Crescendo na graça e no conhecimento

Lições 4.o Trimestre 2013

Lições 4.o Trimestre 2013
Conselhos para a vida

Lição 1 - O Valor dos Bons Conselhos
Lição 2 - Advertências Contra o Adultério
Lição 3 - Trabalho e Prosperidade
Lição 4 - Lidando de Forma Correta com o Dinheiro
Lição 5 - O Cuidado com Aquilo que Falamos
Lição 6 - O Exemplo Pessoal na Educação dos Filhos
Lição 7 - Contrapondo a Arrogância Com a Humildade
Lição 8 - A Mulher Virtuosa
Lição 9 - O Tempo para Todas as Coisas
Lição 10 - Cumprindo as Obrigações Diante de Deus
Lição 11 - A Ilusória Prosperidade dos Ímpios
Lição 12 - Lança o teu Pão Sobre as Águas
Lição 13 - Tema a Deus em todo o Tempo

Comentarista:

José Gonçalves - Pastor, Professor de Teologia, Escritor e Vice-presidente da Comissão deApologética da CGADB; Comentarista das revistas de Escola Dominical da CPAD.

11 de agosto de 2011

O RECONHECIMENTO DO SENHORIO DE CRISTO - O PRINCÍPIO DA OBEDIÊNCIA E SUBMISSÃO

         Na obra Teologia da Igreja, o professor Doutor Carlos Caldas alerta para a importância do “ensino da Igreja como corpo de Cristo, como organismo vivo, cujo cabeça é o Senhor Jesus, a fim de se fazer frente à determinadas tendências atuais da transformação de cultos em shows, e  valorização das megaigrejas  e do carisma de seus líderes” (Caldas, 2007, p. 16.).


Vejamos um exemplo da necessidade de reconhecimento do Senhorio de DEUS, no Antigo Testamento, que se encontra descrito em II Reis 5.


Naamã, chefe do exército do rei da Síria, era homem valente, porém leproso. Em uma das suas investidas, havia levado presa, da terra de Israel, uma menina que ficou ao serviço da mulher de Naamã. Uma menina hebréia que pregava a palavra de DEUS.


Disse esta à sua senhora: - Oxalá que o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria. Pois este o curaria da sua lepra. Então Naamã foi à terra de Israel, em  busca do homem de  Deus.


Veio, pois, com os seus cavalos, e com o seu carro, e parou à porta da casa de Eliseu, o profeta de Yavé Adonai. Então este lhe mandou um mensageiro, a dizer-lhe: - Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne tornará a ti, e ficarás purificado. Naamã, porém, indignado, retirou-se, dizendo:

- Eis que pensava eu: Certamente ele sairá a ter comigo, por-se-á em pé, invocará o nome do Senhor seu DEUS, passará a sua mão sobre o lugar, e curará o leproso. Não são, porventura, Abana e Farpar, rios de Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? Não poderia eu lavar-me neles, e ficar purificado?

Assim se voltou e se retirou com indignação.


A mensagem simples do evangelho de Cristo muitas vezes causa indignação aos sábios e entendidos que, ensimesmados, rejeitam seu ensino. E passam a buscar a salvação através de meios engenhosos, mirabolantes, esquecendo-se que basta atender a voz de DEUS, ignorando o princípio bíblico de que é melhor obedecer do que sacrificar. I Samuel 15:22.


Os servos de Naamã, porém, chegaram-se a ele, dizendo: -

- Meu pai, se o profeta te houvesse indicado alguma coisa difícil, porventura não a terias cumprido? Quanto mais, dizendo-te ele: Lava-te, e ficarás purificado. 

 Aqui se colocou em prática a lei da obediência e submissão. O general cedeu humildemente à vontade de DEUS e obedeceu:

Desceu ele, pois, e mergulhou-se no Jordão por sete vezes, conforme a palavra do homem de DEUS; e a sua carne tornou-se como a carne dum menino, e ficou purificado. II Reis 5:14.

Quando se ouve a voz do Senhor e se atende ao Seu falar em obediência e reconhecimento do Seu senhorio, algo maravilhoso acontece, a Igreja vence as circunstâncias adversas e torna-se alvo das bênçãos de DEUS.


Então voltou Naamã ao homem de DEUS, ele e toda a sua comitiva; chegando, pôs-se diante dele, e disse: - Eis que agora sei que em toda a terra não há DEUS senão em Israel. 


            O Princípio da Autoridade e Submissão foi estabelecido por DEUS a partir do Jardim do Éden. Como criador e portanto ser superior, estabeleceu os direitos e deveres que deveriam ser atendidos pelo casal para seu próprio benefício:

E ordenou o SENHOR DEUS ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás. Gênesis 2.16 e 17

            Quando este Princípio foi quebrado, DEUS, na condição de Superior na relação, agiu executando Sua justiça e juízo.
           
            O Princípio da Autoridade e Submissão continua sendo válido não apenas na relação com DEUS mas também nas relações humanas. Primeiramente no lar, no relacionamento entre marido e mulher. Efésios 5:23; depois na relação entre os filhos e seus pais, sendo o primeiro mandamento com promessa. Efésios 6.2; nas relações entre senhores e empregados. Efésios 6:5; e primordialmente na nossa relação com Jesus, a quem DEUS o constituiu Senhor e Cristo. Atos 2:36.


Ressaltamos este princípio porque alguns não são vitoriosos porque ainda não tiveram consciência do senhorio de Cristo sobre suas vidas e assim não vivem o evangelho em sua plenitude.  Talvez o conteúdo do sentido integral do evangelho ainda não tenha sido entendido de forma a que se tenha esta percepção real do que significa servir a Cristo.


Vejamos outro exemplo do Princípio da Autoridade e Submissão, agora no Novo Testamento. Certo centurião ao interceder em favor do seu criado moribundo confiou na aplicação da autoridade de Cristo, a exemplo da prática da submissão militar, dizendo:

- Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado, mas dize somente uma palavra, e o meu criado sarará, pois também eu sou homem sob autoridade e tenho soldados às minhas ordens; e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu criado: faze isto, e ele o faz. Mateus 8.8 e 9.

Mas como obedecer ao Senhor em dias tão difíceis? Simplesmente praticando os preceitos da Palavra de DEUS.


Conforme exortou Tiago, é melhor sermos praticante da palavra, e não apenas ouvintes. Tiago 1.22.
O que então devemos fazer? John Stott responde a esta inquietação no livro Cristianismo Básico, mostrando que o cristianismo não é apenas uma crença, implica também ação:

Precisamos assumir um compromisso pessoal com o Senhor Jesus, de coração e de mente, alma e vontade, entregando nossas vidas a ele, sem reservas. Devemos nos humilhar diante dele. Devemos confiar nele como nosso Salvador e nos submetermos a ele como nosso Senhor; para então assumirmos nossos lugares como membros fiéis da igreja e cidadãos responsáveis dentro da comunidade. (Stott, 2007, p. 10)

O próprio Jesus, a Palavra da vida, é o exemplo maior da prática. O Verbo se tornou carne e habitou entre nós (João 1:14), deixando a glória celestial para viver como homem, de maneira equilibrada sob o domínio a obediência, conforme Paulo exaltou:

... Pois ele, subsistindo em forma de DEUS, não julgou como usurpação o ser igual a DEUS; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz. Filipenses 2:6-8.

Jesus disse: “- Antes, bem-aventurados os que ouvem a palavra de DEUS e a guardam.“ Lucas 11:28. 

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