Crescendo na graça e no conhecimento

Lições 4.o Trimestre 2013

Lições 4.o Trimestre 2013
Conselhos para a vida

Lição 1 - O Valor dos Bons Conselhos
Lição 2 - Advertências Contra o Adultério
Lição 3 - Trabalho e Prosperidade
Lição 4 - Lidando de Forma Correta com o Dinheiro
Lição 5 - O Cuidado com Aquilo que Falamos
Lição 6 - O Exemplo Pessoal na Educação dos Filhos
Lição 7 - Contrapondo a Arrogância Com a Humildade
Lição 8 - A Mulher Virtuosa
Lição 9 - O Tempo para Todas as Coisas
Lição 10 - Cumprindo as Obrigações Diante de Deus
Lição 11 - A Ilusória Prosperidade dos Ímpios
Lição 12 - Lança o teu Pão Sobre as Águas
Lição 13 - Tema a Deus em todo o Tempo

Comentarista:

José Gonçalves - Pastor, Professor de Teologia, Escritor e Vice-presidente da Comissão deApologética da CGADB; Comentarista das revistas de Escola Dominical da CPAD.

4 de agosto de 2011

PROCURA-SE UMA BÍBLIA


Não é raro encontrarmos nas secretarias das Igrejas locais alguns exemplares de Bíblias Sagradas que foram deixadas nos bancos por alguém. E estas continuam à espera de seus leitores por longos dias. Com as facilidades do mercado, pode o querido irmão rapidamente comprar outra. Mas será que a antiga não continha anotações importantes? – Tudo bem, era apenas uma Bíblia, minimiza.

Tal descaso me faz contrastá-lo com as histórias do então regime comunista nos países da cortina de ferro quando “contrabandeadores de Bíblias” se arriscavam cruzando as fronteiras para levarem porções das Sagradas Escrituras aos cristãos perseguidos. Páginas eram distribuídas em porções para uns crentes que as liam avidamente e até decoravam alguns trechos, e depois trocavam por outros trechos com os demais irmãos.

Hoje temos Bíblias para todos os gostos. Desde a Bíblia do bebê até a Bíblia do ancião, passando por adolescentes, mulheres, ministros, obreiros, sem contar as valiosas, Bíblias de estudos, algumas discutíveis.
O problema que detectamos não é a abundância de Bíblias nas estantes dos lares, nas mãos dos crentes nos cultos, porém, o fato de só serem abertas durante a leitura oficial na liturgia ou na festa de aniversário de um  irmão, quando alguém lembra, naturalmente. 

O pior é não vermos o Livro Santo sendo lido, meditado, comido, pregado com tanta frequencia.

Parece que vivemos dias semelhantes aos tempos do reinado de Josias quando o sumo sacerdote encontro os rolos do Livro da Lei na Casa do Senhor. Pois é. A situação estava tão grave que só encontraram o livro da Lei por acaso quando da reforma do templo.

Igualmente parece que o livro do Senhor parece estar perdido em algumas Igrejas, infelizmente. Algumas composições pouco sugerem ser um louvor a Deus e muito menos tratam de assuntos bíblicos. Basta rimar amar, com louvar ou adorar e está tudo certo. Durante algumas ministrações o perigo continua.

Alguns pregadores falam de tudo menos do essencial: a Palavra de Deus. Alguns sequer ficam vermelhos por nem sequer abrirem o Livro Santo; apenas gritam, esperneiam, decretam, declaram e indelicadamente mandam a gente se virar para o irmão do lado e profetizar a benção. Bíblia que é bom, infelizmente, nada. Mas as situações mudam.

As Igrejas locais avivadas são assim despertadas nos dias de hoje porque não se esqueceram da Palavra.

Josias quando tomou conhecimento do que tinha escrito no livro da Lei, imediatamente rasgou as vestes e a partir daí promoveu uma reforma profunda no cenário religioso da época. Tão somente porque atentou para a vontade de Deus ao ouvir a leitura das Escrituras que foram encontradas. II Reis 22.1-10.

Esdras, o escriba, quando em uma cerimônia de restabelecimento dos cultos em Jerusalém,  leu a lei de Moisés, juntamente com Neemias, “diante da praça que está fronteira à porta das águas, desde a alva até o meio-dia, na presença dos homens e das mulheres, e dos que podiam entender; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da lei”:

Esdras, o escriba, ficava em pé sobre um estrado de madeira, que fizeram para esse fim e estavam em pé junto a ele, à sua direita, Matitias, Sema, Ananías, Urias, Hilquias e Maaséias; e à sua esquerda, Pedaías, Misael, Malquias, Hasum, Hasbadana, Zacarias e Mesulão. E Esdras abriu o livro à vista de todo o povo (pois estava acima de todo o povo); e, abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé.  Então Esdras bendisse ao Senhor, o grande Deus; e todo povo, levantando as mãos, respondeu: Amém! amém! E, inclinando-se, adoraram ao Senhor, com os rostos em terra.  Também Jesuá, Bani, Serebias, Jamim, Acube; Sabetai, Hodias, Maaséias, Quelita, Azarias, Jozabade, Hanã, Pelaías e os levitas explicavam ao povo a lei; e o povo estava em pé no seu lugar.  Assim leram no livro, na lei de Deus, distintamente; e deram o sentido, de modo que se entendesse a leitura.  E Neemias, que era o governador, e Esdras, sacerdote e escriba, e os levitas que ensinavam o povo, disseram a todo o povo: Este dia é consagrado ao Senhor vosso Deus; não pranteeis nem choreis. Pois todo o povo chorava, ouvindo as palavras da lei. Disse-lhes mais: Ide, comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor. Portanto não vos entristeçais, pois a alegria do Senhor é a vossa força.  Os levitas, pois, fizeram calar todo o povo, dizendo: Calai-vos, porque este dia é santo; por isso não vos entristeçais. Então todo o povo se foi para comer e beber, e para enviar porções, e para fazer grande regozijo, porque tinha entendido as palavras que lhe foram referidas. Neemias 8.4-13.

Resta, pois, esperança  porque o Espírito de Deus ainda opera quando, com inteira humildade e submissão, voltamo-nos à beber da fonte da Palavra de Deus e assim, revigorados, podemos levar porções para aqueles que não tem nada preparado para si, incendiados pelas chamas do púlpito e purificados e renovada a aliança com o Senhor após ouvirmos e atentarmos para “todas as palavras da Aliança que fora encontrado na Casa do Senhor (II Crônicas 34. 30) 

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