Crescendo na graça e no conhecimento

Lições 4.o Trimestre 2013

Lições 4.o Trimestre 2013
Conselhos para a vida

Lição 1 - O Valor dos Bons Conselhos
Lição 2 - Advertências Contra o Adultério
Lição 3 - Trabalho e Prosperidade
Lição 4 - Lidando de Forma Correta com o Dinheiro
Lição 5 - O Cuidado com Aquilo que Falamos
Lição 6 - O Exemplo Pessoal na Educação dos Filhos
Lição 7 - Contrapondo a Arrogância Com a Humildade
Lição 8 - A Mulher Virtuosa
Lição 9 - O Tempo para Todas as Coisas
Lição 10 - Cumprindo as Obrigações Diante de Deus
Lição 11 - A Ilusória Prosperidade dos Ímpios
Lição 12 - Lança o teu Pão Sobre as Águas
Lição 13 - Tema a Deus em todo o Tempo

Comentarista:

José Gonçalves - Pastor, Professor de Teologia, Escritor e Vice-presidente da Comissão deApologética da CGADB; Comentarista das revistas de Escola Dominical da CPAD.

9 de agosto de 2011

A Motivação da Missão Integral: o amor

Alcançada pela graça salvadora de Cristo (Efésios 2:8), a Igreja precisa agora cumprir a ordem do Senhor Jesus e levar porções do alimento espiritual àqueles que não tem preparado para si. Neemias 8:10. A motivação que move a Igreja a se lançar na busca pelas almas é o amor de Cristo derramado nos corações, que constrange e motiva. II Coríntios 5.14.
Você amaria alguém a ponto de entregar a sua vida?  Talvez por um justo alguém ouse morrer! Talvez por um filho, um amigo. E pelo ímpio, mau, perverso, desregrado? Leia Romanos 5:7.
Jesus foi enviado ao mundo para pregar as boas novas:

E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades. Mateus 9.35.

Não pregava todavia por interesse pessoal.
Hoje alguns cobram “ofertas” consideráveis aos pastores das Igrejas locais que se sentem constrangidos ao trazê-los para a festa de aniversário da Igreja local ou o congresso da mocidade. 
A motivação de Cristo era outra, o amor.
Vendo Jesus as multidões, compadecia-se delas, “porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor.” Mateus 9.39.
Jesus era movido pela compaixão. Não um sentimento de piedade. Jesus sentia a dor das pessoas de verdade. A descrição de muitos dos milagres de Jesus nos evangelhos trazem a expressão movido de íntima compaixão: para com a multidão, Jesus curou seus enfermos (Mateus 14:14); tocou nos olhos dos cegos e logo viram (Mateus 20:34); o Senhor moveu-se de íntima compaixão pela viúva que perdeu o filho, e deu a vida de volta ao menino. Lucas 7:13.15.
Jesus sentia amor pelas almas. O valor maior que move a cristandade é o amor. Sem o amor o cristianismo não teria suportado as perseguições, não existiriam igrejas locais nem a igreja universal e invisível.
Nisto se manifestou o amor de DEUS em nós, a Igreja de Cristo: em haver DEUS enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele (1 João 4:9). Nossa vida agora está escondida em DEUS.
Não foi sem razão que Cristo deixou como mandamento maior amar a DEUS sobre todas as coisas e outro, semelhante a este, o amar ao próximo como a si mesmo.
            A Igreja é fundada na base do amor de DEUS:

Porque DEUS amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16.

Este é o texto áureo de toda a Bíblia. Não é apenas uma frase de efeito ou mesmo um pensamento romântico desprovido de sentido.
Carrega a expressão de um amor que não se pode medir em milhares de quilômetros, toneladas ou litros. DEUS amou o mundo, ou seja, toda a humanidade, e amou de verdade, pra valer.  Ele provou o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós sendo ainda pecadores. Romanos 5:8. Talvez por um justo alguém ouse morrer. Mas, e quanto aos demais pecadores?
Isto causa até mesmo revolta entre os que ainda não foram alcançados pela graça salvadora quando censuram aquele que um dia foi reconhecidamente um transgressor da lei e da ordem social, um marginal, promíscuo ou enganador. Seja o que for que tenhamos sido ou praticado, o Senhor pelo seu amor nos transformou em nova criatura e agora as coisas velhas, o passado terrível, embora ainda algumas marcas e consequências perdurem,  já passaram. Foram lançados no mar do esquecimento e eis que tudo agora se fez novo, agora novas criaturas somos, pelo lavar renovador e regenerador do Espírito Santo. Tito 3:5.
A Igreja é o lugar de expressão do amor de DEUS. Porém este amor corre o risco de ser sufocado pela prática religiosa formal, dogmática e déspota.
O perigo da religião é a própria religião. Mata-se em nome da religião. Como não deixar de citar as cruzadas da época medieval.
Jesus foi crucificado em nome de uma religião oficial, impiedosa, dominada por lideres obcecados peo poder, desprezando a justiça e o amor de DEUS (Lucas 11:42); Jesus sabia que os que o rejeitaram não tinham em si o amor de DEUS (João 5:42). Paradoxalmente, no seio da Igreja local também acontecem coisas semelhantes que DEUS não duvida.
O lugar onde as pessoas declaram seu amor e adoração a DEUS  às vezes se torna palco de brigas, contendas e pelejas que em nada demonstram a prática do mandamento maior.
Muitas destas pelejas deixam marcas profundas na alma de pessoas sinceras, feridas “em nome de Deus”, como o exemplo de Marcos no livro da jornalista Marília César (César, 2009, p. 24-32)
Mas a Igreja vitoriosa que tem a visão dos céus tudo suporta. Na verdade por trás, inspirando estas ações,  identificamos o inimigo, satanás, que continua “em derredor, rugindo como leão, buscando a quem possa tragar.“ I Pedro 5:8. Quando este acha uma brecha em algum coração e mente desocupada, lança seus dardos inflamados a fim de promover estragos no seio do corpo de Cristo. Efésios 6.16.
Quando a natureza humana pecaminosa, a carne, é alimentada, os agentes do amor de DEUS precisam entrar em ação para apagar as chamas do mal.
A Igreja vitoriosa identifica os focos de incêndio e clama pelo derramar das águas refrigeradoras do Espírito sobre a congregação, voltando tudo ao normal, para glória de DEUS.
 E consolida sua vitória quando é reconhecida no meio da sociedade em que vive; não como uma organização humana rica e poderosa, mas como agente do amor de DEUS:

“- Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, disse Jesus, se tiverdes amor uns aos outros.” João 13:35.
 Portanto, “amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.” Romanos   12:10. 
 Assim, “tendo purificado a nossa alma pela obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, precisamos amar, de coração, uns aos outros ardentemente, porque DEUS é amor” (1 Pedro 1:22)

Pois se não amamos ao próximo a quem vemos e com quem convivemos, como poderemos dizer que amamos ao DEUS invisível? Leia I João 4.20.
Não vale apenas falar “meu querido”, “amados” e outras expressões verbais carinhosas quando não materializadas em ações de amor. Pois, “somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais DEUS de antemão preparou para que andássemos nelas.” Efésios 2:10, visto que “a fé sem as obras é morta.” (Tiago 2:20). A Igreja que vive no amor permanecerá para sempre, vitoriosa.

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