofrimento em consequência da falta de temperança. São muros derribabos que precisam ser reconstruídos.  

É preciso retomar o controle da situação, tornar-se comandante de si mesmo. O mesmo livro de Provérbios diz (Prov. 16.32):

“Melhor é o longânimo que o herói da guerra,  e o que domina o seu espírito do que o que toma uma cidade.”

Este processo de autocontrole precisa ser prioridade em nossas vidas:

“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.” Provérbios 4:23.

As cidades de antigamente usavam muros como forma de se protegerem dos ataques e invasões dos seus inimigos. Jerusalém fora invadida e dominada pelo império babilônico, e teve seus muros destruídos.  Uma desolação, um sinal de opróbrio, dominação, vergonha. Neemias foi o homem levantado por Deus para restaurar não apenas os muros, mas a dignidade perdida.

Da mesma forma precisamos restaurar nossos muros. Não é tarefa fácil, que se faz em um passe de mágica, usando palavras de ordem ou tomando uma pílula mágica. Significa um processo contínuo, e muitas vezes doloroso. Começa-se por retirar os escombros.


Lançar fora tudo que não agrada a Deus. Identificar, avaliar, tomar decisão e agir.  Jesus alertou assim aos fariseus :



O que sai do homem isso contamina o homem. Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, Os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem.  Marcos 7:20-23

Limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo. Mateus 23:26


Este processo, vale lembrar, não pode ser levado a efeito sem a ajuda divina. Por mais que eu tente com minhas próprias forças, não vou conseguir sozinho. 

Simplesmente por conta da ação da carne em minha vida que tende a produzir suas obras de maneira contínua, parecendo mais pia de lavar louças que deixamos limpinha em dado momento e logo depois volta tudo ao estado de sujeira inicial.

Situação semelhante aos poços de Abraão entulhados pelos adversários filisteus e restaurados por Isaque:

“E tornou Isaque e cavou os poços de água que cavaram nos dias de Abraão seu pai, e que os filisteus entulharam depois da morte de Abraão, e chamou-os pelos nomes que os chamara seu pai. Cavaram, pois, os servos de Isaque naquele vale, e acharam ali um poço de águas vivas.”
Gênesis 26:18-20

Para agirmos de forma semelhante, precisamos sem sombra de dúvidas da ajuda do Espírito Santo a produzir seu fruto em nossa vida. Gálatas 5.22.  

Neste caso o fruto apropriado na estação própria é o fruto da temperança ou  domínio próprio.

Através do Espírito e seu fruto manifesto em nossas vidas, podemos falar as palavras certas no tempo certo (Prov. 25.11), controlar o apetite desordenado, (Prov 23.2), o agir precipitadamente (Prov. 14.29; 19.2; 21.5)

Para manter o governo de nós mesmos, algo nada fácil, precisamos igualmente de outro aspecto do fruto do Espírito, a longanimidade, companheira inseparável da temperança, que nos ajuda a manter o controle da vida e assim, atendendo ao conselho do Mestre Jesus, continuarmos perseverantes neste intento: “Na vossa paciência possuí as vossas almas.” Lucas 21.19.

Desta forma reconstruimos os muros da alma, restaurando a comunhão plena com Deus e produzindo frutos dignos de arrependimento. 

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